Paraná
Pescador de Antonina financia barco com apoio do Estado e amplia possibilidades no Litoral
João Carlos da Costa, de Antonina, no Litoral do Paraná, é pescador há mais de 40 anos. Ele mantém sua família com a pesca de camarão e peixes, gera emprego para outras famílias do município e virou personagem de uma novidade aguardada há vários anos: é o primeiro beneficiado com financiamento federal para a compra de uma nova embarcação na última década.
Ele utiliza dois barcos, mas as embarcações são pequenas e para expandir os negócios com as peixarias e restaurantes precisava de um novo investimento. Com o apoio dos extensionistas do Instituto de Desenvolvimento do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), o pescador conseguiu comprar um novo barco, maior e mais moderno, por meio de um financiamento do Pronaf Mais Alimentos. Ele deu mais autonomia a João Carlos para passar o dia em alto mar.
O barco adquirido pelo pescador tem 8,90 metros de comprimento, 3,6 metros de largura e é equipado com câmara fria que consegue armazenar até cinco toneladas de frutos do mar. Atualmente, com os dois pequenos barcos, um para a pesca de camarão e outro para peixes, João Carlos fica em alto mar, no máximo, três dias. Logo em seguida os alimentos ficam armazenado em freezers em sua casa. Agora, ele poderá pescar por até dez dias, sem o risco de perder a carga. O barco teve um custo total de R$ 150 mil, dos quais R$ 130 mil foram financiados, em dez anos, com doze meses de carência.
“Esse barco vai favorecer não só a mim, mas bastante gente que trabalha comigo. Só tenho que agradecer ao pessoal do IDR-Paraná que me ajudou a conseguir o financiamento”, disse João Carlos. Ele explicou que três pessoas vão trabalhar na embarcação: ele e mais dois funcionários. Além disso, cerca de dez mulheres, que ficam em terra, vão fazer a limpeza e corte dos pescados para a venda. “Cada peixe tem um tipo de corte, tem as mulheres que tiram a espinha e outras que fazem os filés. Agora vamos ter mais peixe e mais trabalho”, ressaltou.
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Justino Alves de Oliveira, extensionista do IDR-Paraná que acompanhou a proposta de financiamento de João Carlos, afirmou que grande parte dos pescadores ainda tem dificuldade em conseguir recursos nas linhas oficiais de crédito porque não conseguem apresentar a documentação exigida. Segundo ele, frequentemente os trabalhadores da pesca não costumam guardar recibos ou comprovantes de quanto recebem com a comercialização. “Sem poder comprovar renda, fica difícil conseguir financiamento”, observou o extensionista.
Ele também explica que há casos de famílias cuja renda é complementada com alguma atividade fora da pesca, o que dificulta a adequação ao perfil exigido pelo Pronaf. As operações de crédito rural contratadas no âmbito do Pronaf possibilitam aos agricultores familiares financiarem a aquisição de insumos, sementes, e realizarem o custeio de suas atividades, focando no cultivo de milho, produção de arroz, feijão, olerícolas, custeio de produtos da sociobiodiversidade, bovinocultura de leite, avicultura de postura, aquicultura e pesca, extrativismo ecologicamente sustentável, investimento em moradias rurais, viveiro de mudas, turismo rural e artesanato.
No caso de João Carlos, o acesso ao programa ficou mais fácil porque ele mantinha todas as notas de despesas e recibos de vendas. “Quem cuida desses documentos é a Eneli, minha esposa. Ela organiza tudo. Eu só pesco”, brincou. “E vou pagar o financiamento direitinho para continuar tendo crédito”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Vacinação contra gripe nos grupos prioritários do Paraná está acima da média nacional
O Paraná aplicou 1.783.418 doses da vacina contra a Influenza até o dia 25 de maio. A campanha nacional de imunização para os grupos prioritários se encerra nesta semana, no dia 30 de maio, e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação para prevenção de casos graves da doença.
Os idosos acima de 60 anos lideram a procura pelos imunizantes, registrando mais de 925 mil aplicações. As crianças de seis meses a menores de seis anos receberam 207 mil doses no período. A cobertura vacinal dos grupos prioritários no Estado atingiu 39,97%, índice superior à média nacional, que está em 36,24%.
