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Setor de cacau comemora fim de tarifas dos EUA, mas prevê retomada gradual das exportações

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A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) celebrou a decisão do governo dos Estados Unidos, publicada em 20 de novembro de 2025, que confirma a isenção das tarifas adicionais de 40% sobre os derivados de cacau do Brasil. A medida complementa o anúncio feito em 14 de novembro, quando produtos como manteiga, líquor e pó de cacau já haviam sido incluídos na lista de exceções à tarifa recíproca de 10% aplicada pelos norte-americanos.

Com a atualização, todos os derivados brasileiros passam a estar totalmente livres das cobranças impostas durante o chamado Liberation Day, restabelecendo as condições comerciais vigentes antes da imposição das tarifas extras.

Importância estratégica do mercado dos EUA para o cacau brasileiro

Os Estados Unidos têm papel central no comércio exterior do setor de processamento de cacau no Brasil. O país norte-americano figura entre os principais destinos das exportações brasileiras de derivados — especialmente manteiga, líquor e pó —, produtos de alto valor agregado e fundamentais para a indústria global de chocolates e alimentos.

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Esse relacionamento comercial é essencial para a viabilidade das operações industriais no Brasil, garantindo o uso contínuo da capacidade instalada e a manutenção de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva do cacau.

Recuperação das exportações será lenta e gradual

Apesar da notícia positiva, a AIPC alerta que os efeitos econômicos da isenção não serão imediatos. Desde o anúncio inicial das tarifas, diversos contratos de exportação foram suspensos ou cancelados por importadores dos Estados Unidos, que buscaram segurança regulatória antes de retomar as negociações.

Segundo a associação, a normalização das vendas externas deve ocorrer gradualmente, à medida que contratos sejam renegociados, estoques reorganizados e a previsibilidade de mercado seja restabelecida. Assim, o impacto total da medida deverá ser percebido apenas nas próximas semanas e meses.

Atuação diplomática foi decisiva na negociação

A AIPC destacou ainda o trabalho conjunto do governo brasileiro — especialmente dos Ministérios das Relações Exteriores, da Fazenda e da Agricultura —, que atuaram de forma técnica e coordenada para demonstrar a importância da cadeia produtiva de cacau e do comércio bilateral com os Estados Unidos.

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De acordo com a associação, o resultado reforça o papel do diálogo diplomático e da articulação institucional para garantir a competitividade do setor brasileiro no mercado internacional.

Perspectivas para o setor de processamento de cacau

A entidade afirmou que seguirá acompanhando a implementação da nova diretriz e que a decisão representa um sinal de confiança internacional no setor. A AIPC acredita que a medida abre caminho para a recuperação gradual das exportações aos níveis anteriores às tarifas, embora reconheça que o processo de recomposição comercial exigirá tempo e planejamento.

A associação reforçou o compromisso de continuar atuando para que essa transição ocorra de forma segura, sustentável e benéfica para toda a cadeia do cacau no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

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CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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