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Mutirão de empregos para mulheres registra 871 atendimentos

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR), realizou nesta quarta-feira (8) o Mutirão do Emprego para Mulheres, uma ação especial em alusão ao Outubro Rosa, na Agência do Trabalhador de Curitiba. O evento reuniu mais de 20 empresas, com mais de 900 vagas de emprego exclusivas para o público feminino, e registrou 871 atendimentos, 237 pré-aprovações e 328 senhas distribuídas.

A ação reforça o compromisso do Governo do Paraná em promover autonomia econômica e igualdade de oportunidades para as mulheres, ampliando o acesso ao mercado de trabalho formal e valorizando o papel feminino na economia paranaense.

Durante o mutirão, além de concorrer às vagas de emprego, as participantes puderam atualizar o cadastro profissional, receber orientação de carreira e participar de atividades de bem-estar. O Sesc ofereceu serviços de esmaltação e o Instituto Embelezze sorteou 60 vouchers para cortes de cabelo, escova e outros cuidados de beleza.

Para o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o resultado do mutirão é motivo de orgulho e demonstra o impacto social das políticas públicas de empregabilidade voltadas às mulheres. “Esse mutirão é a prova de que investir nas mulheres é investir no futuro do Paraná. Cada atendimento representa uma história de superação e de esperança. Nosso compromisso é continuar criando oportunidades, qualificando e valorizando o talento feminino, que é essencial para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

Para Caroline Purkoot, especialista em recrutamento e seleção da Senff, o Mutirão do Emprego para Mulheres reforça o compromisso das empresas com a valorização feminina e a diversidade. “Hoje, cerca de 70% do nosso quadro é formado por mulheres, e participar de um evento como esse, especialmente no Outubro Rosa, é muito significativo. É uma forma de reconhecer a força e a dedicação dessas profissionais e mostrar o quanto valorizamos a diversidade dentro da empresa”, destacou.

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Aline Pará, uma das participantes, destacou a importância da iniciativa. “O mutirão representa uma oportunidade real de valorização e inclusão das mulheres no mercado de trabalho. Esses programas são muito importantes para que as mulheres consigam se posicionar e conquistar o seu espaço. Eu vim com fé de que vou sair daqui empregada”, afirmou.

O Mutirão do Emprego para Mulheres integra as ações da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda voltadas à intermediação de mão de obra e qualificação profissional, promovendo inclusão, autonomia e fortalecimento da empregabilidade feminina em todo o Estado.

MUTIRÕES 2025 – De janeiro e setembro de 2025, o Governo do Estado promoveu 150 mutirões de emprego em todo o Paraná, com a participação de 1.170 empresas. As ações atenderam 42.402 trabalhadores, dos quais 16.148 foram encaminhados para uma vaga com carteira assinada.

Os mutirões, que chegaram a 57 municípios, se destacam por descentralizar o acesso ao emprego, levando empresas e oportunidades diretamente às comunidades. Além da intermediação de vagas, os eventos oferecem orientação profissional, atualização de cadastros e encaminhamento para cursos gratuitos, garantindo que os trabalhadores estejam mais preparados para atender às demandas do mercado.

Ao longo do ano, apenas na Capital, houve mais de 22 mil vagas disponibilizadas, 25 mil atendimentos e 4 mil candidatos pré-aprovados, com a participação de mais de 450 empresas. “Cada mutirão representa não apenas uma chance de recolocação, mas uma ponte entre a iniciativa privada, o poder público e quem busca uma oportunidade concreta”, afirma o secretário Do Carmo.

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A estratégia estadual também inclui mutirões temáticos, como o destinado a pessoas com deficiência, que ofertou mais de 450 vagas em Curitiba, e o Mutirão da Juventude, com cerca de 800 vagas voltadas a jovens que estão ingressando no mercado de trabalho.

SALDO POSITIVO EM SETEMBRO – A Rede Sine Paraná registrou em setembro o melhor resultado do ano nas colocações de trabalhadores no mercado de trabalho. Foram 17.065 pessoas contratadas por meio das Agências do Trabalhador, número que representa um crescimento de 29% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total chegou a 13.216.

O desempenho positivo consolida setembro como o mês mais forte de 2025 em geração de empregos intermediados pelas Agências de Oportunidade. O resultado é reflexo direto do trabalho integrado entre o Governo do Estado, prefeituras e empresas parceiras, que têm apostado na intermediação de mão de obra qualificada para atender às demandas de diversos setores econômicos.

De janeiro a setembro, a Rede Sine contabiliza 135.740 colocações, demonstrando o alcance da política estadual de empregabilidade e qualificação profissional. As 219 Agências do Trabalhador espalhadas pelo Estado têm desempenhado papel fundamental nessa conquista, oferecendo intermediação de vagas, orientação profissional e cursos de capacitação, aproximando trabalhadores e empregadores de forma eficiente e humanizada.

