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MJSP divulga resultado do edital para banco de projetos sobre tráfico de crianças e adolescentes

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Brasília, 25/09/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), divulgou o resultado definitivo da seleção de propostas submetidas ao Edital de Chamamento Público nº 2/2025.  Ao todo, 13 propostas foram apresentadas por Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), todas habilitadas e classificadas para compor o banco de projetos, que terá validade de 36 meses.

O primeiro colocado foi o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), com o projeto “Likes que engajam, laços que protegem: produção de conhecimento e abordagem preventiva em rede para cidadania digital contra o tráfico de pessoas”. Para viabilizar a execução, será assinado o termo de execução descentralizada (TED), ainda este ano. Isso irá garantir à instituição o repasse inicial de aproximadamente R$ 200 mil, para o início imediato das atividades.

O projeto visa colaborar no combate ao tráfico de pessoas na faixa infanto-juvenil, com ênfase nas modalidades de adoção ilegal e trabalho escravo infantil, por meio da criação e manutenção de uma ecologia formativa no paradigma da educação OnLIFE, com campanha preventiva, circulação didática de dados abertos e facilitação à articulação intersetorial.

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A iniciativa está alinhada ao IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024–2028) e à Estratégia Crescer em Paz, que integra as políticas públicas do MJSP voltadas para a infância. Também reforça os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Agenda 2030 da ONU, especialmente no objetivo de erradicar o tráfico de pessoas e o trabalho infantil.

A chamada pública teve como objetivo reunir iniciativas inovadoras e tecnicamente qualificadas para subsidiar futuras parcerias. A análise das propostas considerou critérios como alinhamento temático, clareza metodológica, viabilidade orçamentária, capacidade técnica da equipe e potencial de impacto intersetorial. Apenas projetos com nota mínima de 50 pontos poderiam ser selecionados – e todas superaram esse patamar.

As iniciativas apresentaram contribuições importantes em áreas como mapeamento científico, prevenção em regiões de fronteira, biometria neonatal e promoção de direitos de crianças e adolescentes migrantes. A lista completa pode ser consultada no portal do MJSP.

As propostas selecionadas poderão ser executadas, respeitada a ordem de classificação, a disponibilidade orçamentária e as prioridades institucionais da pasta.

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Parcerias

As parcerias firmadas pelo MJSP são fundamentais para ampliar e fortalecer as ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Os resultados confirmam o potencial transformador da cooperação entre o poder público e a comunidade acadêmica.

A expectativa é que, com a implementação desses projetos, seja possível fortalecer diagnósticos, ampliar ações de prevenção, garantir maior proteção às vítimas e fomentar redes de cooperação interinstitucional no Brasil.

Essas cooperações podem ocorrer por meio de diferentes instrumentos jurídicos, como: os TEDs, Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e convênios.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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