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Agro

Azeites gaúchos se destacam na edição 2025 do Olivas no Cais em Porto Alegre

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Porto Alegre recebe evento que valoriza azeites gaúchos

Após o cancelamento da edição anterior em 2024 devido às enchentes, Porto Alegre voltou a ser o palco do Olivas no Cais 2025, promovido pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) em parceria com o Cais Embarcadero. Entre os dias 3 e 5 de outubro, cerca de 36,8 mil visitantes circularam pelo espaço, conferindo a qualidade e diversidade do azeite extravirgem produzido no Rio Grande do Sul.

O evento buscou aproximar consumidores e produtores, promovendo experiências que vão além da simples degustação, com foco em educação sobre a olivicultura regional.

Degustações e experiências sensoriais marcam o evento

A programação trouxe 15 marcas e rótulos de azeite gaúcho, permitindo que os visitantes aprendam sobre o cultivo da oliva e os benefícios do azeite extravirgem.

Um dos destaques de 2025 foi a harmonização com queijos e doce de leite, promovida pela Lactalis, mostrando novas possibilidades de consumo e combinando sabores regionais. A iniciativa reforça a ideia de que o azeite de qualidade pode ser apreciado de maneiras criativas e sofisticadas, além de incentivar o consumo consciente do produto.

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Setor celebra qualidade e resiliência

Para Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva, o evento reafirma a força do setor mesmo após dois anos de quebras de safra.

“Nosso objetivo foi mostrar que o azeite brasileiro, especialmente o gaúcho, mantém sua qualidade e está disponível para o consumidor do Rio Grande do Sul”, destacou Obino.

Ele também ressaltou que a edição 2025 simboliza resiliência e recuperação, com expectativas positivas para a safra de 2026 e esforços em expandir os canais de comercialização para produtores associados.

Apoio de instituições e patrocinadores reforça o evento

O Olivas no Cais 2025 contou com patrocínio de Banrisul, BRDE e Lactalis, além do apoio de Sebrae e Fecomércio/RS. O Cais Embarcadero, sede do evento, tem patrocínio de Corona, Coca-Cola, Claro, Pompéia, KTO, PremieRPet, Ulbra e O Boticário.

A parceria entre produtores, empresas e órgãos de fomento reforça a importância do evento para divulgação da olivicultura regional e consolidação do mercado de azeite extravirgem no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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