Fonte: Governo PR

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Com apoio do Estado, primeira paciente do Paraná recebe coração artificial pelo SUS

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) viabilizou o encaminhamento da primeira paciente paranaense a receber um coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi submetida à cirurgia de implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 no dia 12 de maio, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e recebeu alta do Hospital do Rocio no dia 29 de maio.

Andressa sofria de insuficiência cardíaca grave com dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, que havia perdido a capacidade de bombear sangue. A paciente possuía contraindicação para o transplante cardíaco tradicional em razão do alto grau de sensibilização prévia, ocorrido durante gestações anteriores, e incompatibilidade com 99% de potenciais doadores. O implante do coração artificial representava a única alternativa terapêutica viável para a vida dela.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, classificou o caso como um marco para a saúde pública paranaense. Segundo ele, a Sesa atuou de forma direta na articulação entre os hospitais de referência no Paraná e o centro especializado em São Paulo para garantir que a paciente tivesse acesso ao procedimento, além de garantir toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e o transporte em UTI aérea.

“A cirurgia foi um completo êxito e ela continuará o acompanhamento por tempo indeterminado. É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O nosso estado, que já é reconhecido pela referência nacional em doação e transplante de órgãos, também tem capacidade e capilaridade para promover tratamentos de alta complexidade pelo sistema público de saúde. Nenhum paranaense vai ficar sem alternativa”, afirmou Neves.

No Brasil, a insuficiência cardíaca afeta cerca de 2 milhões de pessoas, com 240 mil novos casos registrados a cada ano. A doença é a principal causa de internações cardiovasculares no sistema público. São quase 2 milhões de hospitalizações registradas entre 2015 e 2024, segundo dados dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, revista científica de referência da área.

PERCURSO – O encaminhamento exigiu coordenação entre diferentes níveis de atenção. Andressa deu entrada inicialmente no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, em agosto de 2024, após complicações na gestação de seu quinto filho. Após o parto, a situação se agravou. A paciente permaneceu extremamente debilitada, incapaz de cuidar do filho recém-nascido.

“Fiquei 14 dias na UTI, fui para casa, mas não conseguia pegar ele no colo, não conseguia fazer nada. Fiquei debilitada de um jeito que não conseguia nem trocar a fralda do meu filho. Eu chorava por ele ser tão pequenininho, precisando de mim ali, e eu não conseguia trocar uma fralda dele. Eu não conseguia ficar de pé para tomar um banho, para deitar, para ir para o quarto, tudo era meu esposo que me ajudava, que me carregava, meus filhos me ajudavam, não conseguia fazer mais nada”, descreveu.

Ela manteve o tratamento no Hospital Angelina Caron até fevereiro de 2025, quando foi encaminhada para o Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde fez o acompanhamento cardiológico especializado com o objetivo de buscar um transplante de coração.

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Aline Möckel, coordenadora da Secretaria de Transplantes do Hospital do Rocio, acompanhou a paciente desde o início do tratamento. Ela relata que a paciente chegou encaminhada via ambulatório para iniciar investigação sobre a insuficiência cardíaca e possibilidade de transplante cardíaco, mas a incompatibilidade com doadores mudou os planos do tratamento.

“Descobrimos que ela tinha um painel imunológico muito alto, de 99%, o que era contraindicação total para o transplante. O cenário ideal é que o paciente tenha esse painel 0%, então de uma maneira muito simples, é como se a gente expusesse ela a outras amostras de outras pessoas e ela criasse anticorpos contra todas essas outras pessoas. Se a gente transplantar uma paciente nessa situação, ela terá uma rejeição imediata ao órgão”, explicou Aline Möckel.

A médica cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes do Hospital do Rocio, Aline Carbonera, ressalta que Andressa foi otimizada da melhor maneira possível com medicações, mas a doença se tornou refratária, ou seja, parou de responder ao tratamento. “Nesse contexto que nós começamos a pensar em outros tratamentos e foi ali que surgiu a possibilidade de pensarmos em um dispositivo, que é o HeartMate 3, como uma terapia avançada”, afirmou a especialista.

Após a cirurgia em São Paulo, a equipe recebeu Andressa e sua irmã Natally no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, pelo serviço aeromédico da Sesa, e seguiram com a paciente para um novo internamento no Hospital do Rocio para o acompanhamento pós-operatório, estabilização e cuidados.

