Agro
Abertura de três novos mercados para o Brasil na Argentina
O governo brasileiro e o governo da Argentina concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos “in natura” para aquele país.
As novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do MERCOSUL. Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos “pet” em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal. No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico.
Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café.
Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 425 aberturas de mercado desde o início de 2023.
Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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Agro
Mercado de soja pressiona preços e reduz margem do produtor brasileiro, aponta análise do setor
O mercado de soja enfrenta um cenário desafiador em nível global, com ampla oferta e perspectivas favoráveis de produção pressionando as cotações. No Brasil, a combinação de queda nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago e a valorização do real frente ao dólar tem desacelerado o ritmo de negócios.
Segundo analistas do setor, o momento exige cautela por parte dos produtores, especialmente diante da dificuldade em obter preços mais atrativos.
Excesso de oferta global impacta preços da soja
A atual conjuntura internacional é marcada por elevada disponibilidade da oleaginosa, o que tem limitado a recuperação das cotações no mercado global.
De acordo com Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado, o principal desafio para o Brasil neste momento está relacionado à formação de preços. “Para o produtor brasileiro, o maior problema hoje é o preço”, destaca.
Estados Unidos e China influenciam perspectivas do mercado
Nos Estados Unidos, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo bom desempenho do esmagamento. Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de retomada das compras por parte da China, fator que pode trazer sustentação aos preços internacionais.
Para o Brasil, há expectativa de melhora no segundo semestre, caso os estoques norte-americanos diminuam e contribuam para a valorização das cotações na Bolsa de Chicago.
Safra argentina avança sem problemas e reforça oferta global
Na Argentina, outro importante player do mercado, o cenário é considerado positivo. Segundo o analista Agustin Geier, não há sinais de atraso na colheita e a produção deve alcançar cerca de 49,8 milhões de toneladas.
A expectativa de uma safra robusta no país vizinho reforça o quadro de oferta elevada no mercado internacional.
Guerra no Oriente Médio eleva volatilidade nos subprodutos
O mercado de derivados da soja também tem sido impactado por fatores externos. A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, trazendo suporte ao óleo de soja, que é utilizado como matéria-prima para biodiesel.
De acordo com o consultor Gabriel Viana, esse movimento tem gerado maior volatilidade nos preços dos subprodutos da oleaginosa.
Produção brasileira deve bater novo recorde na safra 2025/26
Apesar das dificuldades no mercado, a produção brasileira de soja segue em expansão. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve atingir 179,151 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% em relação ao ciclo anterior.
A estimativa foi revisada para cima no 7º levantamento da safra, reforçando o potencial produtivo do país.
Indústria projeta recorde no processamento de soja em 2026
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) também revisou positivamente suas projeções para o complexo soja em 2026.
O processamento interno deve alcançar 62,2 milhões de toneladas, avanço de 1,1% em relação à estimativa anterior. Esse crescimento reflete a forte oferta de matéria-prima e a expansão da demanda por derivados.
Produção de farelo e óleo deve crescer com maior valor agregado
Com o aumento do esmagamento, a produção de farelo de soja deve chegar a 47,9 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja está estimada em 12,5 milhões de toneladas.
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor da Abiove, o desempenho reforça a resiliência da indústria nacional.
“A conversão da soja em produtos de maior valor agregado fortalece tanto a matriz energética quanto o abastecimento alimentar do país”, afirma.
Cenário exige atenção estratégica do produtor brasileiro
Mesmo diante de uma safra recorde e de uma indústria aquecida, o produtor brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado por preços pressionados e margens reduzidas.
A combinação de fatores internos e externos reforça a necessidade de planejamento e estratégia na comercialização, especialmente em um ambiente de elevada volatilidade e incertezas no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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