Paraná
Governo apresenta monitoramento dos indicadores e entregas do PPA na Alep
O Governo do Estado do Paraná apresentou nesta terça-feira (30) na Assembleia Legislativa (Alep) o segundo relatório de monitoramento do Plano Plurianual 2024-2027. Assim, como na entrega do primeiro documento, este demonstra bons indicativos que esclarecem o bom momento que o Estado está passando. O relatório se refere ao segundo semestre de 2024 e é publicado semestralmente pela Secretaria de Planejamento (SEPL).
Os relatórios sintético e completo de monitoramento do PPA foram apresentados no Auditório Legislativo da Alep. A exposição em audiência pública ocorre semestralmente, sendo que o monitoramento do primeiro semestre apresenta as informações de desempenho das entregas do PPA e o do segundo semestre também inclui desempenho dos indicadores de Programas. O relatório desse primeiro semestre traz dados promissores sobre a execução das entregas estabelecidas para 2025.
“Com estes relatórios, a Secretaria de Estado de Planejamento reafirma o compromisso com a transparência e a eficiência na gestão pública, destacando a importância do PPA como ferramenta estratégica para o desenvolvimento do Paraná hoje e nos próximos anos. Este trabalho busca o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses”, avaliou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
Em cada audiência pública de monitoramento do PPA na ALEP, uma Secretaria de Estado é convidada a apresentar os seus dados de forma pormenorizada. Desta vez, foi a a Secretaria de Desenvolvimento Social e Família do Paraná (Sedef).
“A Assembleia nos auxilia para indicar o melhor caminho. O Poder Legislativo devolve 47,5% dos seus recursos para reforçar o caixa do Estado para fazer obras pelo Paraná afora. Na área social, são mais de 400 creches, mais de 100 CRAS e CREAS, muitas entregas na área do cuidado. O Paraná está um canteiro de obras. Quem anda pelo Estado vê muitas obras estruturantes, além de muitas ações na política do cuidado”, disse o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
Muitas entregas têm metas previstas para todos os anos do PPA 2024 a 2027, pois são serviços ou atividades contínuas, já outras só possuem metas para alguns anos específicos. No primeiro semestre foram monitoradas 1.687 entregas, aquelas que foram transferidas ou excluídas em leis anteriores e também as já realizadas não são consideradas mais para as informações do monitoramento do semestre em questão.
De 1.352 entregas monitoradas que possuem metas previstas para execução no ano de 2025, 1.007 estão bem encaminhadas (74,5%): 973 consideradas com status de andamento normal e 34 que foram realizadas nesse período. É importante destacar que haviam 19 entregas que não tinham previsão para 2025 e mesmo assim foram também concluídas agora nesse primeiro semestre, ou seja tiveram sua realização antecipada. Os materiais já estão disponíveis publicamente no site do PPA.
“O Paraná tem feito alguns avanços funcionais muito importantes. Nós introduzimos na legislação do Paraná a obrigatoriedade de que seja feita semestralmente uma prestação de contas do planejamento de médio prazo. São analisados todos os indicadores de todas as políticas públicas do Paraná. A audiência pública é para justamente acompanharmos tudo isso”, falou o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Paraná.
PPA – O Plano Plurianual é composto por 36 programas, divididos em 28 programas finalísticos, 7 programas de gestão, manutenção e serviços ao Estado, além de um programa de obrigações especiais, sem indicadores ou entregas associadas, por isso o relatório de monitoramento se concentra em 35 programas.
No total, o PPA conta com 202 indicadores de resultado envolvendo todos os órgãos e entidades da Administração pública estadual: todos os poderes, as secretarias e órgãos com status de secretaria, as autarquias, as empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações. Desde o início do PPA foram registradas 1.869 entregas, mas 105 foram já canceladas e 77 já foram realizadas em 2024. Assim, permaneceram vigentes 1.687 entregas. Qualquer lei orçamentária pode revisar o PPA, por isso, há variação dos números gerais de monitoramento, já que se pode cancelar, transferir ou incluir novos indicadores, ações ou entregas no plano.
Os programas, ações e entregas são fundamentais para orientar as iniciativas nos diversos setores, visando à manutenção e ao desenvolvimento sustentável do Estado do Paraná. O monitoramento contínuo e a transparência na divulgação dos resultados são essenciais para garantir que os objetivos do PPA sejam alcançados e que a população paranaense possa acompanhar de perto o progresso das políticas públicas.
Além das publicações dos relatórios sintético e completo do período, o cidadão pode acessar em detalhes os dados do plano plurianual por meio da plataforma online PPA em Números, uma inovação para esse novo ciclo de PPA.
