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Paraná

Nova duplicação em concreto da Rodovia dos Minérios tem proposta de R$ 350 milhões

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) promoveu nesta quarta-feira (15) a sessão de disputa da nova obra de duplicação da Rodovia dos Minérios (PR-092) em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O DER-PR é uma autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL).

A Ivaí Engenharia de Obras Sociedade Anônima foi a melhor classificada, com proposta de preço negociada de R$ 350 milhões. Agora ela deve encaminhar uma planilha de preços atualizada e documentos de habilitação para análise de comissão de contratação do DER/PR.

Oito empresas participaram da disputa, oferecendo lances cada vez menores para execução da obra. Outros seis participantes foram desclassificados por fazerem uma proposta inicial considerada inexequível, ou seja, um valor baixo demais para realizar a obra.

OBRA – O trecho atendido terá 8,3 quilômetros de extensão, começando onde termina a obra em andamento, no perímetro urbano do município, e seguindo até o Jardim Areias. A pista central será de pavimento rígido de concreto, com duas faixas de tráfego em cada sentido, tendo 3,6 metros de largura cada uma, acostamentos externos de 2,5 metros, e acostamentos internos de 1 metro com uma barreira de concreto entre os sentidos.

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As vias marginais serão de sentido único, com pista de rolamento de 8 metros de largura, ciclovia de 2,5 metros e passeio para pedestres com 2 metros. O pavimento será semirrígido, em que é adicionado concreto na base da pista, mas com a camada de revestimento de material asfáltico.

A duplicação da Rodovia dos Minérios neste trecho contempla um total de 13 novos viadutos, divididos em cinco localizações, a maioria deles construídos paralelamente, para atender os dois sentidos de tráfego. No cruzamento entre a rodovia e a linha férrea serão construídos cinco viadutos no total: três deles paralelos e passando por cima da linha de trem; e dois retornos em desnível, antes e depois do cruzamento.

A obra contempla ainda duas variantes de traçado em locais de curva sinuosa, novo sistema de drenagem de águas, sinalização horizontal, sinalização vertical, e dispositivos de contenção como cortinas atirantadas, solo reforçado e muros de arrimo de gravidade.

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O edital utiliza a modalidade contratação integrada, que prevê a elaboração do projeto básico e projeto executivo de engenharia, seguida pela execução dos serviços da obra. Serão seis meses para estudos e projetos, e 30 meses para os trabalhos no trecho, que começarão pela implantação das vias marginais.

Confira a maquete digital do anteprojeto da obra:

Fonte: Governo PR

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Paraná

Primeiro serviço de atendimento ao trauma do Brasil, SIATE do Paraná completa 36 anos

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Referência nacional em atendimento pré-hospitalar, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) completa 36 anos de atuação no Paraná. Criado oficialmente em 1990, o sistema pioneiro no Brasil nasceu da integração entre segurança pública e saúde para atender vítimas de trauma, especialmente em acidentes de trânsito, e se consolidou ao longo das décadas como um dos principais serviços de emergência do Estado.

No ano de 2025, foram 80.809 atendimentos realizados pelo SIATE em todo o Estado. Atualmente, o CBMPR conta com 86 viaturas operacionais e cerca de 340 bombeiros socorristas, atendendo uma média de 221 ocorrências por dia. Entre os casos mais frequentes estão sinistros de trânsito e quedas de pessoas.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância histórica do serviço e o trabalho integrado entre as instituições. “O SIATE representa um marco para a segurança pública e para a saúde no Paraná. Ao longo desses 36 anos, milhares de vidas foram salvas graças ao comprometimento dos bombeiros socorristas, médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos nesse atendimento. É um serviço que orgulha o Paraná e demonstra a força da parceria entre a Sesp e a Secretaria da Saúde em benefício da população”, afirmou.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, ressaltou o pioneirismo do serviço e a integração entre as áreas para garantir atendimento rápido e qualificado às vítimas. “O SIATE é um sistema de atendimento pré-hospitalar ao trauma pioneiro no País e que nasceu aqui no Paraná. Este sistema fez e faz, diariamente, a diferença entre a vida, a morte e pacientes com sequelas”, disse.

“O SIATE do Paraná serviu de modelo para o Governo Federal e para outros estados brasileiros e, durante a gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, foi regulamentado no Estado, tornando a parceria entre Sesp e Sesa ainda mais integrada e fortalecida”, complementou.

HISTÓRIA – O Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência começou a ser concebido em 1988, quando o Governo do Estado criou uma comissão para estruturar um modelo inédito de atendimento pré-hospitalar no País. Até então, vítimas de acidentes eram transportadas em veículos comuns, sem protocolos específicos ou estrutura adequada para estabilização durante o deslocamento.

