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Agro

Açúcar enfrenta volatilidade: preços internacionais recuam e exportações brasileiras perdem fôlego

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O mercado internacional de açúcar encerrou a semana passada em movimento misto nas bolsas de Nova York e Londres. Apesar de alguns avanços pontuais, as perdas acumuladas superaram 2% em Nova York e 1% em Londres, pressionadas pela maior produção no Centro-Sul do Brasil e pelas expectativas de aumento das exportações da Índia, o segundo maior produtor mundial.

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de açúcar bruto outubro/25 subiu 8 pontos, para 15,46 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de julho/27 recuou 10 pontos, a 15,85 cents. Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco apresentou ganhos: o contrato de dezembro/25 avançou US$ 1,10, cotado a US$ 455,70 por tonelada, e o de março/26 subiu US$ 2,80, para US$ 448,90.

Início da semana com novas quedas

Apesar da leve recuperação no final da semana passada, o açúcar abriu esta segunda-feira (22) em baixa. Em Londres, o contrato de dezembro/25 caiu 0,35%, a US$ 454,10 por tonelada. Em Nova York, o outubro/25 recuou 0,19%, a 15,43 cents por libra-peso, enquanto o março/26 perdeu 0,50%, cotado a 16,06 cents, se aproximando dos menores níveis registrados desde 2021.

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A sequência de quedas reflete o cenário de volatilidade recente. Na semana anterior, o açúcar em NY chegou à mínima em 4,25 anos, e em Londres, ao menor patamar em quatro anos.

Produção no Brasil pressiona preços

Segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a produção do Centro-Sul avançou 18% na segunda quinzena de agosto, somando 3,87 milhões de toneladas. O mix açucareiro foi de 54,2%, mas, no acumulado da safra 2025/26, houve queda de 1,9%, totalizando 26,76 milhões de toneladas.

Esse aumento recente da oferta, aliado às projeções de maior disponibilidade global, tem contribuído para pressionar os preços nos mercados internacionais.

Exportações brasileiras registram queda em setembro

Nos portos, a movimentação segue intensa. A Williams Brasil informou que 85 navios aguardavam embarque na semana encerrada em 17 de setembro, com 3,28 milhões de toneladas programadas.

Por outro lado, os embarques efetivos mostram desempenho fraco. Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicam que, até o dia 17, o Brasil exportou 1,53 milhão de toneladas de açúcar em setembro, gerando receita de US$ 615,9 milhões. O preço médio caiu para US$ 402,10 por tonelada, recuo de 12,5% em relação a setembro de 2024.

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A média diária de exportações também diminuiu: US$ 61,6 milhões, o que representa queda de 27,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

Açúcar cristal registra leve alta no mercado interno

No Brasil, o mercado físico seguiu trajetória distinta. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos de açúcar cristal foi negociada a R$ 120,45, alta de 0,94% no fechamento da semana passada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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