Paraná
PR-323 entre Umuarama e Iporã será duplicada na nova concessão
A ligação entre Umuarama e Guaíra, que inclui trechos das rodovias PR-323, PRC-272 e BR-272, passará a ser concedida no Lote 4. O leilão está marcado para o dia 23 de outubro na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, e todos os detalhes da concessão estão disponíveis no edital publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Esta é a última matéria da Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN) sobre as principais obras do Lote 04, abordando o restante das obras na PR-323 e o que está previsto para as demais rodovias até Guaíra.
A nova duplicação da PR-323 começa em Umuarama, a partir da pista já duplicada, no km 304, próximo ao entroncamento com a PR-468, e segue até o final da rodovia, no km 349, entroncamento com a PRC-272, em Iporã. A PRC-272 também terá um trecho de duplicação, a partir deste ponto, com extensão de 3,8 quilômetros.
UMUARAMA – Umuarama terá um novo viaduto em seu território, dentro da nova duplicação da PR-323. Será um Parclo, que funciona como um retorno em desnível, no km 307
PEROBAL – No território de Perobal também serão construídos dois Parclos, no km 310 e km 319. No perímetro urbano está previsto um viaduto do tipo Diamante, em que há uma saída e um acesso para a rodovia principal em ambos os sentidos pela pista da direita, no km 315, substituindo a rotatória com a Avenida Imbúia, e uma passarela no km 316.
Um segundo Diamante será construído no km 322, acesso para a localidade de Cedro, e um viaduto Trombeta, que possui três ramos de acesso, será implantado no km 321, entroncamento com a PR-486.
CAFEZAL DO SUL – Em Cafezal do Sul serão implantados Diamantes no entroncamento com a PR-485, no km 326+640, e na rotatória com a Rua Manoel Vicente do Carmo, no km 326+970. Ainda dentro da cidade, serão implantadas vias marginais em ambos lados da PR-323 do km 326 ao km 327, bem como uma ciclovia neste mesmo trecho.
O município terá ainda um Parclo no km 331, e um Diamante no km 336, conectando os lados norte e sul do distrito de Guaiporã, que também ganhará marginais entre o km 335 e o km 336.
IPORÃ – No último trecho da PR-323, no território de Iporã, serão construídos Parclos no km 341 e km 345.
Já no perímetro urbano, a rotatória que liga a PR-323 com a PRC-272 será substituída por um Diamante, com outro Diamante sendo construído no lugar da rotatória da PRC-272 com a PR-490. Entre os dois viadutos novos, além da duplicação, também será implantada ciclovia e via marginal, do km 505 ao km 509, e uma passarela para pedestres no km 507.
Após o perímetro urbano, ainda serão implantadas uma faixa adicional do km 509 ao km 512, e do km 513 ao km 518.
FRANCISCO ALVES – Em Francisco Alves, no último trecho da PRC-272 no Lote 4, será implantada faixa adicional do km 519 ao km 521. No perímetro urbano, quando começa o trecho que será concedido da BR-272, serão implantadas uma via marginal e uma ciclovia, do km 526 ao km 527.
E mais adiante, já próximo ao Rio Piquiri, a BR-272 também ganha uma faixa adicional do km 539 ao km 540.
TERRA ROXA – No território de Terra Roxa serão implantados três segmentos de faixas adicionais, do km 545 ao km 552, do km 553 ao km 555, e do km 557 ao km 560.
GUAÍRA – Em Guaíra a BR-272 será duplicada do km 566 ao km 568, em uma extensão de 2,2 quilômetros, com a implantação de um viaduto do tipo Diamante no km 568, entroncamento com a BR-163.
Também serão implantadas faixas adicionais do km 560 ao km 563, do km 565 ao km 566, e do km 568 ao km 571.
Confira neste mapa a localização das obras que serão feitas ao longo do trecho.
LOTE – O edital do Lote 4 das concessões rodoviárias prevê também os novos contornos de Maringá e Londrina, a duplicação da BR-376 entre Paranavaí e Nova Londrina, os contornos de Nova Londrina e Itaúna do Sul, e a duplicação da PR-322 entre Maringá e Umuarama. Confira neste mapa todas as principais obras do lote 4.
Fonte: Governo PR
Paraná
Portos do Paraná impulsiona exportação de frango e acelera transição energética no complexo
A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Fonte: Governo PR
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