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O projeto, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Curitiba e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), contou ainda com apoio técnico internacional. Após cerca de um ano e meio de estudos, o SIATE foi oficialmente implantado em 29 de março de 1990. O primeiro atendimento ocorreu em maio daquele ano, quando uma vítima de intoxicação foi socorrida e encaminhada ao hospital em poucos minutos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, coronel Antonio Hiller Lino, destacou que a trajetória do SIATE acompanha a própria evolução operacional da corporação. “O Corpo de Bombeiros sempre buscou aperfeiçoar seus serviços e acompanhar as transformações da sociedade e das emergências atendidas no Paraná. O SIATE nasceu pioneiro e, ao longo dessas décadas, evoluiu em estrutura, capacitação e tecnologia, mantendo o compromisso de oferecer um atendimento cada vez mais rápido, técnico e humanizado para a população”, afirmou.

EVOLUÇÃO OPERACIONAL – Os primeiros anos do SIATE foram marcados pela adaptação e pela construção prática dos protocolos utilizados atualmente. Muitos equipamentos precisavam ser importados e as primeiras ambulâncias foram desenvolvidas especificamente para o serviço a partir da experiência dos bombeiros e profissionais de saúde envolvidos na implantação do sistema.

O sargento Nilson Antonio Machado acompanhou grande parte dessa transformação em seus 33 anos atuando exclusivamente no SIATE. Segundo o bombeiro, as mudanças na legislação de trânsito, o uso obrigatório do cinto de segurança, a evolução dos veículos e novas normas de segurança ajudaram a reduzir a gravidade dos acidentes ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, o crescimento populacional, a expansão urbana e o aumento da frota também elevaram a demanda por atendimentos.

“O SIATE mudou muito desde o início. Nós trabalhávamos com ambulâncias maiores, materiais mais limitados e muitos equipamentos vinham de fora do Brasil. Com o tempo, o atendimento foi evoluindo, surgiram novos protocolos, materiais melhores e mais tecnologia para o nosso trabalho. Hoje temos uma estrutura muito mais preparada para atender a população”, disse.

Machado também destacou que o perfil das ocorrências acompanhou as mudanças da sociedade. “Depois da pandemia, por exemplo, aumentaram muito os acidentes envolvendo motocicletas por causa dos serviços de entrega. Ao mesmo tempo, a população cresceu, surgiram mais empresas, mais veículos e isso também impacta diretamente no número de atendimentos realizados pelo SIATE”, explicou.

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O coordenador estadual do SIATE, major Thiago Schinzel, afirma que um dos principais avanços do serviço foi a profissionalização do atendimento pré-hospitalar no Paraná. “O maior salto qualitativo foi estrutural, com a criação de protocolos médicos sistematizados e a triagem centralizada pelo COBOM [Centro de Operações dos Bombeiros]. Outro avanço importante foi a interiorização do serviço, que levou o SIATE para cidades estratégicas do Estado a partir de 1995. Além disso, a integração entre Corpo de Bombeiros, Secretaria da Saúde e municípios fortaleceu ainda mais o atendimento de urgência e emergência no Paraná”, afirmou.

O major também ressaltou que a capacidade de adaptação do SIATE é um dos fatores que mantêm o serviço como referência nacional. “O SIATE se mantém como referência porque nunca parou de se reinventar, sem perder de vista aquilo que motivou sua criação: chegar rápido, com preparo, e salvar vidas”, completou.

OCORRÊNCIAS MARCANTES – Ao longo de mais de três décadas de atuação, o sargento Machado participou de algumas das ocorrências de maior repercussão no Paraná. Entre elas, um grave acidente registrado na BR-116, atual Linha Verde, no início da década de 1990, envolvendo um ônibus e um automóvel.

Segundo ele, a tragédia evidenciou a necessidade de criação de protocolos específicos para atendimento com múltiplas vítimas, modelo que passou a ser implantado posteriormente no serviço e ajudou a aprimorar tanto a atuação das ambulâncias quanto o preparo hospitalar para situações de grande porte.

O bombeiro também esteve presente no atendimento ao acidente do teleférico de Matinhos, em 1995, além de milhares de outras ocorrências ao longo da carreira. “A gente acaba carregando muitas histórias desses anos todos de serviço. O mais importante é olhar para trás e ver quantas vidas foram ajudadas pelo SIATE ao longo desse tempo. Isso dá um sentimento muito grande de orgulho para todos nós que fizemos parte dessa trajetória”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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