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Agro

Preços do café recuam nas bolsas internacionais com atenção ao clima no Brasil

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Mercado realiza lucros após alta recente

Os preços do café registram queda moderada nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (18), em meio à realização de lucros após fortes altas nos últimos dias. O mercado também monitora as chuvas previstas nas principais regiões cafeeiras do Brasil, que podem influenciar a produção e o rendimento da safra.

Estoques baixos e clima irregular pressionam cotações

De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques de café estão baixos e a quebra da safra brasileira já foi confirmada. O clima irregular nas regiões produtoras aumenta a preocupação sobre o tamanho e o potencial da próxima safra. Além disso, a desorganização do comércio internacional, especialmente com a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras para os EUA, contribui para a volatilidade das cotações em Nova Iorque e Londres.

Quedas registradas em contratos de Arábica e Robusta

Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos apresentavam os seguintes movimentos:

  • Café Arábica:
    • Setembro/25: 388,55 cents/lbp, queda de 25 pontos;
    • Dezembro/25: 375,40 cents/lbp;
    • Março/26: 356,40 cents/lbp, baixa de 55 pontos.
  • Café Robusta:
    • Setembro/25: US$ 4.668/tonelada, baixa de US$ 331;
    • Novembro/25: US$ 4.429/tonelada, queda de US$ 21;
    • Janeiro/26: US$ 4.376/tonelada, desvalorização de US$ 14.
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O cenário aponta para fortes oscilações nos preços, com atenção redobrada ao clima e à dinâmica do comércio internacional, que continuam influenciando o mercado global de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Déficit de armazenagem de grãos no Brasil exige R$ 148 bilhões em investimentos e acende alerta logístico para safra 2025/26

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O Brasil precisará investir cerca de R$ 148 bilhões para zerar o déficit de armazenagem de grãos na safra 2025/26, segundo estimativa da Kepler Weber, referência na América Latina em soluções de pós-colheita. O gargalo estrutural ameaça a eficiência logística do agronegócio e amplia os custos ao longo de toda a cadeia produtiva.

De acordo com dados da consultoria Cogo Inteligência de Mercado, a produção brasileira deve alcançar 357 milhões de toneladas de grãos na temporada 2025/26. No entanto, a capacidade estática de armazenagem no país está estimada em apenas 223 milhões de toneladas, gerando um déficit expressivo de aproximadamente 135 milhões de toneladas.

Gargalo histórico impacta competitividade

O CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, destaca que o problema é estrutural e já se tornou um dos principais entraves do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o volume que o país não consegue armazenar se aproxima da produção total de grãos da Argentina, evidenciando a dimensão do desafio. Apesar da alta eficiência produtiva dentro das propriedades rurais, o déficit no pós-colheita reduz a competitividade e gera perdas financeiras relevantes.

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Crescimento da produção supera expansão da armazenagem

Outro ponto crítico é o descompasso entre o avanço da produção e a expansão da infraestrutura. Enquanto a capacidade estática cresce cerca de 2,4% ao ano, a produção de grãos avança em ritmo superior, na casa de 4,4% ao ano.

Esse cenário agrava o déficit ao longo do tempo, principalmente em regiões estratégicas como o Mato Grosso, maior produtor de grãos do país e que concentra o maior número de unidades armazenadoras.

Armazenagem nas fazendas ainda é limitada

O levantamento também aponta a baixa participação das estruturas dentro das propriedades rurais. Atualmente, apenas 16% da capacidade de armazenagem brasileira está localizada nas fazendas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em comparação, nos Estados Unidos esse percentual chega a cerca de 65%, o que garante maior autonomia ao produtor, melhora a gestão da comercialização e reduz a pressão sobre a logística.

Custos logísticos aumentam e pressionam o sistema

A falta de armazenagem adequada faz com que alternativas improvisadas sejam adotadas, como o uso de caminhões e estruturas temporárias. Na prática, isso transforma o transporte em extensão da armazenagem, elevando custos com frete, pressionando portos e comprometendo a eficiência operacional.

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Especialistas alertam que, sem um avanço consistente nos investimentos em infraestrutura de armazenagem — especialmente dentro das propriedades — o Brasil continuará enfrentando perdas, gargalos logísticos e redução de competitividade no mercado global de grãos.

Perspectiva para o setor

O cenário reforça a necessidade de políticas públicas, crédito direcionado e maior participação da iniciativa privada para ampliar a capacidade estática no país. A modernização do sistema de armazenagem é vista como etapa fundamental para sustentar o crescimento da produção agrícola brasileira nos próximos anos e garantir maior rentabilidade ao produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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