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Agro

Preço do arroz atinge menor nível em mais de quatro anos, aponta Cepea

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O preço do arroz em casca segue em trajetória de queda no mercado brasileiro. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/IRGA-RS — que considera 58% de grãos inteiros e pagamento à vista — encerrou o dia 19 de setembro a R$ 61,89 por saca de 50 kg, o menor valor registrado desde junho de 2020.

Fatores que influenciam a desvalorização

De acordo com os pesquisadores, a retração é resultado da baixa liquidez nas negociações e da queda na paridade de exportação, influenciada pela desvalorização do dólar frente ao real. Esse cenário tem reduzido a competitividade do cereal brasileiro no mercado externo.

Produtores aguardam estabilidade

Nos últimos dias, parte dos agentes decidiu se retirar temporariamente do mercado, aguardando maior estabilidade nos preços. Já os produtores que permaneceram ativos realizaram apenas negócios pontuais, principalmente aqueles que necessitavam levantar recursos para custear a semeadura da safra 2025/26.

Expectativa para a nova temporada

Com o desânimo provocado pela queda nas cotações, muitos produtores indicam que poderão reduzir significativamente a área destinada ao arroz na temporada atual. A decisão reforça a preocupação do setor em relação à rentabilidade da cultura diante do atual cenário de preços.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Meliponicultura ganha força no Rio Grande do Sul e destaca papel das abelhas sem ferrão na produção de alimentos

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A meliponicultura, atividade voltada à criação racional de abelhas sem ferrão, voltou a ganhar destaque em São Paulo das Missões, no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem mobilizado estudantes, idosos e técnicos em ações de educação ambiental e conscientização sobre a importância desses insetos para a polinização, a biodiversidade e a sustentabilidade da produção agropecuária.

Nos últimos dias, encontros promovidos no município reuniram diferentes gerações em atividades de capacitação e troca de conhecimentos sobre as espécies nativas de abelhas sem ferrão e sua contribuição para os ecossistemas e para a agricultura.

As ações ocorreram em escolas e comunidades rurais da região. No dia 17 de junho, participaram integrantes do Grupo da Terceira Idade e alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cristo, localizada na Linha Lavina. Já no dia 10 de junho, a temática foi debatida com grupos da terceira idade e estudantes da Escola Estadual de Educação Básica Professor Francisco José Damke, na comunidade de Linha Dona Helena Sul.

Abelhas sem ferrão são fundamentais para a polinização

Durante os encontros, o engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, apresentou informações sobre as principais espécies de abelhas sem ferrão encontradas na região, os diferentes tipos de mel produzidos e a relevância desses polinizadores para a manutenção da agrobiodiversidade.

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Segundo o especialista, as abelhas desempenham papel essencial na reprodução de inúmeras espécies vegetais e contribuem diretamente para a produtividade agrícola, favorecendo culturas alimentares e a conservação dos recursos naturais.

Braun também destacou uma importante novidade para os meliponicultores gaúchos. A partir deste ano, a Declaração Anual de Rebanho, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), passou a incluir o registro das abelhas sem ferrão. O cadastramento é obrigatório para produtores que mantêm criações animais no Estado e deve ser realizado até o dia 30 de junho.

Rio Grande do Sul possui 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura

O Rio Grande do Sul abriga uma rica diversidade de abelhas sem ferrão, com 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura. Entre as mais conhecidas estão:

  • Jataí;
  • Uruçu;
  • Mandaçaia;
  • Guaraipo;
  • Iraí;
  • Borá;
  • Canudo;
  • Manduri;
  • Boca-de-sapo;
  • Irapuã;
  • Mirim-preguiça;
  • Mirim-emerina.

Além da produção de mel diferenciado e de alto valor agregado, essas espécies exercem função estratégica na polinização de plantas nativas e culturas agrícolas, contribuindo para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar.

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Projeto ambiental une gerações em defesa das abelhas

As atividades desenvolvidas em São Paulo das Missões fazem parte de uma parceria entre a Emater/RS-Ascar, grupos da terceira idade e a Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs).

O trabalho integra o projeto ambiental “Um Planeta Melhor para Nossos Netos e Bisnetos”, desenvolvido anualmente pela entidade em diversos municípios gaúchos. Em 2026, o foco das ações está voltado à preservação das abelhas e à conscientização sobre a importância da polinização para a produção de alimentos, a manutenção dos ecossistemas e a qualidade de vida das futuras gerações.

A iniciativa reforça que a proteção das abelhas sem ferrão vai além da conservação ambiental, representando também um investimento estratégico para a agricultura sustentável e para o fortalecimento da biodiversidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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