Economia
MDIC abre nova consulta pública para melhoria da competitividade no país
Com foco na Agenda de Redução do Custo Brasil – ciclo 2026–2027, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu nesta terça-feira (17) consulta pública para o envio de projetos e iniciativas que contribuam para a melhoria do ambiente de negócios e o aumento da competitividade no país.
A medida foi anunciada durante reunião entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, em Brasília.
A consulta busca a colaboração da sociedade para identificar e eliminar obstáculos regulatórios, promover a desburocratização e a simplificação de processos.
“A participação da sociedade é essencial para o aprimoramento dessa agenda, pois amplia o debate e ajuda a identificar com mais precisão os entraves que limitam a competitividade da economia”, destacou Pedro Ivo, secretário de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“Ao desburocratizar processos, simplificar regras, melhorar o ambiente regulatório e incorporar diferentes perspectivas e experiências, a agenda se torna mais robusta e capaz de promover soluções efetivas para aumentar a produtividade, estimular investimentos e fortalecer o desenvolvimento sustentável do país”, completou.
A consulta está aberta para a toda a sociedade, em especial o setor produtivo, especialistas e instituições públicas. Nesta nova etapa, as propostas aprovadas deverão integrar o ciclo de implementação 2026–2027. As propostas poderão ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo, ambiente digital do governo federal voltado à participação social na formulação de políticas públicas.
Requisitos para participar
As propostas apresentadas deverão:
- tratar da criação, revisão ou revogação de normas e regulamentos;
- não gerar impacto significativo no orçamento público;
- poder ser implementadas no âmbito do governo federal.
Ao final do período de inscrições, as contribuições recebidas serão analisadas pela equipe da SCPR do MDIC. Em seguida, as propostas serão encaminhadas ao Grupo de Trabalho para Redução do Custo Brasil, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), responsável por avaliar e deliberar sobre as iniciativas que poderão integrar a agenda.
A consulta pública ficará aberta até 1º de maio.
Agenda
A Agenda de Redução do Custo Brasil reúne iniciativas voltadas à superação de entraves regulatórios, burocráticos e institucionais que afetam o ambiente de negócios no país. O chamado “Custo Brasil” refere-se ao conjunto de fatores que aumentam o custo de produzir, investir e empreender no país, como excesso de burocracia, complexidade regulatória, dificuldades logísticas e insegurança jurídica.
Atualmente, a carteira da agenda conta com 44 projetos, dos quais 12 já foram concluídos e 32 seguem em andamento, envolvendo ações de simplificação regulatória, melhoria do ambiente de negócios, digitalização de processos e fortalecimento da segurança jurídica para investidores.
Após dois anos de sua estruturação inicial, a nova etapa da Agenda pretende incorporar propostas alinhadas aos desafios atuais da economia brasileira e às prioridades para o aumento da competitividade.
A agenda também está articulada com outras políticas de desenvolvimento produtivo do governo federal, como a Nova Indústria Brasil (NIB), que busca impulsionar a modernização da indústria nacional, incentivar a inovação e promover a transição para uma economia mais sustentável e competitiva.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor; MDIC lança painel para ampliar acesso às novas oportunidades
O Diário Oficial da União (DOU) publicou em edição extra na quarta-feira (23/9) Decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que internaliza no Brasil o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Com o ato, o acordo entra oficialmente em vigor em 1º de outubro para o Brasil e a Islândia. Para Brasil e Noruega, vale a partir de 1º de novembro. Quanto a Suíça e Liechtenstein, o início da aplicação de tarifas preferenciais ainda depende dos respectivos processos de internalização nestes países.
Assinado em 16 de setembro de 2025, o Acordo Mercosul-EFTA integra a estratégia de expansão e diversificação da rede de acordos comerciais do país. O bloco europeu representa um mercado de aproximadamente 15 milhões de pessoas, com PIB de cerca de US$ 1,4 trilhão. Seus quatro membros estão entre as economias de maior PIB per capita do mundo.
“A entrada em vigor do acordo é mais um passo na estratégia de diversificação comercial e de integração do Brasil à economia internacional”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
O acordo prevê novas condições de acesso para produtos brasileiros, combinando eliminação e redução de tarifas, cotas e outros regimes específicos de tratamento preferencial.
Pelo lado do EFTA, todos os produtos industriais e pesqueiros têm eliminação imediata das tarifas de importação, assim que o acordo entrar em vigor; enquanto produtos agropecuários estão sujeitos, conforme o caso, a diferentes modalidades de abertura. O acordo também estabelece compromissos em áreas como regras de origem, facilitação de comércio, serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.
“Nosso objetivo, agora, é facilitar a compreensão e a utilização das regras do acordo, para que o setor produtivo possa identificar onde estão as oportunidades e se preparar para aproveitá-las”, destaca a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Painel de Dados
Para apoiar empresas e setores produtivos na utilização das novas preferências comerciais, o MDIC construiu um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA, ferramenta que reúne, em um único ambiente, informações sobre o comércio do Brasil com os quatro países da EFTA e os efeitos previstos com a entrada em vigor do acordo.
O painel permite partir de uma visão geral da relação comercial e avançar até o detalhamento por grupo de produtos, com informações sobre as tarifas atualmente aplicadas e o tratamento previsto no acordo.
A ferramenta também permite filtrar os dados por unidade da Federação, facilitando a identificação da distribuição regional do comércio e o mapeamento de oportunidades de promoção comercial.
A relação comercial brasileira com a EFTA tem como principais parceiros a Suíça e a Noruega, que respondem conjuntamente por 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e por 99% das importações provenientes da EFTA. No recorte por unidade da Federação, Pará e Minas Gerais se destacam nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.
No detalhamento por produto, o painel combina dados de comércio com as informações tarifárias previstas no acordo. Entre os produtos para os quais a abertura comercial poderá representar novas oportunidades estão os agropecuários, que hoje enfrentam tarifas mais elevadas e passarão a contar, conforme o produto e o país, com redução ou eliminação tarifária, cotas ou regimes agrícolas específicos.
O café torrado, por exemplo, está atualmente sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein, com previsão de reduções tarifárias imediatas para a maior parte dos códigos NCM relacionados a esses produtos.
Além das informações tarifárias, o painel apresenta os principais compromissos do acordo em temas como regras de origem, facilitação de comércio, compras governamentais, serviços, investimentos e desenvolvimento sustentável.
A ferramenta também permite consultar as 63 indicações geográficas brasileiras protegidas na Suíça e em Liechtenstein, abrangendo produtos como cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e têxteis.
Materiais de apoio
O painel passa a integrar o conjunto de materiais de apoio disponibilizados pelo MDIC para preparar o setor produtivo para a entrada em vigor do acordo.
No início de setembro, o ministério publicou, no Portal Siscomex (link), manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas, com informações destinadas a auxiliar as empresas a compreender as novas regras e a se preparar para utilizar as preferências comerciais.
“Estamos disponibilizando diferentes instrumentos para transformar o conteúdo negociado em informação prática, permitindo que exportadores e importadores conheçam as regras, identifiquem oportunidades e se preparem para operar com as novas condições de acesso”, afirma Tatiana.
O Acordo Mercosul-EFTA foi concluído após 14 rodadas de negociação e assinado em 16 de setembro de 2025. A entrada em vigor ocorre de forma bilateral, à medida que os países concluam seus respectivos procedimentos de internalização.
Confira os links para painel e documentos do Mercosul-EFTA:
Manual de Desgravação Tarifária
Manual de Indicações Geográficas
Página com tudo sobre o Acordo
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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