Brasil
Rio Grande do Norte aprova 14 propostas na etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho
O Rio Grande do Norte realizou, na última quinta-feira (9), em Natal, a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O encontro reuniu representantes do governo, de trabalhadores e de empregadores para debater os principais desafios do estado e elaborar propostas que serão apresentadas na etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo. Ao fim das discussões, foram aprovadas 14 propostas voltadas à promoção do trabalho decente, à geração de empregos e ao fortalecimento das políticas públicas para o mundo do trabalho.
Durante a conferência, o secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Gilberto Carvalho, destacou a importância do trabalho decente como base para um novo modelo de desenvolvimento nacional, pautado na justiça social e na valorização dos trabalhadores. “O trabalho decente é o ponto de partida para um novo projeto de país, que una desenvolvimento econômico e justiça social”, afirmou. “Esses espaços de diálogo, como a Conferência Nacional do Trabalho, são fundamentais para que o Brasil reencontre o caminho da dignidade, da inclusão e da valorização de quem constrói a nação com seu trabalho diário.”
Em sua fala, a governadora Fátima Bezerra destacou o papel central do trabalhador potiguar no atual ciclo de desenvolvimento do estado, que registrou mais de 15 mil novos empregos formais até agosto e alcançou o maior número de trabalhadores com carteira assinada desde 2020. Segundo ela, o Rio Grande do Norte é hoje o único estado do Nordeste onde há mais trabalhadores celetistas do que beneficiários do Bolsa Família — um marco que simboliza avanço, dignidade e inclusão produtiva.
De acordo com o superintendente regional do Trabalho e Emprego, Cláudio Gabriel de Macedo Júnior, a etapa potiguar foi marcada pela diversidade de vozes e pelo comprometimento coletivo em fortalecer o diálogo social. “As propostas aprovadas refletem as prioridades do estado e demonstram que o trabalho decente é o caminho para o desenvolvimento sustentável, com geração de renda, igualdade de oportunidades e respeito aos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou.
A Conferência reuniu diversas autoridades e representantes de instituições públicas e da sociedade civil, entre eles o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, Eduardo Serrano da Rocha; o vice-procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho da 21ª Região, Thiago de Medeiros Neto; a secretária de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Íris Maria de Oliveira; o diretor executivo da Fecomércio/RN, Laumir Barreto; o presidente da CUT/RN, Francisco Irailson Nunes Costa; a coordenadora da Área de Cooperação Sul-Sul e Parcerias Estratégicas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda Barreto; e o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Anteomar Pereira da Silva.
A II Conferência Nacional do Trabalho é um espaço tripartite e paritário, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que tem como objetivo construir diretrizes para políticas públicas voltadas à promoção do trabalho decente em todo o país. No Rio Grande do Norte, os debates se basearam no Diagnóstico da Situação do Trabalho Decente (2025), documento que evidencia desafios importantes, como a taxa de desocupação de 7,5% — acima da média nacional — e a alta informalidade, que ainda alcança 39,5% da população ocupada.
As propostas aprovadas na etapa estadual avançam agora para a fase nacional, onde serão debatidas junto às contribuições dos demais estados, fortalecendo um pacto federativo em defesa do trabalho decente e inclusivo em todo o Brasil.
Confira mais informações sobre a II Conferência Nacional do Trabalho aqui.
Brasil
Extensão da Malha Norte avança em Mato Grosso e reforça novo ciclo de expansão ferroviária no país
A expansão da infraestrutura ferroviária brasileira ganhou neste sábado (20) mais um capítulo importante. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro dos Transportes, George Santoro, participaram da entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte e do novo terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT).
“O Brasil, que era importador de alimentos há 70 anos, hoje está entre os três maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Nós precisamos chegar aos portos. E para chegar aos portos, precisamos de ferrovia”, ressaltou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ao falar sobre a importância do setor ferroviário para o escoamento da produção. “Com melhor logística, vai melhorar a nossa competitividade”, acrescentou.