Fonte: Governo PR
Paraná
Pioneiro, Paraná acelera regularização fundiária com base em modelo inovador
O Governo do Estado entregou nesta quarta-feira (24) mais 24 matrículas de imóveis regularizados em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. A nova etapa amplia para 58 o número de registros de imóveis repassados pelo programa no município. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), coordena o modelo pioneiro de regularização fundiária em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
“A regularização fundiária é uma ação de cidadania. Com a entrega dessa documentação, restabelecemos a dignidade dessas pessoas, que agora têm um espaço de chão para chamar de seu”, afirma o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
Cerro Azul é a principal referência da iniciativa hoje no Estado. Em 2025, outras 34 matrículas já haviam sido formalizadas. Além de assegurar a posse definitiva da terra para dezenas de famílias, o projeto consolidou uma metodologia considerada pioneira no País.
O modelo reúne atuação integrada entre órgãos públicos, análise técnica conjunta e uso de provas audiovisuais para comprovação da posse dos imóveis, reduzindo significativamente os prazos observados em ações de Usucapião, instituto do direito civil que permite a uma pessoa adquirir a propriedade de um bem por meio do exercício da posse.
O Usucapião judicial tradicional costuma levar, em média, entre cinco e dez anos para ser concluído. No modelo adotado pelo Paraná, o tempo médio caiu para 209 dias em 2024 e para apenas 88 dias em 2025. Houve casos concluídos em apenas 60 dias entre o protocolo da ação e a sentença judicial.
A principal inovação está na utilização de registros em vídeo para comprovação da posse e manifestação dos confrontantes, substituindo etapas historicamente mais demoradas do processo judicial. O procedimento prevê acompanhamento integrado entre as equipes do IAT e do programa Justiça no Bairro, do TJPR, desde a fase preparatória até a abertura da matrícula definitiva do imóvel.
Segundo a assistente técnica do IAT, Eunice Salles, a metodologia eliminou etapas burocráticas, reduziu custos para os beneficiários e ampliou a segurança jurídica das famílias atendidas. A iniciativa foca ainda em melhorar a realidade econômica das regiões com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná.
“Esse programa é um modelo de inovação por acelerar processos burocráticos. Contempla famílias de baixa renda, de áreas rurais, que há muito tempo buscam pela regularização do imóvel, mas que não tinham condições financeiras de arcar com as taxas. Garante segurança jurídica e cidadã para as famílias beneficiadas”, diz Eunice.
A ação de Usucapião exige ainda comprovação da posse da terra, como a apresentação de contas de luz pagas pelo cidadão, cadastro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Paraná (Incra) ou até depoimentos da vizinhança, além da apresentação de documentos pessoais e de renda que indiquem a renda familiar de até três salários mínimos.
PROJETO-PILOTO – Os trabalhos em Cerro Azul começaram em 2023 a partir da recuperação e atualização de levantamentos fundiários realizados em anos anteriores. O município tornou-se o primeiro laboratório da iniciativa e permanece como principal referência da metodologia. Atualmente, 133 lotes receberam atendimento técnico.
Ao todo, 643 pessoas foram beneficiadas, direta ou indiretamente, entre proprietários, confrontantes, herdeiros e demais envolvidos nos processos de regularização. Além dos imóveis já regularizados, diversas áreas permanecem em fase de análise técnica, jurídica ou atualização cadastral.
O desempenho alcançado em Cerro Azul abriu caminho para a ampliação do programa. O próximo município contemplado será Piên, no Sul do Paraná, onde os trabalhos já começaram e abrangem 266 lotes. Segundo o IAT, atualmente existem 87 ações de regularização fundiária em tramitação. A expectativa é ampliar gradualmente o alcance da iniciativa para novas localidades paranaenses.
CIDADANIA – A regularização fundiária representa mais do que a emissão de um documento. Com a matrícula registrada em cartório, as famílias passam a contar com segurança jurídica plena sobre seus imóveis, ampliam o acesso ao crédito, à sucessão patrimonial e a políticas públicas vinculadas à propriedade formal.
Ao transformar áreas historicamente marcadas pela informalidade fundiária em propriedades legalmente constituídas, o programa do Governo do Paraná busca consolidar um modelo capaz de unir cidadania, desenvolvimento rural e eficiência administrativa.
“A experiência desenvolvida em Cerro Azul demonstra como a integração entre instituições públicas, inovação processual e tecnologia pode acelerar soluções para uma das demandas mais complexas da gestão fundiária brasileira. Com a expansão prevista para novos municípios, o Paraná fortalece uma política pública voltada à segurança jurídica, à valorização da propriedade rural e ao desenvolvimento sustentável das comunidades atendidas”, destaca o diretor de Gestão Territorial do IAT, Amilcar Cavalcante Cabral.
Fonte: Governo PR
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