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Iniciativa brasileira RAIZ ganha visibilidade internacional em evento da FAO, em Roma

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Nesta terça-feira (9), a iniciativa brasileira para a COP30, RAIZ (Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation), criada para promover soluções viáveis voltadas à recuperação de áreas agrícolas degradadas foi apresentada no Forum of the Standing Committee on Finance 2025, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na Itália.

Liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o apoio dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Pesca e Aquicultura (MPA), e em parceria com a FAO, a RAIZ funcionará como um acelerador de financiamento, com o objetivo de identificar e conectar mecanismos de investimento, além de promover a cooperação e o compartilhamento de conhecimento entre os países.

A iniciativa, que será oficialmente lançada durante a COP 30, visa contribuir para a promoção da segurança alimentar e a mitigação das mudanças climáticas, ao promover a transformação de áreas improdutivas em terras agricultáveis. A proposta se baseia em soluções integradas que equilibram prioridades ambientais, sociais e econômicas, alinhando-se aos interesses e contextos específicos de cada país que aderir ao projeto.

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“É um verdadeiro mutirão global para acelerar investimentos na agropecuária sustentável e o Brasil está bem posicionado para lidera pelo exemplo por meio do Programa Caminho Verde Brasil, que busca recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas”, explica o diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa”, Bruno Brasil.

A comitiva brasileira presente no Fórum contou, ainda, com a embaixadora brasileira, Carla Barroso, a adida agrícola do Mapa em Roma, Fernanda Magalhães, o diplomata, Paulo Chiarelli, e o assessor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Luís Rangel.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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