O secretário da Saúde, César Neves, diz que a população deve procurar as unidades de saúde nos próximos dias para garantir a proteção contra o vírus e reforça que as equipes estão mobilizadas para atender os paranaenses e ampliar a barreira imunológica antes da chegada do inverno.
“Queremos chamar a atenção dos paranaenses para vacinarmos e fecharmos essa campanha com todas as doses disponíveis utilizadas. A vacina é segura e representa a principal estratégia para evitar casos graves e internamentos decorrentes das complicações da gripe”, afirmou o secretário.
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Com vacina contra o VSR para gestantes, Paraná tem queda de 83% de internamentos de bebês
GRUPOS PRIORITÁRIOS – Segundo dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, Conselheiro Mairinck registra a maior taxa de cobertura vacinal de idosos do Paraná, alcançando 82,43% do público-alvo do imunizado. Iguatu aparece na sequência com 73,36%, seguido por Guapirama com 71,64% e Uniflor com 71,04%. O ranking das dez cidades com melhor desempenho inclui ainda Santo Antônio do Paraíso (67,65%), Virmond (66,58%), Jardim Olinda (66,39%), Coronel Domingos Soares (64,50%), Lunardelli (63,93%) e Salgado Filho (62,63%).
Na outra ponta do levantamento, Diamante do Norte apresenta o menor índice de adesão de idosos à campanha, com apenas 3,76% de cobertura. Mauá da Serra contabiliza 4,58% e Inácio Martins tem 5,73%. A lista de municípios com menor adesão dos grupos prioritários engloba também Alto Paraíso (6,05%), Saudade do Iguaçu (17,68%), Quatro Pontes (21,84%), Primeiro de Maio (22,98%), Santa Amélia (23,90%), Catanduvas (27,91%) e Sertanópolis (27,92%).
Em crianças entre seis meses a menores de seis anos, as cidades com maior índice de cobertura vacinal são Porto Rico (86,75%), Esperança Nova (78,95%), Iguatu (75,76%), Paranapoema (74,31%) e Corumbataí do Sul (71,71%). Entre as menores estão Mauá da Serra (3,47%), Diamante do Norte (3,57%), Alto Paraíso (4,43%), Inácio Martins (5,75%) e Primeiro de Maio (9,83%).
Os municípios de Godoy Moreira, Iguatu, Nova América da Colina, Pitangueiras, Pinhal de São Bento, Diamante do Sul, Alto Paraíso, Cafeara, Cruzeiro do Iguaçu, Esperança Nova, Uniflor, Mariluz, São Jorge do Ivaí, Lupionópolis e Jundiaí do Sul já vacinaram todas as suas gestantes. Itaipulândia, Leópolis, Rancho Alegre, Porto Vitória, Cerro Azul, Boa Ventura de São Roque, Japira, Lunardelli, Ourizona e Ventania já possuem cobertura vacinal acima de 90%.
Curitiba teve adesão de 38,15% das gestantes. Os municípios com menor cobertura vacinal para esse grupo são Diamante do Norte (8,7%), Inácio Martins (12%) e Mauá da Serra (12,36%).
NÚMEROS ABSOLUTOS – O volume total de doses aplicadas reflete o porte populacional das maiores cidades paranaenses. Curitiba lidera os números absolutos com 195.051 vacinas aplicadas. Londrina aplicou 66.080 doses e Maringá imunizou 47.761 pessoas. Cascavel contabiliza 33.483 aplicações, enquanto Ponta Grossa soma 29.608 doses.
O grupo dos dez municípios com maior quantitativo de vacinas aplicadas conta também com São José dos Pinhais (26.880 doses), Foz do Iguaçu (23.263 doses), Colombo (19.887 doses), Guarapuava (18.162 doses) e Araucária (14.188 doses).
CAMPANHA E GRUPOS PRIORITÁRIOS – No Estado, a população-alvo da vacinação soma 4.815.445 pessoas, sendo elas crianças de seis meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais, gestantes, profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, e militares das Forças Armadas.
Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.
Até o momento, o Paraná recebeu 2,8 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde, distribuídas aos municípios conforme a necessidade de cada região, garantindo o abastecimento da rede pública. Ainda não há definição sobre o número total de doses que o Estado deverá receber durante toda a campanha.
Fonte: Governo PR
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