Brasil
Evento de infraestrutura debate sobre logística portuária brasileira
Nesta quinta-feira (16), Brasília foi palco do Summit Antaq. O evento, promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em parceria com o Grupo Tribuna, reuniu diversos especialistas, autoridades e representantes do setor portuário para discutir o futuro da infraestrutura portuária nacional.
A abertura do summit foi feita pelo secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé Franca, que destacou a atuação da pasta na construção de um ambiente favorável à atração de investimentos. “O MPor tem atuado para aprimorar o marco regulatório e ampliar as parcerias institucionais com o objetivo de garantir previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade normativa, pilares essenciais para a expansão sustentável da infraestrutura portuária nacional”.
Presente no evento, o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou do painel “O arranjo estrutural do Setor Portuário e Marítimo no Brasil”, onde ressaltou como é fundamental a articulação entre diversos atores, como a Antaq e outras entidades para que a logística do país avance. Ele também abordou os projetos previstos na carteira de concessão do Ministério para este ano e para o próximo.
“Temos uma carteira de 60 projetos para fazer no total. Com os leilões que vamos realizar em 22 de outubro, teremos ultrapassado 50% do que nos comprometemos a fazer. A prioridade do governo é que, por meio dos leilões, possamos ampliar cada vez mais a infraestrutura logística do país, atrair novos investimentos e reforçar a capacidade dos portos brasileiros de sustentar o crescimento econômico e o aumento das exportações”, afirmou Ávila.
Sobre o Summit Antaq, o secretário destacou que o espaço se mostra fundamental para o diálogo entre governo, reguladores, operadores e investidores do setor. “Foi uma oportunidade de alinhar estratégias, discutir desafios e fortalecer a integração entre as políticas públicas e o ambiente regulatório. Eventos como este contribuem para dar mais previsibilidade e transparência ao setor, além de fomentar inovação, sustentabilidade e novos investimentos que aumentam a competitividade dos portos brasileiros”, ponderou.
Além do painel portuário, os participantes do summit debateram sobre regulamentação portuária, transportes aquaviários, concessões e hidrovias.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil
Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.
Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.
Referências
No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.
Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.
Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.
Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.
Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.
No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.
Integração
As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.
Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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