Educação
MEC apoia oferta do curso técnico em Defesa Civil
O Ministério da Educação (MEC) participou da aula inaugural do curso técnico em Defesa Civil, na quarta-feira, 22 de outubro. O curso na modalidade educação a distância (EaD) é ofertado desde 2015 pelo campus Camboriú, do Instituto Federal Catarinense, e agora ganha escala nacional. São 2 mil vagas com foco em profissionais que atuam nas Defesas Civis municipais, estaduais e federal, mas também abrangem o público geral. A iniciativa conta com investimento de R$ 11,6 milhões, recursos do MEC e do Fundo dos Direitos Difusos.
As vagas estão distribuídas em cinco campi de Institutos Federais, um por região do país: Macapá (Instituto Federal do Amapá); Macaé (Instituto Federal Fluminense); Senador Canedo (Instituto Federal de Goiás); Teresina (Instituto Federal do Piauí); e Curitiba (Instituto Federal do Paraná). Nestes polos acontecerão as avaliações e práticas profissionais.
“A oferta nacional deste curso é resultado da sinergia que envolveu o governo federal com os institutos federais em uma área estratégica e urgente para o país, visando à profissionalização, à prevenção e a um olhar especial para as comunidades que vivem em áreas de vulnerabilidade”, destacou o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.
O investimento ainda prevê a implantação de laboratórios de Proteção e Defesa Civil em todas as regiões do país. Além do MEC, também apoiam o projeto os Ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Justiça e Segurança Pública e a Casa Civil da Presidência da República.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec e do IFC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Sancionado piso salarial para professores da educação básica
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.437/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. O texto foi publicado nesta sexta-feira, 19 de junho, no Diário Oficial da União e é assinado também pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
O novo piso salarial representa um reajuste de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação. O valor é válido para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, com efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026. As remunerações das demais jornadas devem ser proporcionais ao novo piso estabelecido.
A legislação também amplia o alcance da política de valorização docente ao incluir entre os beneficiários do piso salarial nacional os profissionais do magistério da educação básica pública contratados temporariamente.
A sanção da Lei consolida as mudanças introduzidas pela Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo Governo do Brasil em janeiro deste ano e aprovada pelo Congresso Nacional em maio. A medida adequou a legislação do piso salarial aos fundamentos constitucionais estabelecidos pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e às regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A MP determina que o percentual anual de atualização do piso salarial seja calculado pela soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. Como forma de ampliar a transparência do processo, a Lei também prevê a publicação anual, em plataforma de dados abertos, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial nacional do magistério.
A norma estabelece ainda que o reajuste anual não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC, garantindo a preservação do poder de compra dos profissionais da educação. A atualização produzirá efeitos a partir do mês de janeiro de cada ano.
Contexto – A atualização da legislação do piso salarial foi construída a partir de diálogo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, entre elas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas dos municípios.
A medida está alinhada à Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, a fim de assegurar melhores condições de remuneração e fortalecimento da educação pública em todo o país. Com a nova sistemática de atualização, o piso salarial nacional do magistério passa a contar com um mecanismo permanente que busca não apenas preservar, mas também ampliar o poder de compra dos profissionais da educação ao longo do tempo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)
Fonte: Ministério da Educação
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