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Paraná

Secretaria da Fazenda detalha orçamento de R$ 7,1 bilhões de investimentos para 2026

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Os R$ 7,1 bilhões previstos para investimentos na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026 vão alcançar municípios de todas as regiões do Estado. São mais de 100 obras projetadas ou já em andamento que vão impactar a vida de milhões de paranaenses em áreas como infraestrutura, saneamento, educação, saúde e habitação.

O valor é o maior já registrado na história do Paraná, superando em 11% os R$ 6,3 bilhões de investimentos descritos na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025. O orçamento de 2026 foi enviado terça-feira (30) à Assembleia Legislativa e deve ser votado até o fim do ano.

Para o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, o valor recorde reflete o compromisso do Governo do Estado em realizar investimentos que transformem a vida do cidadão, independente de onde ele more. “O bom investimento tem o poder de transformar realidades e promover qualidade de vida. E é isso o que queremos levar para todas as regiões do Paraná, com obras que fiquem de legado para as próximas gerações”, afirma.

OBRAS PELO ESTADO – Desses R$ 7,1 bilhões previstos no PLOA 2026, cerca de R$ 4,2 bilhões serão dedicados a obras e transferências para investimentos nos municípios. E a região intermediária de Curitiba, que inclui a Capital, Região Metropolitana e Litoral, é o destino da maior parte desse montante: são R$ 1,5 bilhão previstos para essas cidades.

“Para a Região de Curitiba e Litoral, são R$ 579 milhões apenas para obras, o que inclui melhorias históricas e há muito tempo demandadas pela população”, aponta Ortigara. “Além da Ponte de Guaratuba, que será entregue até abril, há outras obras emblemáticas, como a duplicação da rodovia entre Guaratuba e Garuva, a duplicação entre Matinhos e Pontal de Leste, e o Novo Contorno Sul”.

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Em seguida, aparece a região intermediária de Cascavel, que engloba toda a parcela Oeste e Sudoeste do Paraná. São R$ 607 milhões em investimentos totais, sendo R$ 373 milhões apenas com obras, incluindo a pavimentação das rodovias PR-574 e PR-575 entre os municípios de Tupãssi, Nova Aurora e Cafelândia; a restauração e a ampliação da capacidade rodoviária da PR-239 e da PR-319 entre Assis Chateaubriand, Bragantina e Toledo, além da construção ações voltadas à habitação na região, sobretudo voltadas às pessoas idosas.

As regiões de Maringá e Londrina também vão receber grandes quantidades de investimentos. O orçamento de 2026 prevê mais de R$ 500 milhões para cada uma delas, valor que será usado em obras estruturantes como a implantação da Ponte Japurá, no trecho entre os municípios de São Carlos do Ivaí e Japurá, a ampliação da PR-487 entre Campo Mourão e o Rio Muquilão e a construção do Terminal Metropolitano de Londrina.

Para as demais regiões, o PLOA 2026 ainda prevê investir R$ 376 milhões nos municípios da região intermediária de Guarapuava, principalmente para continuidade das obras de concreto na região, como as duplicações da PRC-466 e as quatro obras de pavimentação em concreto a partir de Pitanga até Mauá da Serra e Nova Tebas, e outros R$ 170 milhões em Ponta Grossa.

Distribuição dos R$ 7,1 bilhões da PLOA por região:

– R$ 1,5 bilhão na região de Curitiba: R$ 579 milhões de obras do orçamento e R$ 901 milhões de transferência para investimentos.

– R$ 606 milhões para a região de Cascavel: R$ 373 milhões em obras do orçamento e R$ 233 milhões em transferências para investimentos.

– R$ 548 milhões para a região de Maringá: R$ 285 milhões em obras do orçamento e R$ 263 milhões em transferências para investimentos.

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– R$ 531 milhões para a região de Londrina: R$ 320 milhões em obras do orçamento e R$ 211 milhões em transferências para investimentos.

– R$ 376 milhões para a região de Guarapuava: R$ 322 milhões em obras do orçamento e R$ 54 milhões em transferências para investimentos.

– R$ 102 milhões para a região de Ponta Grossa: R$ 102 milhões em obras do orçamento e R$ 68 milhões em transferências para investimentos.

PRIORIDADES Ao todo, as obras executadas pelo Governo Estadual devem ultrapassar a marca dos R$ 2 bilhões – ou seja, quase um terço dos R$ 7,1 bilhões de investimentos. Além desse montante, outros R$ 2,2 bilhões serão repassados aos municípios por meio de convênios também para a realização de investimentos.

Um dos destinos desses repasses é, por exemplo, para melhorar serviços de saúde por meio de recursos para aquisição de veículos para o transporte. Também foram carimbados recursos para auxiliar hospitais e outras unidades de saúde com a compra de novos equipamentos.

Como explica o diretor do Orçamento Estadual, Marcos Tadeu Cavalcante, a destinação desses recursos é fruto da própria iniciativa popular, que ajudou a elencar quais deveriam ser as prioridades do Estado durante a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2026. “Adotamos um modelo inédito de consulta popular que permitiu que a população paranaense apontasse quais áreas e programas deveriam ser priorizados e os investimentos que agora detalhamos no PLOA é fruto dessa participação, o que torna essa proposta orçamentária muito mais cidadã”, diz.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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