Connect with us


Agro

BB Seguridade registra queda de 30,6% nos prêmios do segmento rural em agosto

Publicado em

Segmento rural recua em agosto

A BB Seguridade informou que os prêmios emitidos no segmento rural somaram R$ 704 milhões em agosto, o que representa uma queda de 30,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete a retração nos ramos agrícola (-51,5%), vida produtor rural (-28,7%) e penhor (-5,2%), conforme dados divulgados pela companhia com base em informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No acumulado de janeiro a agosto, os prêmios no segmento rural totalizaram R$ 5,19 bilhões, queda de 9,6% frente ao mesmo período de 2024.

Mercado também mostra desaceleração

O mercado segurador, excluindo os dados da BB Seguridade, também apresentou retração no ramo rural. Em agosto, os prêmios emitidos pelo setor caíram 15,7%, totalizando R$ 473 milhões, enquanto no acumulado do ano a queda foi de 3,9%, alcançando R$ 3,498 bilhões.

Segmento rural ainda é o maior da carteira

Mesmo com a forte queda, o segmento rural continua sendo o principal dentro da carteira da BB Seguridade, representando a maior fatia dos R$ 1,479 bilhão em prêmios emitidos pela companhia no mês de agosto.

Leia mais:  Seguro rural: notificação prévia e provas técnicas são essenciais para garantir indenização ao produtor

Na sequência aparecem os seguintes segmentos:

  • Prestamista: R$ 344 milhões (+11,7%)
  • Vida: R$ 327 milhões (+0,1%)
  • Residencial: R$ 41 milhões (+17,0%)
  • Empresarial: R$ 30 milhões (-16,0%)
  • Habitacional: R$ 29 milhões (+2,2%)
Volume total apresenta retração

Considerando todos os segmentos, o volume total de prêmios emitidos pela BB Seguridade caiu 15,7% em agosto na comparação anual.

Enquanto isso, o mercado segurador geral, desconsiderando os números da empresa, cresceu 6,5%, somando R$ 8,519 bilhões no mesmo período — um contraste que evidencia a pressão sobre os resultados da BB Seguridade no mês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Published

on

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia mais:  Mercado de trigo no Brasil segue com oferta restrita e preços firmes em meio à baixa liquidez

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia mais:  Sorriso (MT) entra na contagem regressiva para o GAFFFF 2026, maior festival global do agronegócio

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262