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Agro

Importações de trigo atingem maior nível desde 2007, enquanto mercado interno segue lento no Sul do Brasil

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As importações brasileiras de trigo registraram forte avanço em 2025, alcançando o maior volume acumulado desde 2007, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea. Entre janeiro e agosto, o país importou 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em comparação ao mesmo período de 2024.

Em agosto, foram adquiridas 493,23 mil toneladas, número 20% inferior ao de julho e 9,5% menor frente ao registrado em agosto do ano passado. Apesar da retração mensal, o acumulado dos últimos 12 meses (setembro/24 a agosto/25) soma 6,77 milhões de toneladas, crescimento de 13,5% em relação ao ciclo anterior.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os preços internacionais mais atrativos têm estimulado moinhos brasileiros a ampliar as compras, sobretudo de países vizinhos como Argentina e Paraguai.

Safra gaúcha avança, mas clima preocupa produtores

No campo, as lavouras do Rio Grande do Sul seguem em bom desenvolvimento, mas os produtores monitoram o risco de doenças, especialmente a giberela, favorecida pela alta umidade registrada na última semana. Conforme a TF Agroeconômica, cerca de 70% das áreas estão em fase vegetativa, 20% em florescimento e 10% em enchimento de grãos. Além disso, há previsão de geadas moderadas entre sexta (12) e sábado (13), o que aumenta a cautela no manejo.

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Mercado interno opera em ritmo lento no Sul

No mercado físico, o trigo disponível no Rio Grande do Sul apresenta lentidão, reflexo da posição confortável dos moinhos e da baixa oferta do grão. As indicações de compra estão em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto as ofertas de venda giram em R$ 1.300,00, com retirada em setembro e pagamento em outubro.

No mercado futuro, negócios pontuais foram registrados para moinhos do Paraná, entre R$ 1.150,00 e R$ 1.160,00. Já no porto de Rio Grande, os preços de exportação para dezembro foram cotados a R$ 1.225,00, com possibilidade de fornecimento de trigo de ração com deságio de 20%. Em Panambi (RS), o preço da pedra recuou para R$ 69,00/saca.

Diferenciais regionais em SC e PR

Em Santa Catarina, o mercado de trigo diferido permanece parado, levando moinhos locais a buscar abastecimento no Rio Grande do Sul. Negócios foram relatados a R$ 1.300,00 FOB. Os preços pagos aos produtores catarinenses recuaram pela quinta semana consecutiva em algumas regiões, como Canoinhas (R$ 75,00/saca). Em Xanxerê, no entanto, houve leve recuperação de R$ 2,00, elevando o preço para R$ 77,00/saca.

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No Paraná, a colheita do trigo novo começa a ganhar ritmo e já influencia o mercado. As ofertas variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 FOB, mas a demanda segue restrita. Negócios foram reportados no Sudoeste a R$ 1.300,00 FOB e na região de Curitiba entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00 CIF moinhos.

O trigo importado também se mostra competitivo: o paraguaio está cotado a US$ 258 posto Ponta Grossa, enquanto o argentino varia entre US$ 270 e US$ 274 posto Antonina. De acordo com o Deral, os preços pagos aos produtores paranaenses subiram 2,16% na semana, alcançando média de R$ 74,63/saca — valor que cobre exatamente o custo de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações de madeira brasileira recuam 8% em 2026 com impacto de tarifas, dólar e custos logísticos

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As exportações brasileiras de madeira registraram retração no primeiro semestre de 2026, pressionadas pelo cenário internacional de custos elevados, oscilações cambiais e barreiras comerciais. Dados do setor apontam que os dez principais produtos acompanhados pela WoodFlow tiveram redução de 6% no volume embarcado e queda de 8% no valor exportado entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo informações do portal ComexStat, as vendas externas de produtos de madeira somaram US$ 855,2 milhões no acumulado do ano, contra US$ 929,5 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Apesar do desempenho negativo no semestre, o mercado apresentou sinais de estabilidade em junho, quando as exportações alcançaram US$ 154,4 milhões, praticamente em linha com os US$ 155 milhões movimentados em maio.

Setor madeireiro enfrenta desafios no mercado internacional

A redução das exportações brasileiras de madeira está relacionada principalmente ao aumento das incertezas no comércio global. Entre os fatores que influenciaram os resultados estão as políticas tarifárias dos Estados Unidos, a volatilidade do dólar e o avanço dos custos de produção e transporte internacional.

Para representantes do setor, esses elementos reduziram a competitividade dos produtos brasileiros diante de outros fornecedores globais.

Mesmo com as dificuldades, as empresas nacionais vêm ampliando estratégias para reduzir riscos, investindo em diversificação de produtos, mercados consumidores e maior eficiência operacional.

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Estados Unidos seguem como principal destino da madeira brasileira

O mercado norte-americano continua sendo um dos principais compradores da madeira brasileira. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 24,7% das exportações nacionais do segmento, mantendo posição estratégica para os produtores brasileiros.

A forte participação norte-americana, porém, também aumenta a exposição do setor às mudanças na política comercial do país.

Especialistas avaliam que a redução de barreiras tarifárias poderia contribuir para recuperar a competitividade dos exportadores brasileiros e melhorar as margens dos produtores.

Europa amplia exigências ambientais para produtos de madeira

Além dos Estados Unidos, a União Europeia permanece como um mercado relevante para a madeira brasileira, especialmente para produtos como compensados de pinus.

No entanto, os exportadores precisam se preparar para novas exigências ambientais. A entrada em vigor do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR) representa uma mudança importante nos critérios de acesso ao mercado europeu.

A legislação estabelece que produtos comercializados no bloco devem comprovar que não são provenientes de áreas associadas ao desmatamento após 2020.

Empresas que anteciparem processos de rastreabilidade, documentação e comprovação da origem da matéria-prima poderão conquistar vantagem competitiva diante das novas regras internacionais.

Rastreabilidade se torna diferencial para exportadores

A sustentabilidade passou a ser um dos principais critérios para compradores internacionais de produtos florestais.

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Além da qualidade e do preço, mercados consumidores exigem cada vez mais informações sobre a origem da madeira, práticas de manejo e conformidade ambiental.

Nesse cenário, produtores brasileiros que investirem em tecnologia, certificações e sistemas de controle terão melhores condições de atender às demandas globais.

Mercado interno ganha importância para o setor madeireiro

Após um primeiro semestre marcado por oscilações nas exportações e no câmbio, empresas do setor avaliam que a diversificação continuará sendo uma estratégia essencial para os próximos meses.

Além da busca por novos mercados internacionais, o desenvolvimento do consumo interno aparece como uma oportunidade para reduzir a dependência das vendas externas.

A expectativa é que o setor avance em soluções de maior valor agregado, ampliando a presença da madeira brasileira em diferentes segmentos da construção civil, indústria moveleira e cadeias sustentáveis.

Perspectivas para as exportações de madeira brasileira

Mesmo diante dos desafios globais, o Brasil mantém vantagens competitivas no mercado florestal, com disponibilidade de matéria-prima, capacidade produtiva e crescente adoção de práticas sustentáveis.

Para 2026, o desempenho das exportações dependerá principalmente da evolução das tarifas internacionais, comportamento do dólar, custos logísticos e adaptação às novas exigências ambientais.

A combinação entre diversificação comercial, inovação e rastreabilidade será determinante para fortalecer a participação da madeira brasileira no comércio mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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