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MPPR denuncia por diversos crimes um homem e uma mulher investigados por coagirem duas adolescentes a produzirem conteúdo pornográfico

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, denunciou um homem e uma mulher que são investigados por diversos crimes relacionados a exploração sexual de duas adolescentes. Os fatos ocorreram a partir de outubro de 2024 e as vítimas – irmãs por parte de mãe – tinham 15 e 13 anos de idade na época. Os denunciados são o pai de uma das meninas, de 63 anos, e a companheira dele, de 34 anos.

Áudio do promotor de Justiça Vinícius Ribeiro de Rezende

De acordo com as apurações, os crimes tiveram início quando os denunciados convidaram as adolescentes para um passeio. Quando estavam no carro, as meninas tiveram os rostos cobertos com um capuz, para que não vissem para onde estavam sendo levadas. Quando chegaram na residência dos denunciados, em Curitiba, foram coagidas a produzirem vídeos com conteúdo íntimo. A partir dessas primeiras filmagens, elas passaram a ser constantemente chantageadas pelos denunciados, que exigiam que continuassem a produzir conteúdos pornográficos, na residência delas, em Rio Branco do Sul: entre elas e com a participação de terceiros.

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Metas – Os agressores chegaram a estipular metas diárias de produções que deveriam ser feitas pelas vítimas, sob ameaça de divulgação do material para familiares e pessoas do convívio próximo. Também enviaram algumas imagens para a empregadora da mãe das vítimas e a ameaçaram matar o pai de uma das adolescentes e a avó materna das duas. As práticas criminosas prosseguiram até fevereiro de 2025, quando a mãe das vítimas denunciou os fatos à Polícia Civil do Paraná.

A denúncia já foi recebida pelo Juízo e os denunciados, que estão presos preventivamente, são réus pelos crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, produção, armazenamento e divulgação de conteúdo de pornografia infantojuvenil, ameaça, estupro de vulnerável e corrupção de menores. Terceiros que tiveram participação nas produções ilegais ainda não foram identificados. Os autos tramitam sob sigilo.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Carta de Curitiba completa 40 anos e reafirma protagonismo do MPPR na construção do Ministério Público brasileiro

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Na segunda matéria da série especial em comemoração de marcos históricos, o Ministério Público do Paraná celebra os 40 anos da Carta de Curitiba, documento que ajudou a definir o perfil do Ministério Público brasileiro na Constituição Federal de 1988. A primeira publicação foi  em homenagem aos 135 anos do MPPR. Os dados foram levantados pelo Memorial, setor responsável pela preservação, pesquisa e difusão da memória institucional. 

Carta de Curitiba completa 40 anos e reafirma protagonismo do MPPR na construção do Ministério Público brasileiro

Há 40 anos, o Ministério Público do Paraná liderava um dos mais importantes movimentos da história do MP brasileiro. Em 21 de junho de 1986, a instituição promoveu o encontro nacional que deu origem à Carta de Curitiba, documento que consolidou propostas de membros de todo o país que serviriam de base para o capítulo dedicado ao Ministério Público na Constituição Federal de 1988. 

A Carta de Curitiba contribuiu para a definição das atribuições que transformaram o Ministério Público em um dos pilares da democracia brasileira.

O documento surgiu durante o 1º Encontro Nacional de Procuradores-Gerais de Justiça e Presidentes das Associações do Ministério Público, sediado em Curitiba entre os dias 19 e 21 de junho de 1986. Produzido em um período de redemocratização do país, foi resultado de debates realizados em diversos fóruns, seminários e grupos de estudos, além de aproximadamente 5 mil contribuições encaminhadas por Promotores e Procuradores de Justiça de diversos estados.

De acordo com o Ex-Procurador-Geral de Justiça e decano da instituição, Milton Riquelme de Macedo, a iniciativa surgiu em um momento decisivo da história nacional. “Com a perspectiva concreta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte, integrantes do Ministério Público compreenderam a oportunidade de participar ativamente das discussões sobre o futuro do país e da própria instituição. Até então, as constituições brasileiras tratavam o Ministério Público de forma limitada, sem definir claramente seu papel na defesa da sociedade e da democracia”, recorda. Na época, Milton Riquelme, ao lado de outros colegas, ocupava a diretoria da Associação Paranaense do Ministério Público e acompanhou de perto todo o processo.

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Influência na Constituição de 1988

Registros do Memorial mostram que a Carta de Curitiba tornou-se referência para a atuação dos representantes do Ministério Público durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. A partir da aprovação do documento, membros do MPPR passaram a atuar intensamente nas articulações nacionais em defesa das propostas ali consolidadas, participando de reuniões, debates e negociações junto aos constituintes.

A Procuradora de Justiça Samia Saad Galotti Bonavides, Presidente do Conselho Curador do Memorial, recorda que o esforço coletivo contribuiu para a construção do capítulo da Constituição Federal dedicado ao Ministério Público, que conferiu à instituição um novo perfil e ampliou significativamente suas atribuições. “A Constituição de 1988 estabeleceu o Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, pontua.

Carta de Curitiba

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Conquistas

Entre as conquistas incorporadas ao texto constitucional, conforme ressalta o decano Milton Riquelme, estão a titularidade exclusiva da ação penal pública, o controle externo da atividade policial, a atuação na defesa dos direitos difusos e coletivos, a proteção dos povos indígenas, a fiscalização da probidade administrativa e a possibilidade de atuação em ações diretas de inconstitucionalidade.

Com essas atribuições, o Ministério Público passou a exercer papel central na consolidação da democracia brasileira, ampliando sua atuação para além da esfera criminal e assumindo funções essenciais à proteção dos direitos fundamentais e dos interesses da sociedade.

Por que Curitiba? 

Curitiba foi escolhida para sediar o encontro nacional em reconhecimento aos avanços obtidos pelo Ministério Público do Paraná nos anos anteriores, especialmente após a promulgação da Emenda Constitucional 16, de 1983, que antecipou, no âmbito estadual, princípios como autonomia institucional, independência funcional, garantias aos membros do Ministério Público e paridade com a Magistratura.

Legado preservado

O legado da Carta de Curitiba permanece vivo na história institucional do Ministério Público do Paraná. Em 2019, o MPPR adquiriu o edifício que sediou o encontro nacional de 1986. Atualmente denominado Edifício Carta de Curitiba, o imóvel abriga o Memorial do Ministério Público do Paraná e a Escola Superior do MPPR.

Além de preservar a memória de um dos momentos mais relevantes da história da instituição, o espaço simboliza a contribuição do Ministério Público do Paraná para a construção do modelo constitucional de Ministério Público adotado pelo Brasil.

 

Fonte: Ministério Público PR

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