Agro
Conferência Internacional RTRS 2025 Destaca Avanços da Soja Responsável e Sustentável
A Conferência Internacional da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS) reuniu mais de 180 participantes de 92 organizações em 14 países, consolidando-se como um dos principais fóruns globais para discutir soluções práticas que impulsionam a produção de soja responsável.
Evento em São Paulo Reúne Líderes do Setor
Realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, o encontro contou com a VICTAM Latam como patrocinadora anfitriã e apoio de ACT, Bunge, SLC e Koppert. A programação incluiu uma palestra principal, seis painéis, 28 palestrantes e diversas sessões de networking envolvendo produtores, indústria, reguladores, sociedade civil e instituições financeiras.
Os debates abordaram desafios e oportunidades diante de novas demandas de mercado e regulamentações, como o Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR).
Agricultura Regenerativa e Tecnologias Sustentáveis em Foco
Entre os temas centrais da conferência estiveram:
- Adoção de práticas de agricultura regenerativa e de baixo carbono;
- Mercados de carbono e financiamento sustentável;
- Rastreabilidade por meio de plataformas digitais e nacionais;
- Impacto de marcos regulatórios na competitividade do setor.
Outros assuntos abordados incluíram inovação logística, integração das cadeias de valor, tendências globais com atenção ao mercado chinês e expansão da aquicultura como segmento consumidor estratégico.
Crescimento da Certificação RTRS
A conferência também apresentou dados do avanço da certificação RTRS:
- 54.500 produtores certificados em seis países;
- Mais de 430 sites de Cadeia de Custódia em 15 países;
- Produção certificada de 6,8 milhões de toneladas em 2024;
- Crescimento de 102% na comercialização física, atingindo 900 mil toneladas;
- Expansão de 15% já registrada em 2025.
O Brasil lidera a produção responsável certificada com 80%, seguido pela Argentina com 12%. A demanda por soja certificada é puxada por Equador, Chile e Peru, especialmente pelo setor de aquicultura.
Estratégia “Rumo a uma Transição Regenerativa”
A RTRS segue a estratégia aprovada em Lucerna (Suíça) em junho de 2025, orientando o trabalho até 2027 com quatro pilares: liderança de pensamento, melhor experiência para membros, certificação mais competitiva e impacto ampliado no mercado.
Entre os desafios futuros estão a comunicação do valor da produção responsável e a integração de outros cultivos, como o milho, para reforçar a sustentabilidade da cadeia.
Mensagem da Conferência: Da Teoria à Ação
O vice-presidente da RTRS, Juan Carlos Cotella, reforçou que a soja deixou de ser apenas uma commodity para se tornar um catalisador de transformação social e ambiental. “Produtores, indústrias, consumidores e sociedade civil: todos são essenciais para que a produção responsável se torne a norma e não a exceção”, afirmou.
A diretora-executiva Marina Muscolo comparou a colaboração na RTRS ao trabalho das abelhas em suas colmeias, destacando que o esforço coletivo fortalece uma cadeia justa e sustentável.
Principais Destaques da Edição 2025
- Valor Integral da Certificação: Benefícios econômicos e impactos positivos para produtores, trabalhadores e comunidades;
- Comunicação Estratégica: Visibilidade ao esforço da produção responsável além dos números;
- Governança de Longo Prazo: Envolvimento de novas gerações e manutenção da relevância frente a mercados exigentes e regulamentações rigorosas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.
Mercado acompanha limite da cota chinesa
Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.
A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.
Preço da arroba do boi gordo por estado
Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.
Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.
A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.
Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:
- Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
- Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril
Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.
A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.
Na comparação com abril de 2025, os números mostram:
- Alta de 29,4% na receita média diária;
- Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
- Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.
O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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