Paraná
Com aporte estadual, Cohapar entrega novo empreendimento com 62 moradias em Sarandi
Em Sarandi, no Noroeste do Paraná, 62 famílias receberam as chaves de suas moradias no Residencial Vivenda dos Ipês, entregue pela Cohapar nesta quarta-feira (18). Com aporte de quase R$ 1,2 milhão do Governo do Estado, 59 famílias foram beneficiadas com subsídios nos valores de entrada dos financiamentos através do programa Casa Fácil Paraná. A obra é resultado da parceria entre o governo estadual, Caixa Econômica Federal e Construtora J Sete.
O benefício estadual, no valor de R$ 20 mil por família, foi destinado ao atendimento de pessoas com renda de até quatro salários-mínimos e tem como objetivo reduzir o custo da entrada do imóvel, facilitando o acesso à moradia própria. Outras vantagens do projeto incluem descontos do programa federal Minha Casa, Minha Vida e a possibilidade de aplicar o FGTS para amortizar parte do saldo devedor, o que contribui para baratear também as prestações mensais.
O residencial contou com investimento total superior a R$ 13,4 milhões e está localizado no bairro Jardim dos Ipês. A região oferece infraestrutura completa aos moradores, com ruas pavimentadas, calçamento, iluminação pública, redes de energia, luz e esgoto, além da facilidade de acesso a serviços essenciais.
Os imóveis apresentam plantas arquitetônicas com área privativa padrão de 52,50 m² ou de 55 m² para o modelo adaptado para pessoas com deficiência. As residências possuem dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, lavanderia externa, quintal com churrasqueira nos fundos e espaço para garagem, e são edificadas em lotes que possibilitam ampliações. Elas já vem com acabamento completo, inclusive com portão de entrada e muros ao redor de toda a construção.
Cada unidade foi comercializada por R$ 220 mil e os contratos podem ser quitados em até 35 anos junto à Caixa. Com o apoio financeiro do poder público, as famílias pagarão parcelas em torno de R$ 1.200 ao mês e também contam com taxas de juros reduzidas.
DIGNIDADE – Para quem vive de aluguel, a conquista da moradia própria representa segurança. Um exemplo é o assistente administrativo Alan Felipe Giannini, de 27 anos, que morava em imóvel alugado com a esposa Jhennifer e a filhinha Jasmine. Para ele, o apoio do Governo do Estado foi decisivo para que a família pudesse finalmente ter o cantinho que tanto sonhava.
“O subsídio ajudou 100%, foi demais. A prestação vai caber no bolso, ficou pouco a mais que o aluguel, mas é uma coisa da gente”, afirmou Alan. “A gente fica preocupado pagando aluguel, sabe que é um dinheiro que vai e não volta mais. E agora sabendo que posso morar na minha casa, que não vai chegar ninguém dando prazo para esvaziar o imóvel e que o dinheiro que vou investir aqui é pagando uma coisa minha, é um sonho realizado”, comemorou a esposa.
Outro beneficiário do programa Casa Fácil Paraná é o operador de caixa Gustavo Silva Domingos, de 27 anos. Desde que estavam noivos, ele e a esposa Stefani sempre tiveram o mesmo objetivo: iniciar a vida a dois na casa própria. Com as chaves na mão, o casal não esconde a felicidade pela realização e já está nos preparativos para mudar ainda nesta semana.
“É muita alegria estar aqui hoje, de ter um lar. Às vezes só precisa de um empurrãozinho, então, com certeza o subsídio ajuda. Que muitas famílias tenham essa oportunidade, não só nós. Agradeço muito ao governo”, disse.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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