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Agro

Mercado de etanol enfrenta pressão de queda de preços da gasolina e oferta restrita para 2025/26

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Mercado de etanol enfrenta pressão de queda de preços da gasolina e oferta restrita para 2025/26

O mercado de etanol no Brasil apresenta um cenário desafiador para produtores e distribuidoras, combinando pressão de preços da gasolina e restrição na oferta de cana-de-açúcar para a próxima safra, segundo o relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Preço do etanol registra leve alta, mas queda se aproxima

Em Paulínia (SP), o preço do etanol hidratado sem impostos ficou em R$ 2,82/L no período recente, com média mensal subindo 3%, para R$ 2,85/L. Apesar da alta nominal, o mercado observou queda no fim do mês, motivada pela redução dos preços internacionais de energia, em especial da gasolina.

Fontes do setor indicam que a gasolina no mercado interno, ao nível da refinaria, ainda possui espaço para redução entre 5% e 10%, pressionando os preços do etanol.

Restrição de oferta de etanol de cana impulsiona atenção do mercado

A safra 2025/26 deve apresentar menor disponibilidade de cana-de-açúcar, impactando diretamente a produção de etanol. Mesmo com o aumento da oferta de etanol de milho, o volume adicional não é suficiente para compensar a queda do etanol de cana.

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Esse cenário aponta para uma redução da competitividade do etanol na bomba, frente à gasolina, elevando a paridade de preços entre os combustíveis.

Comparação internacional reforça pressão sobre preços

O preço da gasolina internacional, convertido em reais, apresentou queda. O futuro da gasolina nos EUA (CME RBOB gasoline) estava cotado em R$ 2,62/L no início de outubro, enquanto a gasolina vendida pela Petrobras em Paulínia atingia R$ 2,85/L.

“Essa comparação não reflete a política de preços da Petrobras, mas serve como indicador da direção provável do mercado doméstico. Produtores de etanol devem acelerar vendas antes de eventuais ajustes de preços da gasolina”, destaca o relatório do Itaú BBA.

Estratégia de produtores e perspectivas para entressafra

Mesmo com fundamentos apertados no mercado de etanol, muitos produtores têm optado por reduzir estoques e antecipar vendas, diante da expectativa de possíveis quedas nos preços da gasolina nos próximos meses.

Caso o ajuste da gasolina não ocorra, a entressafra 2025/26 pode apresentar potencial de valorização do etanol, especialmente considerando a restrição de oferta de cana-de-açúcar e a maior demanda por biocombustíveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

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CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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