Desenvolvida pela Rumo, a obra integra o Novo PAC do Governo do Brasil e conta com mais de R$ 5 bilhões em investimentos privados nesta etapa. Os recursos foram captados por meio de financiamento via Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e debêntures pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“Mato Grosso produz mais de 150 milhões de toneladas e é muito importante que a gente consiga nos preparar para o desenvolvimento dessa produção. É fundamental desenvolver soluções novas. Uma dessas soluções é o lançamento de uma linha de financiamento específica do BNDES, apenas para a construção de ferrovias para comprar material rodante”, anunciou o ministro dos Transportes, George Santoro.
Segundo o ministro, trata-se de uma linha de 40 anos com carência durante o Capex (despesa de capital) do projeto. “É uma mudança da política do banco para oferecer aos investidores e empreendedores, uma solução tão importante”, complementou. Santoro também destacou a atuação do Ministério em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na estruturação de projetos de integração de modais rodoviário, ferroviário e hidroviário.
“A interoperabilidade desses modais é fundamental para a gente reduzir custos logísticos. O Brasil gasta 15% do seu PIB [Produto Interno Bruto] em custos logísticos. Para mudar isso, precisamos fazer ferrovias, hidrovias e aumentar a capacidade das rodovias. Fizemos a maior carteira de concessões rodoviárias da história do Brasil com 35 projetos. Já licitamos 24 e 18 novos grupos participaram e ganharam novos leilões. Temos contratado 240 bilhões em rodovias e chegaremos a 400 bilhões até o fim deste ano. Em ferrovias, nossa meta é contratar 160 bilhões em investimentos”, afirmou o ministro dos Transportes.
Integração de modais
A obra entregue neste sábado representa um dos principais projetos ferroviários em execução no país, articula diferentes modais e contribui para a redução de custos logísticos, maior eficiência operacional e desenvolvimento regional.
O diretor-presidente da Rumo, Pedro Palma, elencou uma série de medidas adotadas envolvendo o Poder Executivo municipal, estadual e federal e o Poder Legislativo para que fosse possível operar o empreendimento, entre elas, a construção de parcerias e alianças estratégicas, observando impactos sociais e ambientais.
“O governo federal reconheceu a importância dessa obra, não só para Mato Grosso, como também para toda infraestrutura do país, apoiando com a inclusão dela no Novo PAC, com o processo de investimento, como o BNDES que é um dos nossos grandes parceiros de financiamento e com a criação dessa infraestrutura”, afirmou.
A extensão da Malha Norte integra a Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), projeto que prevê mais 743 quilômetros de extensão entre Rondonópolis (MT) e Lucas do Rio Verde (MT), com ramal para Cuiabá (MT). Passa por 16 municípios e conecta a produção mato-grossense à malha ferroviária nacional.
A primeira fase compreende a implantação de 162 quilômetros de ferrovia em traçado totalmente novo, aproximando os trilhos das regiões produtoras e ampliando a eficiência do transporte de cargas no principal corredor logístico do agronegócio brasileiro.
O novo terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino, terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. As operações do terminal terão início em fase de comissionamento, com testes operacionais.
Expansão de investimentos ferroviários
A entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte ocorre em um momento de expansão dos investimentos ferroviários no país. Entre 2023 e 2025, os aportes em infraestrutura ferroviária somaram R$ 30,54 bilhões, reflexo de um ciclo de crescimento que impulsiona projetos de ampliação, modernização e aumento da capacidade logística do setor.
O movimento reforça a retomada do modal ferroviário no atual governo como eixo estruturante da logística nacional e cria condições para a execução de novos projetos em diferentes regiões do país.
Com o Novo PAC, o Governo do Brasil retomou investimentos estratégicos no modal ferroviário, com recursos destinados à recuperação e expansão da infraestrutura sobre trilhos. Paralelamente, as concessionárias ampliaram seus aportes em um ambiente de maior previsibilidade regulatória e segurança jurídica.
“O Ministério dos Transportes apoia o setor de ferrovias com novas linhas de financiamento do BNDES, uma nova estratégia que vai permitir destravar investimentos bilionários do setor”, concluiu o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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