Paraná
Pavimentação de via para praia de água doce em Altônia muda realidade local passado um ano
Concluída há um ano, a pavimentação da estrada vicinal Mestre–Vila Yara, no município de Altônia, região Noroeste do Paraná, realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado das Cidades, tem estimulado o turismo regional e o comércio no município.
Com a obra, que pavimentou 13,4 quilômetros, os turistas das praias de água doce da Vila Yara ganharam uma ligação moderna e sinalizada do centro de Altônia ao balneário e às margens do Rio Paraná, tornando-a uma via estratégica para o desenvolvimento do município.
Além disso, a estrada, que recebeu investimento de R$ 13,8 milhões, faz ligação ao Parque Nacional de Ilha Grande e fica próxima à Lagoa Xambrê, que é a maior do Paraná.
Com a conclusão da obra, cerca de 4 mil moradores da região foram diretamente beneficiados, ganhando melhor acesso a serviços públicos e maior integração entre os distritos. A estrada foi rebatizada como Rodovia João Barion, em homenagem ao pioneiro local.
Para o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, os reflexos positivos desse investimento mostram a importância de intervenções que estimulem as vocações regionais e acelerem o progresso econômico e dinamismo local.
“Temos que celebrar essa obra, concluída há mais de um ano, importante para o município de Altônia e para toda a região, uma pavimentação de mais de 13 quilômetros, e que faz parte desse pacote de investimentos que o governo tem sinalizado para a Região Noroeste, consolidando o Rio Paraná como ponto estratégico do turismo do Estado”, disse.
Passado um ano da inauguração, segundo os comerciantes Isaias Nunes e Sandra Pache, nascidos em Altônia e proprietários da Lanchonete Pôr do Sol, em Vila Yara, os benefícios da pavimentação podem ser conferidos nos finais de semana, quando as famílias recorrem ao balneário para o lazer – e acabam consumindo no local, estimulando o comércio regional.
“Estamos aqui tem três anos e, depois que saiu o asfalto, melhorou 100% para a gente. Nós começamos do nada, mal dava para se manter e, hoje, já sobram uns troquinhos para a gente ajeitar nossa lanchonete”, disse Nunes. “A clientela aumentou muito, antes passavam três, quatro pessoas, hoje dá 80, 100 pessoas, vindos principalmente de Cascavel, Umuarama, Palotina e, inclusive, na semana passada, de Barcelona, na Espanha”.
Segundo a secretária do Meio Ambiente, Turismo e Lazer de Altônia, Maria de Fátima Callegario, o movimento no local tem crescido bastante com a chegada do asfaltamento, obra realizada com o apoio e a acolhida do Governo do Estado ao município.
“A renda da nossa comunidade melhorou muito, nessa área acolhedora às margens do Rio Paraná, proporcionando estabilidade, inclusive emocional, a quem trabalha e depende dessa atividade”, disse ela, citando que, com o asfalto, nas sextas-feiras há filas para ocupar as 18 churrasqueiras, sempre lotadas. “O asfalto chegou e, com ele, o desenvolvimento e o sustento de pessoas e de suas famílias que trabalham aqui”, afirmou a secretária.
INVESTIMENTOS NA REGIÃO CONTINUAM – Além da obra em Altônia, o Governo do Estado segue investindo em infraestrutura turística no Noroeste. Em Marilena, está em andamento a pavimentação de 11,8 quilômetros até o Porto Maringá, com aporte de R$ 60,7 milhões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil).
Em Porto Rico, a revitalização da Avenida Beira Mar foi concluída em fevereiro deste ano, com investimento de R$ 6,1 milhões. Já em Porto São José, que pertence ao município de São Pedro do Paraná, a construção de uma rampa náutica foi concluída em novembro de 2024, com recursos de R$ 2,5 milhões.Essas iniciativas fazem parte da estratégia estadual de fomentar o turismo náutico, de natureza e de aventura às margens do Rio Paraná, consolidando o Noroeste como destino turístico emergente no Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.
A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.
A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.
Como funciona
De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação.
Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.
A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.
Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.
Articulação da rede
Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.
Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.
O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.
A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.
Fonte: Ministério Público PR
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