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Governo define produtos elegíveis para linha de crédito emergencial do Plano Brasil Soberano

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O Governo Federal divulgou nesta sexta-feira (12) a relação de produtos que terão acesso às linhas de crédito emergenciais do programa Brasil Soberano, criado para mitigar os impactos econômicos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

A medida foi publicada por meio da Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, de 11 de setembro de 2025, que estabelece critérios de elegibilidade e priorização do crédito. Ao todo, 9.777 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) foram contemplados.

Divisão em duas listas de produtos

A regulamentação divide os produtos em duas listas:

  • 9.075 códigos NCM: automaticamente considerados na apuração do faturamento com exportações aos EUA, conforme critérios da Portaria Conjunta MF/MDIC nº 17/2025.
  • 702 códigos NCM: exigem autodeclaração das empresas sobre o impacto efetivo das tarifas em suas vendas para os Estados Unidos.
Linhas de crédito e critérios de acesso

O programa prevê R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE), com prioridade para empresas que tenham registrado, entre julho de 2024 e junho de 2025, ao menos 5% do faturamento total proveniente das exportações impactadas.

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Além disso, o BNDES disponibilizará outros R$ 10 bilhões, com juros abaixo do mercado, destinados a empresas que exportam para os EUA com participação inferior a 5% do faturamento.

Para acessar os recursos, é necessário estar em situação regular na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Empresas em recuperação judicial, extrajudicial, falência ou liquidação não poderão participar, salvo em casos de plano de recuperação aprovado judicialmente.

Tipos de financiamento disponíveis

As condições e encargos das operações foram regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As linhas de crédito incluem:

  • Capital de giro;
  • Capital de giro para produção de bens afetados pelas tarifas;
  • Aquisição de bens de capital;
  • Investimentos em inovação, adaptação de processos e fortalecimento da cadeia produtiva.

Os prazos variam de 5 a 10 anos, com carência de 12 a 24 meses. O valor máximo de financiamento será de:

  • R$ 150 milhões para aquisição de bens de capital e investimentos;
  • R$ 200 milhões para capital de giro em grandes empresas;
  • R$ 35 milhões para micro, pequenas e médias empresas.
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Segundo o governo, a medida não impacta o resultado primário, já que os financiamentos são reembolsáveis e o risco dos empréstimos será assumido pelas instituições financeiras.

O que é o Plano Brasil Soberano

O Plano Brasil Soberano, lançado em 13 de agosto, foi a resposta do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de elevar em até 50% as tarifas de importação sobre produtos nacionais, anunciada em 30 de julho.

O programa busca proteger exportadores, preservar empregos e incentivar investimentos em setores estratégicos, assegurando a continuidade do desenvolvimento econômico. Ele é estruturado em três eixos principais:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo.

Tabela dos produtos afetados pelas tarifas adicionais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo sustenta alta e impulsiona reposição em MT; procura por prenhes e garrotes mantém mercado firme

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O mercado pecuário brasileiro inicia maio com movimento de firmeza na reposição em Mato Grosso, impulsionado pela valorização recente da arroba do boi gordo e pela estratégia dos pecuaristas de recompor rebanhos com maior eficiência produtiva.

Na última semana de abril, a demanda aquecida sustentou alta em diversas categorias, com destaque para a forte procura por fêmeas prenhas e garrotes Nelore, refletindo um momento de ajuste estratégico dentro da pecuária de corte.

Reposição firme com alta em várias categorias

No comparativo semanal, os preços avançaram para a maioria das categorias:

  • Boi magro: +0,8%
  • Garrote: +0,9%
  • Bezerro de ano: +1,0%
  • Bezerro desmamado: -1,3%

Entre as fêmeas:

  • Vaca magra: +0,8%
  • Novilha: +1,1%
  • Bezerra desmamada: +0,9%
  • Bezerra de ano: -0,1%

O destaque segue sendo a forte procura por animais que proporcionam maior previsibilidade produtiva e retorno mais rápido, como as fêmeas prenhes — que garantem reposição futura — e os garrotes, que apresentam ciclo mais curto até o abate.

Oferta enxuta sustenta preços

A disponibilidade limitada de boi magro tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Além disso, negócios envolvendo bezerros vêm sendo fechados acima da média de mercado, indicando competição entre compradores.

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Esse cenário reforça a firmeza do mercado, mesmo diante de ajustes pontuais em algumas categorias.

Boi gordo em alta melhora relação de troca

No mercado físico, o boi gordo segue valorizado neste início de maio, com frigoríficos ainda enfrentando escalas de abate mais curtas em algumas regiões e oferta controlada de animais terminados.

No comparativo mensal:

  • Arroba do boi gordo: +4,5%
  • Boi magro: -3,1%
  • Garrote: -3,0%
  • Bezerro de ano: -1,8%
  • Bezerro desmamado: -0,8%

Esse movimento resultou em melhora da relação de troca para recriadores e invernistas, ampliando o poder de compra desses agentes.

Atualmente, são necessárias:

  • 14,2 arrobas para adquirir um boi magro
  • 12,2 arrobas para um garrote
  • 10,6 arrobas para um bezerro de ano
  • 9,3 arrobas para um bezerro desmamado
Tendência de curto prazo

Apesar da firmeza predominante, a expectativa no curto prazo é de um mercado com leve pressão nas cotações, reflexo de ajustes pontuais na oferta e demanda. Ainda assim, o viés segue sustentado pela combinação de:

  • oferta restrita de animais
  • demanda consistente por reposição
  • valorização da arroba
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Estratégia do pecuarista ganha destaque

O atual cenário evidencia uma mudança de postura no campo, com produtores buscando reduzir riscos e encurtar ciclos produtivos, apostando em categorias mais eficientes e previsíveis.

Com o boi gordo firme e a reposição aquecida, o mercado pecuário brasileiro segue com fundamentos positivos, mantendo o setor atento às oportunidades de margem e à evolução da oferta ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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