Brasil
MMA reforça ação climática e multilateralismo em fórum de ministros do Meio Ambiente da América Latina e Caribe
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, em Lima, no Peru, da XXIV Reunião do Fórum de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe. O encontro, realizado nos dias 1º e 2 de outubro, debateu a implementação de acordos ambientais multilaterais e de estratégias globais para enfrentar os efeitos da emergência climática na região.
A pasta foi representada pela secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia de Senna Franco, que destacou os avanços do governo federal na agenda ambiental e os desafios e expectativas para a 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre em novembro, em Belém (PA).
Na oportunidade, a secretária-executiva adjunta afirmou que a mudança do clima é um desafio global que exige esforços ordenados. “Nós estamos comprometidos em reforçar a cooperação internacional, assegurando que todas as vozes serão ouvidas e que nossa responsabilidade coletiva será efetiva e inclusiva”, ponderou.
Anna Flávia ressaltou ainda a importância do fortalecimento do multilateralismo, da implementação do Acordo de Paris e da adoção de mecanismos de financiamento, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) para avançar com o combate à crise climática.
Apresentado pelo Brasil na COP28, em Dubai, o TFFF prevê pagamentos contínuos e em larga escala, alinhados ao planejamento fiscal nacional, para oferecer incentivos positivos à preservação das florestas. Saiba mais aqui
Outro ponto enfatizado pela representante do MMA foi a realização da 15ª Conferência da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que será realizada em março de 2026, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A reunião do Fórum de Ministros reuniu representantes dos 33 países da América Latina e do Caribe para discutir temas como biodiversidade, clima, poluição e financiamento destinado à restauração de ecossistemas e à ação climática regional.
Decisões
O colegiado propôs um Plano de Ação Regional para a Restauração de Ecossistemas e a Segurança Hídrica. O instrumento pretende fortalecer a resiliência dos países diante de secas e processos de desertificação.
Também definiu o Programa Regional para a Redução de Emissões de Metano no Setor de Resíduos, o Plano de Ação Regional sobre Produtos Químicos e Resíduos 2026-2029 e o Plano de Ação Regional sobre Qualidade do Ar 2026-2029, além do fechamento progressivo de aterros sanitários e o apoio a cooperação regional contra a poluição por plásticos.
Liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e realizado desde 1982, o fórum é um espaço estratégico para a construção de posições conjuntas da América Latina e do Caribe em negociações multilaterais.
A discussão também é preparatória para a COP30 e a sétima sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-7), que ocorre de 8 a 12 de dezembro, em Nairóbi, Quênia.
Agenda bilateral
Em paralelo à reunião ministerial, Anna Flávia de Senna se encontrou com a diretora executiva adjunta do PNUMA, Elizabeth Mrema, e o presidente da Autoridade Ambiental de Omã e da UNEA-7, Abdullah Bin Ali Amri. O diálogo incluiu as sinergias para a COP30 e a realização da UNEA-7.
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Brasil
Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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