Paraná
Paraná x Japão: exame evidencia qualidade do ensino de programação no Estado
O desempenho dos estudantes da rede de ensino do Paraná é destaque para além das fronteiras. Nesta semana foram divulgados os resultados do Test Of Fundamental Academic Skills (TOFAS), um exame global de proficiência acadêmica viabilizado pelo grupo SPRIX, do Japão, que foi realizado no mês de novembro com 699 alunos da rede de ensino. O teste avalia o desempenho de estudantes do ensino médio e fundamental nas áreas de cálculo e programação.
Os alunos paranaenses apresentaram níveis de proficiência semelhantes ou até superiores aos seus pares japoneses nas referidas disciplinas, de acordo com o relatório do estudo. No Japão os estudantes têm aulas de programação desde a Educação Infantil.
Ao todo, foram avaliados concomitantemente 699 alunos paranaenses e 17 mil alunos japoneses. Dividido por idade e grau de escolaridade, o teste foi aplicado para alunos de três níveis: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Da primeira etapa, voltada aos estudantes do Ensino Fundamental I (entre 6 e 11 anos), participaram 15 estudantes do Paraná contra 11 mil japoneses da mesma faixa etária. Nos resultados finais, os estudantes do Estado acertaram 62% das questões, enquanto os pares do Japão, 51%.
Outros 446 estudantes paranaenses do Ensino Fundamental II (entre 12 e 14 anos) alcançaram um número próximo de acertos em relação aos 528 alunos japoneses de mesma idade. Enquanto os estudantes japoneses lograram acerto de 69% no teste, os alunos paranaenses responderam 68% das questões corretamente. A disputa foi igualmente acirrada entre os alunos do Ensino Médio (entre 15 e 17 anos). Desta vez, os alunos japoneses acertaram 66% das questões e os paranaenses, 65%.
O exame teve como objetivo dimensionar os níveis de aprendizagem, fornecendo aos professores e pedagogos, subsídios para analisarem o progresso individual e coletivo dos estudantes. “A conquista ganha ainda mais destaque quando se considera que o ensino de programação no Estado começou há dois anos, demonstrando o potencial e a rapidez de adaptação dos alunos”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
Com a abordagem de disciplinas fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e prático dos estudantes, o teste TOFAS aborda desde cálculo de expressões até sistemas de equações, conhecimentos que não apenas fortalecem habilidades matemáticas, mas também promovem o raciocínio lógico e a resolução de problemas complexos. Da mesma forma, a inclusão da programação como componente avaliativo do exame, serviu como termômetro do desempenho dos alunos nas áreas de Linguagem Visual e Java Script (linguagem de programação).
“Aprender programação não apenas abre portas para futuras carreiras em tecnologia, mas também desenvolve habilidades essenciais, como pensamento computacional, resolução de problemas e criatividade”, complementa Roni. “O desempenho exemplar dos alunos paranaenses no teste TOFAS é um testemunho desse compromisso com a excelência e a inovação educacional”.
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TOFAS – Ferramenta de tecnologia japonesa, o Test Of Fundamental Academic Skills (TOFAS) foi desenvolvido pela empresa SPRIX. Fundada em Tóquio, em 1997, a empresa é voltada ao desenvolvimento de tecnologias para aprendizagem. Apoiada pelo Laboratório SPRIX FAS, o TOFAS é o primeiro teste online global desenvolvido para medir habilidades acadêmicas fundamentais ou FAS (Fundamental Academic Skills).
Por meio de testes on-line, a plataforma possibilita a análise detalhada do desempenho estudantil e fornece a professores e pedagogos, subsídios de avaliação e análise sobre os possíveis pontos de atenção possibilitando-os a ajustarem suas abordagens de ensino, direcionando maior concentração para as disciplinas que demandam maior suporte, garantindo uma educação mais eficaz e personalizada. Ao todo, a plataforma atende mais de 3 milhões de usuários de 44 países, funcionando como ferramenta de colaboração direta do aprendizado multinível.
PROGRAMAÇÃO NO PARANÁ – Inserido no currículo escolar da rede de ensino do Paraná desde 2021 o componente curricular de Programação visa a formação de estudantes na área de tecnologia e inovação para o desenvolvimento de projetos significativos à comunidade, oportunizando o protagonismo do estudante na aplicação de estratégias para resolução de problemas, nas suas práticas escolares e vivências pessoais.
O objetivo é capacitar jovens em tecnologia, sobretudo em conteúdos de programação, por meio do recurso Alura, contemplando o Pensamento Computacional, a Cultura e o Letramento Digital dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio, que estão cada vez mais conectados e imersos em tecnologias digitais. No ano passado a Seed-PR adquiriu mais de 120 mil equipamentos de informática, investindo em computadores, tablets e chromebooks, que foram distribuídos para todas as escolas estaduais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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