Agro
ADAMA reúne principais consultores de café do Brasil em evento exclusivo em Ribeirão Preto
Em meio a preços elevados no mercado internacional de café, mas com desafios de queda de produtividade nas últimas cinco safras, a ADAMA promoveu o Coffee Experience, um encontro exclusivo com 16 dos principais consultores de café arábica do Brasil, vindos de São Paulo, Sul de Minas e Cerrado Mineiro. O evento ocorreu em Ribeirão Preto (SP) e teve como objetivo discutir os rumos da cultura e antecipar soluções para os desafios mais urgentes do setor.
Segundo Daniel Faria, engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o bom momento de preços reflete, em parte, a redução da oferta nos últimos anos devido a perdas de produtividade. “Produtores que investiram em tecnologia e consultoria aproveitaram melhor as oportunidades, enquanto muitos enfrentaram entraves climáticos e problemas recorrentes com pragas e doenças”, destacou.
Manejo estratégico e controle de pragas
Durante o encontro, os consultores reforçaram a importância de estratégias consistentes de manejo, com atenção especial às principais pragas do café: o bicho-mineiro e a broca-do-café. Tecnologias de formulação mais eficazes e seguras também foram apontadas como ferramentas essenciais para aumentar a performance no campo e fornecer recomendações técnicas confiáveis.
Faria citou alguns exemplos de produtos da ADAMA utilizados no controle de pragas e doenças:
- Trivor®: controle de bicho-mineiro
- Plethora®: controle de bicho-mineiro e broca
- Convicto®: fungicida para ferrugem e cercospora
Além do manejo de pragas, o Coffee Experience debateu os impactos do clima sobre a cafeicultura e como estratégias como irrigação podem mitigar efeitos adversos. O bicho-mineiro, em especial, tem se beneficiado das condições climáticas recentes, que favorecem sua proliferação. “Conhecer a praga e o método mais eficiente de controle é essencial para manter o potencial produtivo das lavouras”, reforçou Faria.
Inovação em defensivos e valor agregado
O evento também foi palco para a apresentação de novas formulações de defensivos, com foco em eficácia, segurança e inovação de valor. Pesquisadores e consultores renomados, como Sergio Benvenga, Edivaldo Velini, Felipe Santinato, Eder Sandy, Giovani Belutti e Rodrigo Ticle, participaram das discussões, trazendo insights sobre o manejo de pragas e o desenvolvimento de tecnologias aplicáveis no campo.
Segundo Faria, a iniciativa reforça o compromisso da ADAMA em desenvolver soluções que unem tecnologia de ponta à praticidade, garantindo ferramentas eficazes para consultores e produtores no processo de decisão e manejo das lavouras.
Café brasileiro: referência mundial
“O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e nossa cafeicultura é referência em tecnologia. Estar próximo da cadeia produtiva, ouvindo consultores e pesquisadores e antecipando soluções, é fundamental para apoiar os produtores em um mercado cada vez mais competitivo”, concluiu Faria.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Aditivos energéticos ganham protagonismo e impulsionam competitividade da suinocultura brasileira
A busca por maior eficiência produtiva e competitividade tem levado a suinocultura brasileira a intensificar o uso de aditivos energéticos nas formulações de ração. Em um cenário de genética avançada, alto desempenho zootécnico e margens cada vez mais apertadas, a energia passa a ser tratada como elemento estratégico dentro dos sistemas de produção.
Mais do que um componente básico da dieta, os aditivos energéticos vêm se consolidando como ferramenta importante para melhorar o aproveitamento nutricional, sustentar o desempenho dos animais e otimizar o retorno econômico da atividade.
Energia na dieta é base do desempenho dos suínos, afirma especialista
De acordo com o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni, a energia é o principal combustível metabólico dos suínos e influencia diretamente todas as funções produtivas.
“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica funciona adequadamente. O animal precisa de energia para manutenção, crescimento, deposição de carne, resposta imunológica e regulação térmica”, explica o especialista.
Aditivos energéticos ampliam eficiência da dieta e desempenho zootécnico
Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são formulações complexas compostas por diferentes ingredientes e aditivos zootécnicos, desenvolvidos para atuar em duas frentes principais: fornecer energia de rápida disponibilidade e aumentar a eficiência de aproveitamento energético da dieta.
Na prática, essa tecnologia se reflete em ganhos produtivos como maior ganho de peso diário e melhora na conversão alimentar, indicadores essenciais para a rentabilidade da atividade.
Segundo Dessimoni, esses produtos podem apresentar diferentes origens e composições.
“Algumas formulações utilizam derivados de óleos vegetais, outras incluem ingredientes de alta densidade energética, como subprodutos da indústria de alimentos. Também é comum o uso de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais em diferentes combinações”, detalha.
Estratégias nutricionais variam conforme a fase produtiva
O uso de aditivos energéticos na suinocultura é ajustado de acordo com cada fase de produção, respeitando as exigências fisiológicas dos animais.
Na fase de creche, o foco está no suporte energético de leitões desmamados, que apresentam sistema digestivo imaturo e alta demanda metabólica. Já na lactação, a prioridade é atender a elevada exigência energética das matrizes, fundamentais para a produção de leite e manutenção da condição corporal.
Nas fases de crescimento e terminação, a estratégia busca sustentar o alto desempenho zootécnico, com foco em ganho de peso eficiente e melhor conversão alimentar até o abate.
Deficiência energética compromete desempenho e aumenta custos de produção
A falta de energia na dieta gera impactos diretos no desempenho dos animais e na rentabilidade do sistema produtivo. Segundo o especialista, os efeitos são perceptíveis tanto no desempenho zootécnico quanto nos custos da produção.
No animal, a deficiência energética resulta em menor ganho de peso, pior conversão alimentar, redução da resposta imunológica e maior desuniformidade dos lotes.
Para o produtor, isso significa maior tempo até o abate, aumento no consumo total de ração, elevação do custo por animal e menor eficiência econômica por quilo produzido.
Impacto é ainda mais crítico em matrizes lactantes
Nas fêmeas em lactação, a deficiência de energia pode gerar consequências mais severas. Entre os principais efeitos estão a redução da produção de leite, comprometimento do desenvolvimento da leitegada, maior mobilização de reservas corporais e impacto negativo no desempenho reprodutivo futuro.
Eficiência energética melhora retorno econômico da produção
Apesar do aumento no custo de formulação, o uso correto de aditivos energéticos tende a gerar retorno econômico positivo, graças ao ganho de eficiência produtiva.
“Quando o aditivo energético melhora a conversão alimentar e o aproveitamento da dieta, o custo efetivo por quilo de carne produzida tende a cair”, afirma Dessimoni.
Com isso, a adoção dessa tecnologia reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta essencial para elevar a competitividade da suinocultura brasileira em um cenário de maior exigência produtiva e econômica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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