Agro
YANMAR lança colheitadeira cabinada YH 880 na Expointer 2025 e reforça portfólio para agricultura familiar
A multinacional japonesa YANMAR apresenta novidades em máquinas agrícolas durante a Expointer 2025, feira que ocorre entre 30 de agosto e 7 de setembro, em Esteio (RS). Entre os destaques está a nova versão cabinada da colheitadeira YH 880, que chega ao mercado com melhorias em eficiência, conforto e segurança para o operador.
Expointer: momento estratégico para negócios agrícolas
A participação da YANMAR na Expointer é considerada estratégica, especialmente diante dos desafios atuais do setor. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) apontam que, em julho, a indústria registrou receita líquida de R$ 26,7 bilhões, alta de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024.
Apesar do crescimento, a indústria monitora possíveis impactos da desaceleração do comércio internacional, incluindo tarifas americanas, embora a YANMAR não exporte para os Estados Unidos.
Segundo Anderson Oliveira, gerente comercial da empresa:
“Julho foi expressivo para nós, com aumento de 26% nas vendas de tratores em comparação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando 10% de market share e consolidando a 5ª posição no mercado.”
O foco na agricultura familiar é um diferencial da marca. No Rio Grande do Sul, 80,5% dos estabelecimentos são familiares, respondendo por 25,3% da área cultivada, segundo o último Censo Agropecuário do IBGE (2017/2019).
YH 880 cabinada: inovação e eficiência no campo
A nova colheitadeira YH 880 cabinada traz recursos que aumentam a produtividade e o conforto do operador:
- Plataforma perfurada, que facilita a eliminação de impurezas e agiliza a limpeza do grão.
- Debulhador pronto para milho, ampliando a versatilidade para diferentes culturas.
- Radiador com tela autolimpante, reduzindo acúmulo de resíduos e manutenção.
Caixa redutora de rotação do rotor, que permite ajustar a velocidade conforme a cultura, preservando a qualidade do grão.
“A YH 880 cabinada inicia vendas na Expointer e marca uma mudança em nosso portfólio: todas as nossas colheitadeiras sairão de fábrica cabinadas. Isso reforça nosso compromisso com inovação e alto desempenho”, destaca Daniel Muratt, especialista em colheitadeiras da YANMAR.
Portfólio completo para o ciclo produtivo
No estande da YANMAR, os visitantes encontrarão soluções para todas as etapas do trabalho agrícola:
- Tratores de 24 a 105 cavalos de potência
- Implementos como encanteiradora
Máquinas de construção civil adaptadas ao campo, incluindo miniescavadeiras (1 a 10 toneladas), minipá carregadeira e rompedor hidráulico
Motores industriais e geradores para alimentação de drones pulverizadores
“Nosso portfólio diversificado reforça o compromisso em atender às necessidades do agricultor familiar, oferecendo soluções para todo o ciclo produtivo”, conclui Anderson Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades
A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.
Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.
O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.
São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.
No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.
A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.
Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.
A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.
Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.
O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.
A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.
Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.
A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.
A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.
O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.
Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.
Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.
Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.
Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.
Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.
A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.
Fonte: Pensar Agro
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