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Bolsas europeias recuam à espera de decisão do Federal Reserve sobre juros

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As principais bolsas da Europa registraram queda nesta terça-feira (16), pressionadas por bancos e seguradoras, setores mais sensíveis ao movimento dos juros. O clima de cautela tomou conta dos investidores em função da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que terá sua decisão anunciada nesta quarta-feira (17).

O índice pan-europeu STOXX 600 recuava 0,13%, aos 555,42 pontos, refletindo a queda de cerca de 1% nos índices setoriais de bancos e de seguros.

Expectativas para corte de juros nos EUA

O Fed iniciou nesta terça-feira sua reunião de dois dias para definir os rumos da política monetária norte-americana. O mercado já precifica a possibilidade de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros, o que seria o primeiro movimento de flexibilização em 2025, após sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Alguns investidores, no entanto, cogitam a hipótese de um corte mais agressivo, de 50 pontos-base. Para analistas, essa possibilidade pode indicar preocupações mais sérias com a economia.

“Se o Fed fizer um corte de 50 bps, pode ser interpretado como um sinal de que a situação está mais frágil do que imaginamos. Isso pode significar desaceleração do mercado de trabalho ou algum dado econômico ainda não visível. O cenário é de volatilidade e mudanças rápidas”, avaliou Rebecca Chesworth, estrategista sênior de ações da State Street Investment Management.

Questões políticas aumentam pressão sobre o Fed

A decisão acontece em meio a dúvidas sobre a independência do banco central norte-americano diante de interferências políticas. O Senado dos Estados Unidos confirmou a indicação de Stephen Miran, nomeado pelo ex-presidente Donald Trump, para o Conselho de Governadores do Fed.

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Além disso, Lisa Cook também participará da reunião, após decisão de um tribunal de apelações que impediu a tentativa de Trump de retirá-la do cargo.

Desempenho das bolsas na Europa

Nos principais mercados europeus, os resultados foram mistos:

  • Londres (FTSE 100): queda de 0,08%, a 9.269 pontos
  • Frankfurt (DAX): baixa de 0,25%, a 23.689 pontos
  • Paris (CAC 40): leve alta de 0,03%, a 7.899 pontos
  • Milão (FTSE Mib): recuo de 0,15%, a 42.989 pontos
  • Madri (Ibex 35): queda de 0,50%, a 1.317 pontos
  • Lisboa (PSI 20): baixa de 0,10%, a 7.759 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma Tributária no Agro: por que 2026 marca a virada fiscal no agronegócio brasileiro

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A reforma tributária deixa de ser uma expectativa futura e passa a redesenhar, na prática, o ambiente de negócios do agronegócio brasileiro. Com a Emenda Constitucional nº 132/2023 e a regulamentação posterior, o setor entra em uma nova fase de maior controle fiscal, digitalização e exigência de formalização, com impactos diretos na operação de produtores, cooperativas e cadeias integradas.

Segundo análise do advogado Renato Ewerton de Melo, sócio da RDS Advogados Associados, 2026 será um ano de adaptação decisivo antes da plena implementação do novo modelo em 2027.

Novo sistema tributário avança e muda rotina das operações no campo

O novo modelo baseado na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) já inicia sua fase de transição, exigindo mudanças estruturais na forma como o agronegócio registra e comprova suas operações.

A partir de 1º de janeiro de 2026, os contribuintes passam a ser obrigados a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque individualizado dos novos tributos, além de avançar na eliminação da cumulatividade e no fortalecimento da rastreabilidade das operações.

Na prática, o modelo amplia a fiscalização digital e reduz espaços para informalidade, exigindo maior organização contábil e fiscal em toda a cadeia produtiva.

CNPJ passa a ser peça central na formalização do produtor rural

Um dos pontos mais sensíveis da nova fase é a exigência de inscrição no cadastro com identificação única via CNPJ antes do início das atividades, conforme o artigo 105 do Decreto nº 12.955/2026.

A medida acelera a transição de produtores que ainda operam como pessoa física para estruturas mais formalizadas, impactando diretamente o acesso a crédito, comercialização e integração com grandes compradores.

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Na prática, produtores que não se adequarem podem enfrentar dificuldades para permanecer em cadeias estruturadas, especialmente em relações com cooperativas, tradings e agroindústrias.

Nota fiscal eletrônica ganha protagonismo no controle e na rastreabilidade

O documento fiscal eletrônico passa a ter papel central no novo sistema, conforme o artigo 112 do Decreto nº 12.955/2026.

A nota eletrônica se torna instrumento essencial de controle, auditoria e rastreabilidade das operações, reforçando a integração entre produção, logística e comercialização.

Esse avanço aproxima o agronegócio de padrões já consolidados em setores industriais mais digitalizados, elevando o nível de exigência sobre pequenos e médios produtores.

CNA alerta para barreiras de mercado na cadeia de suprimentos

Em análises recentes, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil aponta que produtores que não avançarem na formalização podem enfrentar barreiras crescentes de acesso às cadeias de suprimento.

Segundo a entidade, mesmo quando não há imposição legal direta, exigências de conformidade e rastreabilidade tendem a se tornar critérios decisivos para compra e contratação no agronegócio.

2026 será ano de adaptação e testes do novo modelo fiscal

O ano de 2026 funciona como uma fase de transição, com caráter predominantemente informativo na apuração para contribuintes que estiverem em conformidade com as obrigações acessórias.

Nesse período, o foco recai sobre testes de sistemas, revisão de contratos e integração dos processos fiscais às rotinas operacionais do setor.

A partir de janeiro de 2027, o sistema entra em operação plena, com convivência entre modelos durante a fase final de transição.

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Bancos e tradings devem endurecer critérios de conformidade

A tendência é de aumento da exigência de regularidade fiscal por parte de tradings, agroindústrias e instituições financeiras, que devem incorporar a conformidade como critério central de relacionamento comercial.

A regularidade passa a ser determinante para acesso a crédito rural, emissão de CRA e participação em estruturas como Fiagro.

A Receita Federal do Brasil também reforça, em orientações recentes, o avanço para um modelo de fiscalização digital em tempo real, reduzindo tolerância a inconsistências cadastrais e operacionais.

Estrutura produtiva será redefinida pela formalização

Com o novo sistema, a validade dos documentos fiscais passa a depender diretamente da regularidade cadastral do emissor. Inscrições inapta ou suspensas podem comprometer a emissão de notas e impactar toda a cadeia de créditos tributários.

Na avaliação da RDS Advogados Associados, o movimento representa uma mudança estrutural no ambiente de negócios do agro, elevando o nível de profissionalização exigido para permanência no mercado.

Virada fiscal redefine competitividade no agronegócio

A reforma tributária não se limita à reestruturação de tributos, mas estabelece um novo padrão de funcionamento para o agronegócio brasileiro.

Produtores que se adequarem rapidamente ao modelo de formalização e gestão fiscal tendem a ganhar competitividade. Já aqueles que mantiverem estruturas informais podem enfrentar restrições crescentes de mercado a partir de 2027, quando o sistema entra em sua fase plena de operação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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