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Bioinsumos ganham espaço no campo com foco em segurança, eficiência e sustentabilidade

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Mercado de bioinsumos cresce com foco na confiança do produtor

O uso de bioinsumos vem ganhando força no agronegócio brasileiro, impulsionado por estratégias que aproximam as empresas da realidade do produtor rural. Embora o setor industrial ainda mantenha divisões entre químicos e biológicos, para o agricultor o que importa é a eficácia das soluções aplicadas à lavoura. O objetivo é claro: obter resultados produtivos com segurança, eficiência e sustentabilidade.

De acordo com a Fiesp-Deagro, o mercado nacional conta com mais de 140 empresas e mais de 600 produtos registrados, o que torna a escolha mais complexa. A principal motivação dos produtores é a eficiência comprovada dos bioinsumos, mas a decisão de compra vai além do desempenho técnico — a confiança na entrega dos resultados prometidos é o fator determinante.

Experimentação em campo fortalece a adoção de novas tecnologias

Uma das estratégias mais eficazes para consolidar o uso de bioinsumos é a experimentação direta nas fazendas. Esse modelo permite que o produtor acompanhe de perto o desempenho das tecnologias, considerando o manejo local, as condições climáticas e a variedade cultivada.

Um exemplo bem-sucedido é o programa “Liga dos Campeões”, desenvolvido pela VIVAbio, uma das maiores fábricas de bioinsumos à base de fungos e bactérias do país. A iniciativa reúne cerca de 300 áreas demonstrativas em diferentes regiões, com dados consistentes de resultados positivos, o que reforça a credibilidade dos produtos e incentiva a adoção no campo.

Consultores e cooperativas têm papel essencial na expansão do mercado

A atuação de consultores técnicos de confiança é outro pilar importante na disseminação dos bioinsumos. Esses profissionais funcionam como multiplicadores de conhecimento e credibilidade, conectando o agricultor às novas tecnologias. Ao investir na capacitação e no relacionamento com esses especialistas, as empresas conseguem validar cientificamente suas soluções e fortalecer a segurança do produtor.

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As cooperativas e revendas agrícolas também desempenham papel estratégico ao oferecer suporte técnico e estrutura comercial. Elas garantem uma comunicação clara e o atendimento próximo ao pequeno e médio produtor, facilitando o acesso a produtos inovadores e de qualidade comprovada.

Tecnologia amplia acesso e reduz barreiras logísticas

Os avanços industriais têm contribuído para democratizar o uso dos bioinsumos. Novas formulações dispensam a necessidade de armazenamento em freezer, ampliando o alcance dos produtos e oferecendo maior durabilidade em temperatura ambiente.

Esse tipo de inovação é especialmente importante para regiões com infraestrutura limitada, permitindo que produtores de diferentes portes e localidades tenham acesso às mesmas tecnologias.

Custo-benefício e previsibilidade orientam decisões do agricultor

Embora o preço seja um fator relevante, o estudo da Deagro/Fiesp indica que o produtor rural não escolhe apenas pelo menor custo, mas pelo retorno mais seguro e consistente. Em um ambiente de incertezas — marcado por mudanças climáticas, oscilações de preços e custos elevados de insumos —, muitos agricultores preferem investir em produtos que garantam estabilidade, ainda que o ganho técnico imediato seja menor.

A confiança, portanto, supera a promessa de produtividade. O produtor busca previsibilidade e segurança nos resultados, e é exatamente isso que as empresas mais bem posicionadas do setor estão entregando.

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Setor de bioinsumos avança 30% e deve alcançar 25% do mercado de químicos

O mercado brasileiro de bioinsumos cresceu mais de 30% no último ano e já se consolida como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio. A expectativa é que, em breve, o setor represente até 25% do valor de mercado dos produtos químicos convencionais.

Esse avanço é impulsionado não apenas pela eficiência agronômica, mas também por fatores ambientais e sociais, como a busca por práticas mais sustentáveis, a melhoria da qualidade dos alimentos e o cuidado com o solo e a biodiversidade.

Educação e comunicação são chaves para o futuro dos bioinsumos

Entre os principais desafios para a expansão do mercado está a disseminação do conhecimento técnico. A falta de informação ainda limita a adoção em larga escala, especialmente entre pequenos produtores. Por isso, investir em capacitação, educação técnica e comunicação estratégica é essencial para consolidar os bioinsumos como soluções confiáveis e de alto valor agregado.

Conclusão

O mercado de bioinsumos representa uma evolução técnica e comercial no agronegócio brasileiro. A combinação entre experimentação prática, capacitação profissional e inovação tecnológica está transformando a forma como o produtor enxerga essas soluções. Mais do que um insumo, os bioinsumos se tornam ferramentas de segurança, sustentabilidade e rentabilidade para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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