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Merenda escolar tem aprovação superior a 84% entre os estudantes e pais no Paraná

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A qualidade da merenda escolar ofertada em toda a rede estadual é amplamente aprovada por pais e alunos. A pesquisa de satisfação feita pelo Instituto Paraná Pesquisas aponta que 89,5% dos alunos do ensino fundamental, 84,4% dos estudantes do médio e 89% dos pais e responsáveis aprovam a alimentação oferecida nas 2,2 mil escolas. A sondagem também aponta que mais de 90% dos pais e alunos estão satisfeitos com a rede estadual.

A merenda envolve três refeições por turno no Paraná, uma mudança implementada a partir do programa Mais Merenda, em 2022. As escolas servem desde então um lanche na entrada e outro na saída de cada turno, além das refeições já oferecidas. Considerando os 200 dias letivos, foram ofertados, apenas em 2023, 154 milhões de lanches. Essa expansão foi bem recebida por 53,7% dos pais, que relatam na pesquisa uma melhora no atendimento.

Em 2023, a rede estadual adquiriu mais de 30 mil toneladas de produtos – quase o dobro de 2021 (17,5 mil). Somente em carnes (bovina, suína, aves e peixes) o salto foi de 1,4 mil kg para 9 mil kg no mesmo período, quase sete vezes mais. A proteína está presente nos cardápios das escolas três dias da semana, com opções variadas: carne bovina, peixe, frango e cortes de carne de porco.

Uma boa parte da merenda é abastecida pela agricultura familiar: são 11 mil toneladas de todos os produtos, entre ovos, frutas, verduras, hortaliças. A utilização de orgânicos também ganha corpo todos os anos.

O controle de qualidade é feito pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), que mantêm uma sólida parceria para a análise técnica dos gêneros alimentícios adquiridos. O contrato prevê a inspeção das embalagens e a realização de ensaios laboratoriais. São analisados desde alimentos perecíveis, como carnes e ovos, a não perecíveis como arroz, feijão, macarrão, bolachas e sucos. Alguns produtos adquiridos da agricultura familiar, como iogurte, sucos, ovos, também passam pela avaliação.

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“O governo estadual garante saúde para os estudantes, com três refeições por turno escolar, o que também incentiva o desenvolvimento social e sustentável de mais de 20 mil famílias de agricultores no Paraná”, afirma o secretário estadual de Educação, Roni Miranda. 

O Paraná é um dos estados que mais investe em merenda da rede estadual. “Temos que atuar para que a merenda passe por um rigoroso controle de qualidade no momento da aquisição, no armazenamento e na distribuição para levar mais e mais saúde aos estudantes. Bem alimentados eles têm mais condições de aprendizado”, complementa Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente do Fundepar, responsável por todo o processo de aquisição e distribuição dos alimentos nas escolas.

A nutricionista responsável técnica do Estado, Andrea Bruginski, lembra que a merenda escolar faz parte da segurança alimentar de crianças e adolescentes. Para auxiliar no preparo da merenda, a equipe de nutricionistas do Fundepar envia periodicamente sugestões de cardápios e fichas técnicas das carnes para as escolas, para que os produtos sejam servidos conforme o planejamento.

“O programa de alimentação escolar é o maior de segurança alimentar do Estado. Disponibilizar alimentação saudável e adequada aos alunos significa garantir alimentação a 9,7% da população. Ela supre, no mínimo, 30% da necessidade nutricional de nossos alunos. São ofertados, a cada refeição, alimentos saudáveis. São muitas frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, carne, pães, leite. Comida de verdade”, completa.

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A estudante Isadora de Faria Achlagenhaufer, de 15 anos, que está no segundo ano do Ensino Médio do Colégio Cívico-Militar Manoel A. Guimarães, em Curitiba, adora as refeições. “Sabe quando a gente fala que comida feita com amor é muito mais saborosa? A gente sente isso. De manhã, quando chego na escola, já é servida uma refeição e tem um café com leite que eu adoro. Depois tem macarrão com carne, feijoada, saladas, batata-doce, sopa de feijão, arroz com farofa de ovo, arroz com feijão e linguiça. Todo mundo ama”, afirma.

A “tia da escola” é a merendeira Inês de Vasconcelos, servidora pública há 31 anos. Ela destaca o carinho com que prepara as refeições dos estudantes. “Sempre procuro saber o que eles mais gostam de comer. Arroz e feijão, salada, carne, macarrão. E eles amam macarrão e polenta com molho. No café da manhã eles gostam muito de café com leite, achocolatado, bolachinha salgada, pão. Eu procuro fazer tudo bem gostoso e com muito carinho”, conta. 

Essa metodologia paranaense ainda foi destaca pelo Ministério da Educação na semana passada. Em série de lançamentos estaduais do programa Pé-de-Meia, o ministro da Educação, Camilo Santana, passou no Paraná e elogiou o modelo estadual. “O Paraná tem uma experiência importante porque sabe a importância da alimentação escolar. Isso mexe com a autoestima do aluno, com a qualidade da aprendizagem”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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