Agro
Preços do suíno sobem no Brasil com demanda externa firme e oferta ajustada
Mercado físico apresenta equilíbrio e cautela da indústria
De acordo com o analista Allan Maia, o mercado físico do suíno voltou a operar de forma ajustada, com a indústria mantendo um tom cauteloso, mas ativo. A reposição e o consumo interno seguem no radar dos agentes, especialmente com a entrada de salários na economia, que pode aquecer a demanda na quinzena.
Apesar do bom momento do setor, Maia ressalta a concorrência da carne de frango, que segue com preços estáveis e competitivos devido à oferta confortável.
Exportações sustentam alta e pressionam oferta interna
O analista destaca que a exportação é um dos principais fatores que fortalecem o mercado, reduzindo a disponibilidade interna e contribuindo para a valorização dos preços. Além disso, a acomodação dos custos de nutrição favorece as margens dos produtores.
Preços do suíno vivo e cortes apresentam valorização
Levantamento semanal da Safras & Mercado apontou aumentos nos preços em diversas praças:
- Mercado de suíno vivo (Centro-Sul): +0,90%, passando de R$ 8,20 para R$ 8,28/kg
- Cortes de pernil no atacado: +0,51%, de R$ 14,12 para R$ 14,19/kg
- Carcaça suína: +1,17%, de R$ 13,38 para R$ 13,53/kg
- Arroba suína: São Paulo passou de R$ 175,00 para R$ 177,00.
Integração e mercado interno por estado:
- RS: integração estável em R$ 6,75/kg; interior R$ 8,65/kg
- SC: integração R$ 6,70/kg; interior subiu de R$ 8,65 para R$ 8,75/kg
- PR: mercado livre R$ 8,85/kg; integração R$ 6,90/kg
- MS: Campo Grande subiu de R$ 8,35 para R$ 8,45/kg; integração R$ 6,70/kg
- GO: preços avançaram de R$ 8,70 para R$ 8,90/kg
- MG: interior valorizou de R$ 9,10 para R$ 9,20/kg; mercado independente de R$ 9,30 para R$ 9,40/kg
- MT: Rondonópolis subiu de R$ 8,50 para R$ 8,55/kg; integração R$ 7,20/kg
Exportações de carne suína crescem em agosto
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 107,594 mil toneladas de carne suína “in natura” em agosto (21 dias úteis), com faturamento de US$ 277,583 milhões e preço médio de US$ 2,579,9/t.
Em comparação a agosto de 2024:
- Valor médio diário: +6,5%
- Quantidade média diária: +1,5%
- Preço médio: +4,9%
As exportações continuam sendo um dos pilares para a valorização dos preços no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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