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Economia

Parceria Brasil-Reino Unido fortalece apoio às exportações e cooperação regulatória

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Brasil e Reino Unido assinaram nessa segunda-feira (22/9) Memorando de Entendimento para impulsionar as exportações brasileiras por meio do compartilhamento de riscos entre as agências seguradoras de crédito dos dois países, a ABGF brasileira e a UKEF britânica. O mecanismo cria as bases operacionais para que bens e serviços exportados, particularmente aqueles que contenham valor adicionado tanto no Brasil quanto no Reino Unido, tenham o financiamento da operação segurado simultaneamente pelas duas agências, o que pode reduzir o custo dos empréstimos para o importador e, consequentemente, aumentar a competividade das exportações brasileiras apoiadas.

Um exemplo de operações dessa natureza é o de alguns modelos de aeronaves produzidas pela Embraer no Brasil, que utilizam motores importados do Reino Unido. Por meio dessa estrutura, exportações dessas aeronaves poderão contar com o apoio de ambos os países.

A assinatura aconteceu durante reunião entre autoridades do Brasil e do Reino Unido, liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e pelo ministro britânico de Política Comercial e Segurança Econômica, Chris Bryant.

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“Essa é uma parceria secular e demonstra o amadurecimento institucional do programa brasileiro do Seguro de Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ao mesmo tempo em que amplia nossa capacidade de apoiar exportações brasileiras em parceria com uma das agências mais relevantes do mundo, a UKEF”, afirmou o secretário-executivo do MDIC.

Pelo lado brasileiro, assinaram o memorando Márcio Elias Rosa e a presidente da ABGF, Maíra Barbosa da Silva.

Os termos do acordo permitem que a UKEF seja acionada como seguradora principal das operações, com a ABGF podendo compartilhar o risco de maneira proporcional ao conteúdo brasileiro envolvido.

“Esse instrumento foi cuidadosamente estruturado durante meses de trabalho técnico e análise jurídica, garantindo segurança para que essa cooperação possa se materializar em operações concretas”, comenta Raquel Abdala, subsecretária de Crédito à Exportação do MDIC.

Boas práticas regulatórias

Outro memorando assinado na reunião desta segunda-feira diz respeito à adoção de boas práticas regulatórias, com objetivo de criar um ambiente mais eficiente e transparente para comércio e investimento entre os dois países.

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Desde 2023, Brasil e Reino Unido vêm fortalecendo a cooperação nessa área. O documento busca alinhamento a padrões internacionais, promoção de cooperação técnica e institucional e geração de impactos positivos no desenvolvimento econômico.

Entre as iniciativas recentes estão workshops sobre sistemas regulatórios e estratégias nacionais de melhoria regulatória, seminários regionais para países da Ibero-América e do Caribe e reuniões sobre participação social, incluindo mecanismos digitais de engajamento com a sociedade.

Conformidade

Por fim, foi assinado também um Termo de Referência para criação de um Grupo de Trabalho sobre Avaliação de Conformidade. A finalidade é superar barreiras técnicas ao comércio bilateral e estudar a viabilidade de um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM), reduzindo custos e ampliando o acesso a mercados.

Os encontros do GT promoverão troca de experiências e poderão fundamentar futuras negociações de instrumentos que facilitem o comércio, com base no fortalecimento da confiança regulatória bilateral.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor; MDIC lança painel para ampliar acesso às novas oportunidades

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O Diário Oficial da União (DOU) publicou em edição extra na quarta-feira (23/9) Decreto do presidente  Luiz Inácio Lula da Silva que internaliza no Brasil o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Com o ato, o acordo entra oficialmente em vigor em 1º de outubro para o Brasil e a Islândia. Para Brasil e Noruega, vale a partir de 1º de novembro. Quanto a Suíça e Liechtenstein, o início da aplicação de tarifas preferenciais ainda depende dos respectivos processos de internalização nestes países.

