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Brasil

Pará tem R$ 4,7 bilhões em projetos navais aprovados e contratados com recursos do Fundo da Marinha Mercante

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O Pará lidera os investimentos da região Norte com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). São R$ 4,7 bilhões priorizados para a construção de 414 embarcações, entre balsas, empurradores, rebocadores, navios e plataformas flutuantes. Os aportes reforçam a posição do estado como o principal polo da indústria naval da Amazônia e ampliam a capacidade logística dos corredores do Arco Norte, fundamentais para o escoamento de grãos, combustíveis e contêineres.

Administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o FMM é um fundo contábil voltado ao desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval no Brasil. Os recursos aprovados movimentam a cadeia produtiva local, gerando emprego, renda e desenvolvimento tecnológico, além de fortalecer a navegação fluvial; modal essencial para o transporte de cargas e passageiros na região.

“O Pará tem um papel estratégico para a indústria naval brasileira e para a logística do Norte do país. Esse volume expressivo de investimentos demonstra a força dos estaleiros da região e o compromisso do governo federal com o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Principais empreendimentos

O maior contrato é da LHG Logística Ltda, no valor de R$ 1,43 bilhão, para a construção de 128 balsas graneleiras padrão Mississippi 64 (64 do modelo Box e 64 Racked), além de oito empurradores fluviais com propulsão azimutal de 2.400 kW. Com prazo de quatro anos, o projeto deve gerar 950 empregos diretos.

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Outro empreendimento de destaque é o da Plataforma Logística do Amapá SPE Ltda, de R$ 1,47 bilhão, que prevê a construção de 116 embarcações e uma Instalação de Transbordo Flutuante (ITF Santana). A execução ficará a cargo dos estaleiros Velar e EASA, ambos sediados em Belém, com previsão de 790 empregos diretos.

Outros contratos reforçam o crescimento do setor naval no estado:

– Portoagil Logística SPE Ltda: R$ 602,7 milhões para a construção de 67 embarcações, entre balsas graneleiras, empurradores, uma balsa guindaste e um terminal flutuante para transbordo de grãos.
– Navegações Unidas Tapajós S.A.: R$ 402,7 milhões para 63 embarcações, sendo 60 barcaças e 3 empurradores fluviais.
– Oceânica Engenharia e Consultoria S.A.: R$ 309,6 milhões para uma embarcação de apoio marítimo multipropósito.
– Sulnorte Serviços Marítimos Ltda: R$ 280,2 milhões para seis rebocadores portuários modelo ASD Ramparts 2300SN.
– Petrocity Navegação Ltda: R$ 247,5 milhões para quatro rebocadores Rastar 2800W, que atuarão no Terminal de Urussuquara.
– BR8 Shipping Company Ltda: R$ 202,2 milhões para dois navios-tanque de 8 mil DWT.
– Hermasa Navegação da Amazônia S.A.: R$ 101,5 milhões para 20 balsas graneleiras.
– Navegação Guarita S.A.: R$ 68,8 milhões para três balsas petroleiras, com capacidade individual de 4 mil m³.

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Todos os projetos têm o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente financeiro e prazos de execução de até quatro anos.

Os empreendimentos contratados já somam mais de 4 mil empregos diretos e fortalecem a atuação de estaleiros como Rio Maguari, EASA e Velar, sediados em Belém. Com mais de três décadas de experiência, essas empresas respondem por uma parte significativa da produção nacional de embarcações fluviais e oceânicas.

Com os novos investimentos, o Pará consolida-se como centro estratégico da indústria naval brasileira, ampliando a oferta de transporte fluvial, com impacto direto na competitividade logística, na sustentabilidade e no desenvolvimento econômico da região Norte.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

MME realiza workshop estratégico sobre Agri-PV e lança atualização de estudo inédito no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia (MME), em cooperação com a Parceria Energética Brasil-Alemanha (GIZ), realizou nesta terça-feira (2/6) o Workshop Estratégico “Explorando o Potencial Agri-PV: Um novo horizonte para a agricultura e energia sustentável no Brasil”. O evento marcou o lançamento da Versão 2.0 do estudo técnico “Sistemas Agrivoltaicos no Brasil: Estudo de potencial e viabilidade técnico-econômicos”.

O encontro teve como foco consolidar recomendações práticas, identificar barreiras e propor políticas públicas para o avanço da tecnologia agrivoltaica (Agri-PV) no país. A solução integra a geração de energia solar fotovoltaica à produção agrícola em uma mesma área, promovendo o uso eficiente da terra, o desenvolvimento rural sustentável e a diversificação da renda no campo, com potencial para beneficiar especialmente a agricultura familiar.

A diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, destacou que o workshop evidencia a importância da articulação entre diferentes setores e reforça o compromisso do MME com a construção coletiva dessa iniciativa.

“O agrivoltaico representa um novo horizonte para o Brasil ao integrar produção agrícola, energia limpa e inclusão social. O engajamento do governo, da academia, do setor produtivo e do setor financeiro demonstra a força dessa estratégia. O MME está comprometido em construir, de forma conjunta, os caminhos para superar desafios e transformar o Brasil em uma referência global” , afirmou Karina.

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A programação contou ainda com o painel “Agri-PV no Brasil – implicações, desafios e caminhos para implementação”, que reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco do Nordeste.

O workshop também promoveu sessões temáticas dedicadas aos aspectos tecnológicos, regulatórios, modelos de negócios e capacitação. As contribuições consolidadas durante os trabalhos servirão de subsídio para as próximas etapas de desenvolvimento do setor no país.

Estudo atualizado amplia análise sobre potencial da tecnologia
Publicada originalmente no final de 2025, a nova versão do estudo aprofunda o mapeamento do estado da arte dos sistemas agrivoltaicos no Brasil e no cenário internacional. O documento evidencia as condições favoráveis para a expansão da tecnologia em território nacional, considerando a elevada irradiação solar e a ampla disponibilidade de áreas agrícolas

Entre os principais destaques da nova versão estão:

  • Mapeamento de Projetos: A identificação detalhada de mais de 13 projetos-piloto já existentes no Brasil, como o projeto Ecolume (PE), Aldeia Pankará (PE) e iniciativas em universidades como UFAL e UFSC.
  • Estudo de Caso na Amazônia: Uma análise econômica aprofundada da Associação dos Produtores Orgânicos de Iranduba (APOI), no Amazonas. O estudo comprova a viabilidade técnica e financeira da implantação de sistemas agrivoltaicos para famílias de agricultores e uma cozinha industrial, apresentando indicadores altamente positivos (como uma Taxa Interna de Retorno de 24,41% e payback de menos de 8 anos).
  • Oportunidades de Financiamento: Uma revisão abrangente e atualizada das linhas de crédito disponíveis para impulsionar a tecnologia no país, incluindo PRONAF Bioeconomia, FNE SOL, FNO Rural Verde e BNDES Finame Baixo Carbono.
  • Análise SWOT: Um detalhamento das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, ressaltando que, embora o Brasil tenha um setor solar consolidado, ainda enfrenta desafios regulatórios e necessidade de capacitação técnica.
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Acesse aqui a Versão 2.0 do estudo.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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