Agro
Empresa brasileira lança fertilizante inovador e reduz dependência do país de produtos importados
A Massari Fértil, empresa brasileira especializada em soluções para correção e nutrição do solo, desenvolveu um fertilizante nacional inovador que promete reduzir a dependência do Brasil de produtos importados. O país é um dos maiores importadores de fertilizantes do mundo, tendo adquirido mais de 24 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2025, com um gasto superior a US$ 8,1 bilhões, segundo dados do governo federal.
A novidade da Massari combina tecnologia norte-americana patenteada com minerais nacionais, incluindo substâncias húmicas e fúlvicas, aumentando a produtividade e fortalecendo o desenvolvimento das plantações.
Parceria internacional garante tecnologia exclusiva
O lançamento do produto ocorreu em parceria com a Monty’s Plant & Soil Products, dos Estados Unidos. A tecnologia aplicada pela empresa americana ativa as moléculas húmicas, deixando-as altamente disponíveis para plantas e microrganismos, aumentando a eficiência do fertilizante e promovendo solos mais saudáveis e produtivos.
Segundo Marcos Gaio, gerente-geral da Massari, “essas soluções locais e naturais atendem à demanda do mercado por produtos orgânicos, sustentáveis e de alta qualidade, promovendo um diferencial competitivo para os produtores brasileiros”.
Benefícios para diferentes culturas
O fertilizante é indicado para soja, milho, café, cana-de-açúcar e laranja, proporcionando:
- Aumento da produtividade das lavouras;
- Melhoria na qualidade dos alimentos;
- Fortalecimento das plantas e resistência a patógenos;
- Solos mais saudáveis e duradouros.
A tecnologia da Monty’s diferencia-se de produtos concorrentes, que podem processar substâncias húmicas de forma química ou inadequada, resultando em menor atividade biológica e menor efeito sobre a produtividade.
Testes comprovam ganhos significativos na colheita
Entre 2021 e 2025, testes realizados no Brasil com fertilizantes da Monty’s mostraram:
- Soja: incremento de até 14 sacas por hectare;
- Milho: aumento de até 22 sacas por hectare;
- Algodão: ganhos de até 38 arrobas por hectare, especialmente no Mato Grosso.
Segundo Gaio, “os resultados demonstram que é possível inovar e oferecer tecnologias que ajudam a enfrentar desafios do campo, como solos degradados e variações climáticas, contribuindo para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro”.
Expansão da Massari Fértil
A empresa projeta crescimento anual de 20%, com novos produtos e expansão territorial, incluindo inauguração de unidades nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja enfrenta pressão de oferta global após relatórios do USDA e Conab; preços em Chicago recuam para mínimas de quatro meses
O mercado global da soja segue pressionado por um quadro de ampla oferta, reforçado pelos mais recentes levantamentos divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números confirmam a perspectiva de produção elevada nas principais regiões produtoras do mundo e mantêm os preços internacionais sob pressão.
Em Chicago, os contratos futuros da soja se aproximaram da faixa de US$ 11,00 por bushel, atingindo os menores patamares dos últimos quatro meses. O movimento reflete a combinação de estoques confortáveis, projeções de safra robustas e demanda global incapaz de absorver rapidamente o crescimento da oferta.
Queda em Chicago reduz ritmo dos negócios no Brasil
Mesmo com o dólar apresentando momentos de valorização ao longo da semana, aproximando-se de R$ 5,20, a desvalorização dos contratos internacionais limitou a sustentação dos preços no mercado brasileiro.
O resultado foi um enfraquecimento das negociações, com produtores retraídos diante dos preços ofertados e compradores adotando postura cautelosa, à espera de novas definições do mercado.
A combinação entre a pressão externa e a expectativa de uma grande safra nacional tem contribuído para reduzir a liquidez no mercado físico da oleaginosa.
USDA mantém projeções para safra dos Estados Unidos
No relatório de junho, o USDA manteve praticamente inalteradas suas estimativas para a safra norte-americana de soja 2026/27.
A produção dos Estados Unidos foi projetada em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 120,7 milhões de toneladas. A produtividade permanece estimada em 53 bushels por acre.
Os estoques finais foram calculados em 310 milhões de bushels, ou cerca de 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.
As projeções de esmagamento e exportações também foram mantidas, indicando consumo doméstico de 2,75 bilhões de bushels e vendas externas de 1,63 bilhão de bushels.
Para a safra 2025/26, os estoques de passagem foram estimados em 340 milhões de bushels, ligeiramente acima das expectativas do mercado.
Produção mundial permanece em níveis históricos
O USDA estima que a produção global de soja alcance 441,34 milhões de toneladas na temporada 2026/27, mantendo o mercado amplamente abastecido.
Os estoques finais mundiais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, volume que continua elevado e reforça o cenário de conforto na oferta internacional.
Apesar de pequenas revisões em relação ao relatório anterior, os números seguem apontando para um equilíbrio favorável aos compradores e desafiador para os vendedores.
Brasil caminha para novas safras recordes
O relatório do USDA manteve a projeção de produção brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para a temporada 2025/26.
Para o ciclo 2026/27, a expectativa é ainda mais otimista, com uma safra estimada em 186 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.
Já para a Argentina, o órgão norte-americano elevou a estimativa da safra 2025/26 para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da previsão anterior.
O crescimento da produção sul-americana reforça o aumento da concorrência global e amplia a disponibilidade de soja no mercado internacional.
China mantém forte demanda, mas não altera cenário
Principal importadora mundial de soja, a China deverá adquirir 112 milhões de toneladas na temporada 2025/26 e 114 milhões de toneladas em 2026/27, segundo o USDA.
Embora os volumes permaneçam elevados, eles não são suficientes para alterar significativamente o cenário de ampla oferta global, diante do forte crescimento da produção nos países exportadores.
Conab projeta safra histórica e exportações em alta
No Brasil, a Conab elevou sua projeção para a safra 2025/26, estimando produção de 180,25 milhões de toneladas no nono levantamento da temporada.
O volume representa crescimento de 5,1% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.
Com a produção recorde, a Companhia Nacional de Abastecimento também revisou para cima as perspectivas de exportação, que deverão atingir 116,1 milhões de toneladas.
Além disso, o processamento interno da oleaginosa deve alcançar 61,58 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda das indústrias de farelo e óleo de soja.
Segundo a Conab, o estoque final brasileiro deverá ficar próximo de 9,2 milhões de toneladas, reforçando a disponibilidade interna e contribuindo para o equilíbrio do abastecimento nacional.
Mercado segue atento ao comportamento da demanda
Embora os fundamentos continuem apontando para uma oferta abundante, analistas destacam que o comportamento da demanda global será determinante para a trajetória dos preços nos próximos meses.
Fatores como o ritmo das compras chinesas, a evolução da economia mundial, as condições climáticas durante o desenvolvimento da safra norte-americana e as oscilações cambiais seguirão no radar dos agentes de mercado.
Por enquanto, os números divulgados por USDA e Conab reforçam um cenário predominantemente baixista para a soja, mantendo pressão sobre as cotações internacionais e exigindo atenção redobrada dos produtores brasileiros na gestão da comercialização da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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