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MME apoia instalação de biodigestores em projeto de Cozinhas Comunitárias Sustentáveis

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O Ministério de Minas e Energia (MME), ao lado da primeira-dama Janja da Silva, visitou nesta segunda-feira (15/09) a Cozinha Solidária Mão de Mulheres, em Ananindeua (PA). O espaço já está em funcionamento, com um biodigestor instalado e em operação, que gera biogás para o preparo das refeições e biofertilizante para o cultivo de hortas.

O MME tem papel central na implementação do Projeto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis, que contará com a Cozinha Mão de Mulheres como um dos projetos-piloto a serem lançados durante a Semana da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30, em Belém (PA).

Na ocasião, a comitiva do Governo Federal conheceu as instalações da cozinha, os equipamentos e o trabalho das mulheres responsáveis pela produção das refeições. Atualmente, o espaço distribui 250 marmitas por dia, cinco vezes por semana, ampliando o atendimento à comunidade local.

A entrega dos biodigestores é viabilizada pela Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás), com intermediação e apoio do MME, que assegura que os equipamentos cheguem às cozinhas e sejam utilizados na geração de energia renovável.

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“Ao apoiar a doação dos biodigestores e integrar esforços com a sociedade civil, o MME reforça seu compromisso com a sustentabilidade, a transição energética e a inclusão social. Assim, seguimos contribuindo para levar energia limpa e segurança alimentar a quem mais precisa,”afirmou a assessora do MME, Adriana Oliveira.

Projeto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis

O projeto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis busca unir segurança alimentar e geração de energia limpa. Além dos biodigestores, cada cozinha piloto contará com placas fotovoltaicas para geração de energia solar e hortas comunitárias que aproveitam o biofertilizante gerado pelos equipamentos.

A iniciativa prevê a instalação de sete cozinhas-piloto em diferentes regiões do país, equipadas com biodigestores, uma iniciativa da Abiogás, com o apoio do MME. Já Itaipu Binacional é responsável pelas reformas estruturais que forem necessárias nas cozinhas, instalação de energia solar fotovoltaica e plantação de hortas.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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