CAPACITAÇÃO DA EQUIPE – Antes da cirurgia, a equipe do Hospital do Rocio passou por capacitação intensiva para receber a paciente após o transplante e inserção do equipamento. O diretor-técnico do Hospital do Rocio, Kengi Itinose, destaca que a instituição já faz transplantes cardíacos desde 2015, mas o dispositivo artificial exigiu uma preparação específica. Além disso, três médicos e uma enfermeira do hospital foram a São Paulo para se habituar com o manejo da paciente com o dispositivo.

“Veio uma equipe que é a detentora do equipamento. Fizemos uma preparação com a equipe multidisciplinar no período de uma semana que depois acompanhou a paciente em São Paulo”, contou Itinose. “É algo inédito no Paraná e existe um plano para que possamos ser um dos locais de referência para esse tipo de procedimento”, explicou.

Marcely Gimenes Bonatto, cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes, explica que Andressa terá um acompanhamento pós-operatório rigoroso para toda a vida. “A gente vai ter toda a atenção para esse lado direito do coração, para os outros órgãos e para a máquina. A gente precisa controlar a anticoagulação da Andressa para que não tenha trombose no dispositivo”, detalhou.

TECNOLOGIA – O HeartMate 3 é um dispositivo de assistência ventricular esquerda de fluxo contínuo desenvolvido para pacientes com insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. O equipamento funciona como uma bomba que assume o trabalho do ventrículo esquerdo comprometido. O dispositivo usa tecnologia de levitação magnética, com o rotor suspenso sem rolamentos mecânicos. O mecanismo permite a passagem das células sanguíneas com menor atrito, reduzindo riscos de desgaste, formação de coágulos e complicações. O equipamento pode ser alimentado por fonte de energia fixa durante o repouso ou por baterias portáteis nas atividades diárias.

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CAPACITAÇÃO FAMILIAR – A expectativa é que, após a cirurgia e o período de adaptação, a paciente possa retomar atividades cotidianas com autonomia, seguindo protocolos específicos de acompanhamento. Andressa precisará ter pelo menos dois cuidadores responsáveis por ela. O marido e uma irmã, que acompanharam todo o internamento no Hospital Sírio-Libanês, foram escolhidos para o treinamento. A capacitação incluiu instruções sobre os alarmes do dispositivo e também técnicas de assepsia e cuidados estéreis para evitar infecções no ósteo na região do abdômen, por onde o dispositivo se conecta com monitores e fontes de energia.

Natally Banach, irmã de Andressa, acompanhou todo o processo e expressou gratidão pela oportunidade. “É muito gratificante saber que ela conseguiu toda essa ajuda para fazer um tratamento que realmente é muito caro, mas era a única expectativa que a gente tinha para ela continuar viva. Ela tem os filhos dela e agora vai conseguir ficar com o bebê dela, vai conseguir pegar, vai conseguir brincar, vai conseguir tomar banho. É muito gratificante. Não tenho palavras para agradecer a todos os envolvidos”, disse Natally.

O marido de Andressa, Alisson da Silva Ferreira, relembra os momentos de apreensão e a importância do apoio familiar. “No dia da cirurgia, o coração ficou na mão. Mas graças a Deus deu certo”, relata. “É para ela voltar a ter autonomia, fazer as coisas dela que ela gostava de fazer, levar as crianças para a escola. É um recomeço a partir de agora”, destacou o esposo sobre a expectativa para o futuro.

A própria Andressa celebra a nova chance e reflete sobre o impacto da cirurgia em sua rotina e em sua vida. “Agora a expectativa é que eu faça tudo o que eu tenho que fazer, que eu pegue o meu filho no colo. O intuito desse aparelho é que eu tenha uma vida normal como era antes de eu ter essa doença”, contou Andressa. “Eu tive só essa oportunidade para viver e cuidar dos meus filhos. E eu sou grata a isso. Não foi apenas uma cirurgia, vocês devolveram uma mãe para cinco filhos”, concluiu.

CUSTEAMENTO – A cirurgia de Andressa foi custeada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O programa permite que hospitais filantrópicos de excelência revertam suas isenções fiscais em serviços, pesquisas e tecnologias para a rede pública. Desde 2009, os hospitais participantes já investiram mais de R$ 11,5 bilhões no fortalecimento do SUS. A Sesa contribuiu com a articulação entre os hospitais, toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), incluindo o transporte em UTI aérea, e permanecerá custeando o acompanhamento clínico e ambulatorial de Andressa com equipe especializada por toda a vida.

INCORPORAÇÃO – Além do projeto viabilizado pelo Proadi-SUS, o implante do dispositivo foi incorporado ao SUS em dezembro de 2024, após recomendação unânime da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A terapia é destinada a pacientes com insuficiência cardíaca avançada que não podem ser submetidos ao transplante, a chamada terapia de destino.

Fonte: Governo PR

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