Assinado em 16 de setembro de 2025, o Acordo Mercosul-EFTA integra a estratégia de expansão e diversificação da rede de acordos comerciais do país. O bloco europeu representa um mercado de aproximadamente 15 milhões de pessoas, com PIB de cerca de US$ 1,4 trilhão. Seus quatro membros estão entre as economias de maior PIB per capita do mundo.

“A entrada em vigor do acordo é mais um passo na estratégia de diversificação comercial e de integração do Brasil à economia internacional”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O acordo prevê novas condições de acesso para produtos brasileiros, combinando eliminação e redução de tarifas, cotas e outros regimes específicos de tratamento preferencial.

Pelo lado do EFTA, todos os produtos industriais e pesqueiros têm eliminação imediata das tarifas de importação, assim que o acordo entrar em vigor; enquanto produtos agropecuários estão sujeitos, conforme o caso, a diferentes modalidades de abertura. O acordo também estabelece compromissos em áreas como regras de origem, facilitação de comércio, serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

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“Nosso objetivo, agora, é facilitar a compreensão e a utilização das regras do acordo, para que o setor produtivo possa identificar onde estão as oportunidades e se preparar para aproveitá-las”, destaca a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Painel de Dados

Para apoiar empresas e setores produtivos na utilização das novas preferências comerciais, o MDIC construiu um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA, ferramenta que reúne, em um único ambiente, informações sobre o comércio do Brasil com os quatro países da EFTA e os efeitos previstos com a entrada em vigor do acordo.

O painel permite partir de uma visão geral da relação comercial e avançar até o detalhamento por grupo de produtos, com informações sobre as tarifas atualmente aplicadas e o tratamento previsto no acordo.

A ferramenta também permite filtrar os dados por unidade da Federação, facilitando a identificação da distribuição regional do comércio e o mapeamento de oportunidades de promoção comercial.

A relação comercial brasileira com a EFTA tem como principais parceiros a Suíça e a Noruega, que respondem conjuntamente por 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e por 99% das importações provenientes da EFTA. No recorte por unidade da Federação, Pará e Minas Gerais se destacam nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.

No detalhamento por produto, o painel combina dados de comércio com as informações tarifárias previstas no acordo. Entre os produtos para os quais a abertura comercial poderá representar novas oportunidades estão os agropecuários, que hoje enfrentam tarifas mais elevadas e passarão a contar, conforme o produto e o país, com redução ou eliminação tarifária, cotas ou regimes agrícolas específicos.

O café torrado, por exemplo, está atualmente sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein, com previsão de reduções tarifárias imediatas para a maior parte dos códigos NCM relacionados a esses produtos.

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Além das informações tarifárias, o painel apresenta os principais compromissos do acordo em temas como regras de origem, facilitação de comércio, compras governamentais, serviços, investimentos e desenvolvimento sustentável.

A ferramenta também permite consultar as 63 indicações geográficas brasileiras protegidas na Suíça e em Liechtenstein, abrangendo produtos como cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e têxteis.

Materiais de apoio

O painel passa a integrar o conjunto de materiais de apoio disponibilizados pelo MDIC para preparar o setor produtivo para a entrada em vigor do acordo.

No início de setembro, o ministério publicou, no Portal Siscomex (link), manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas, com informações destinadas a auxiliar as empresas a compreender as novas regras e a se preparar para utilizar as preferências comerciais.

“Estamos disponibilizando diferentes instrumentos para transformar o conteúdo negociado em informação prática, permitindo que exportadores e importadores conheçam as regras, identifiquem oportunidades e se preparem para operar com as novas condições de acesso”, afirma Tatiana.

O Acordo Mercosul-EFTA foi concluído após 14 rodadas de negociação e assinado em 16 de setembro de 2025. A entrada em vigor ocorre de forma bilateral, à medida que os países concluam seus respectivos procedimentos de internalização.

Confira os links para painel e documentos do Mercosul-EFTA:

Painel de Dados

Manual de Desgravação Tarifária

Manual de Regras de Origem

Manual de Indicações Geográficas

Página com tudo sobre o Acordo

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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