Brasil
Ministério da Saúde e ONU acompanham reconstrução de unidades de saúde no Rio Grande do Sul
As ações de recuperação da rede de infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul, duramente afetada durante as enchentes do ano passado, seguem em andamento com acompanhamento do Ministério da Saúde e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo especializado em infraestrutura.
Representantes da pasta e do UNOPS estiveram em alguns dos municípios contemplados para acelerar o andamento das obras e apoiar os gestores municipais. Atualmente, 33 municípios, com um total de 101 obras, estão sendo monitorados por meio da parceria.
O UNOPS atua em diálogo com os técnicos locais e oferece assistência técnica em temas como adaptação de terrenos, individualização de projetos de referência conforme a realidade de cada município, obtenção de licenças, definição da modalidade de licitação e otimização do uso de recursos. Além dessas 101 obras, outras intervenções no estado contam com recursos do governo federal para reconstrução, mas sem o acompanhamento do organismo da ONU.
Para o coordenador-geral de Programação do Financiamento da Atenção Primária (CGFAP), Dirceu Klitzke, o apoio aos gestores neste momento é essencial: “a presença do Ministério da Saúde nos municípios é fundamental para oferecer suporte aos gestores e agilizar as obras. Estamos trabalhando para que cada recurso chegue de forma eficaz às unidades, em parceria com a UNOPS, os municípios e o governo estadual, de maneira técnica e com qualidade. Nosso objetivo é transformar esse momento de reconstrução em uma oportunidade para fortalecer a rede do SUS no estado”, afirma.
Uma das cidades visitadas pelas equipes técnicas foi São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, que possui 15 obras contempladas no projeto. Nelas, a assistência técnica do UNOPS apoiará os profissionais da Prefeitura na definição de melhorias nas unidades de saúde.
“O orçamento disponibilizado tem sido suficiente para suprir os custos das reformas. Contudo, em algumas situações, ainda há recursos disponíveis que precisam ser aplicados na própria unidade. Diante disso, indicaremos possíveis melhorias complementares a serem realizadas, a partir de um olhar técnico e considerando os prazos do programa Requalifica UBS”, explica a gerente do projeto no UNOPS, Cecilia Abdo.
As visitas também incluíram Porto Alegre (17 obras), Canoas (20 obras) e Eldorado do Sul (4 obras). Além do acompanhamento presencial, o UNOPS realiza reuniões quinzenais com técnicos das 33 cidades. Desde o início da parceria, já foram efetuadas mais de 200 reuniões de acompanhamento e emitidos 20 pareceres técnicos, que embasaram decisões locais e contribuíram para dar agilidade às intervenções.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
“Estamos reconstruindo o SUS”, destaca ministro Padilha em Assembleia Mundial da OMS
No segundo dia da Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Suíça, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância de reconstruir o Sistema Único de Saúde (SUS), uma realização do governo do Brasil empreendida nos últimos quatro anos. Para ele, nesse período, o sistema conquistou avanços significativos, como o recorde em cirurgias eletivas, a maior cobertura vacinal e a construção de uma rede de serviços e hospitais inteligentes.
Na agenda desta terça-feira (19), o país também voltou a ganhar protagonismo com uma proposta inédita e global para a venda de alimentos ultraprocessados, além de conquistar a certificação da OMS por eliminar a transmissão vertical do HIV.
Em seu discurso, o ministro destacou que o compromisso com a vida, a importância de valorizar a ciência e aumentar os investimentos públicos são iniciativas que impulsionam o setor de saúde. “Sob a liderança do presidente Lula, estamos reconstruindo o SUS. Em 2025, alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, o maior número de equipes de atenção primária da nossa história, recordes de cirurgias eletivas e exames especializados, 42% acima do último ano de negacionismo em nosso país. Além disso, estamos construindo a maior rede pública gratuita de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer e ressuscitamos a farmácia popular”, defendeu o ministro.
Os avanços, segundo o titular da Saúde, também passam por construir serviços a partir de inovações tecnológicas, como a transformação digital do SUS, que já recebeu mais de 6 milhões de atendimentos por telessaúde. Além disso, a pasta projeta levar internet a 100% das unidades básicas e alcançar o índice de 85% das equipes utilizando prontuário eletrônico nacional.
Regulamentação para venda de ultraprocessados
Na Assembleia, o ministro Padilha propôs criar uma regulamentação global para a venda de alimentos ultraprocessados. Inédita no mundo, a proposta do governo do Brasil visa determinar regras que dispõe sobre a publicidade, o monitoramento e a comercialização desses produtos. Na prática, o foco da iniciativa é preservar crianças e adolescentes do acesso a produtos nocivos à saúde, bem como incentivar o consumo de dietas saudáveis e contribuir para reduzir a carga global de doenças crônicas não transmissíveis.
“Nossa proposta chama atenção para práticas que exigem respostas regulatórias urgentes, como a publicidade direcionada, o marketing por influenciadores, os jogos publicitários, a personalização baseada em dados e os conteúdos digitais transfronteiriços”, disse o ministro.
O governo do Brasil espera promover integração entre as nações, a OMS e os especialistas para desenvolver um modelo, com regras especificas, que possa ser votado já no início de 2027, durante a próxima edição da Assembleia Mundial da Saúde. A projeção é estipular sistemas de classificação claros e baseados em evidências para alimentos ultraprocessados.
Eliminação da transmissão vertical do HIV
Na oportunidade, o Brasil também se consolidou como referência global no combate ao HIV. Durante o evento, o ministro Alexandre Padilha recebeu, da OMS, o certificado oficial que reconhece a eliminação da transmissão vertical do HIV no Brasil.
Em dezembro de 2025, o país já tinha recebido outra certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Na ocasião, o Brasil se tornou o único país de dimensão continental a atingir esse marco, resultado do trabalho realizado para ampliar o acesso gratuito à terapia antirretroviral, da alta cobertura de pré-natal e testagem, além de estratégias modernas de prevenção.
O reconhecimento também reflete avanços recentes no enfrentamento ao HIV e à aids no país. Entre 2023 e 2024, o número de mortes por aids caiu 13%, atingindo a menor taxa em mais de 30 anos, impulsionada pela ampliação da testagem, do tratamento precoce e do uso de ferramentas de prevenção como PrEP e PEP.
Brasil na 79ª Assembleia Mundial da Saúde
A Assembleia é o órgão supremo de decisão da Organização Mundial da Saúde. Nesta edição, o evento reúne delegações de mais de 190 países para definir prioridades de saúde global. O ministro cumpre missão oficial na Suíça entre os dias 17 e 20 de maio, com agendas em Genebra para promover o multilateralismo e a justiça climática, além do debate sobre acesso à inovação em saúde e a regulamentação das apostas online como questão de saúde pública.
Além de participar dos debates centrais da Assembleia Mundial da Saúde, a delegação brasileira tem se destacado em painéis temáticos sobre pautas em que o Brasil assume protagonismo internacional, como saúde mental, produção regional de tecnologias em saúde e combate às desigualdades no acesso a tratamentos.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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