Paraná
Tribunal do Júri de Umuarama condena a 86 anos de prisão homem denunciado pelo MPPR pela morte a facadas da esposa, do sogro e da sogra
O Tribunal do Júri de Umuarama, no Noroeste do estado, condenou a 86 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por um triplo homicídio qualificado ocorrido em 2021. Ele matou a facadas a esposa, o sogro e a sogra no Dia dos Pais daquele ano – 8 de agosto.
De acordo com as investigações do caso, que embasaram a denúncia criminal, na data do ocorrido, o autor teria ido até a residência das vítimas e, valendo-se da relação familiar que mantinham e sob o pretexto da data comemorativa do Dia dos Pais, foi ao encontro de cada um e desferiu os golpes de faca, causando suas mortes. O motivo seria recente desentendimento comercial e familiar.
Após as mortes, o denunciado (agora condenado) teria deixado a casa das vítimas e se dirigido até a sua, retornando posteriormente ao local do crime para recolher os telefones celulares das vítimas e descartá-los em um bueiro da cidade, na tentativa de encobrir qualquer indício que o ligasse aos fatos. O crime somente foi descoberto no dia seguinte, quando uma funcionária da residência chegou para trabalhar e encontrou os corpos, acionando em seguida a equipe policial, que prendeu o autor em flagrante.
No julgamento, que teve início na última quinta-feira, 29 de fevereiro, e foi concluído na manhã deste domingo, 3 de março, o Conselho de Sentença acolheu as teses sustentadas em denúncia pela 7ª Promotoria de Justiça de Umuarama, que apontou como qualificadoras o motivo fútil, o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e o feminicídio (no caso das mortes da esposa e da sogra).
Processo: 0009061-92.2021.8.16.0173
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR denuncia vereadora de Londrina e sua irmã por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos e privados de entidade de proteção animal
O Ministério Público do Paraná denunciou pelos crimes de peculato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro uma vereadora e sua irmã, investigadas por desvio de recursos da Associação Defensora dos Animais de Londrina (ADA Londrina), entidade privada sem fins lucrativos que, a partir de atuação do MPPR, passou por intervenção judicial. Apurações da 26ª Promotoria de Justiça de Londrina, que assina a denúncia, apontam que os desvios teriam alcançado o montante de R$ 1.617.629,13, somados recursos públicos (recebidos pela entidade a partir da destinação de valores do Programa Nota Paraná) e doações de particulares.
De acordo com as investigações, para a prática dos crimes, foram realizados pelas investigadas 864 saques fracionados em espécie da conta de uma terceira irmã das denunciadas, residente no exterior. O objetivo seria ocultar o rastro do dinheiro. Os valores teriam sido utilizados pela agente pública e por familiares dela para o custeio de despesas pessoais, como planos de saúde e compras em aplicativos e restaurantes. No esquema ilícito, a vereadora, na posição de então presidente e administradora da entidade, atuaria na centralização da gestão financeira da Associação e teria se apropriado diretamente dos valores para quitar contas pessoais. A irmã denunciada atuaria em conluio, exercendo cargos de fachada e omitindo-se das funções para permitir os desvios em seu próprio proveito.
A entidade, que chegou a abrigar cerca de mil animais domésticos, entre cães e gatos, além de animais de produção, é atualmente gerida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU-Londrina), a partir de pedido de intervenção feito pelo MPPR.
Além da condenação das denunciadas pela prática dos crimes a elas imputados, o Ministério Público requer a fixação de indenização no valor mínimo de R$ 1.617.629,13, com juros e correção monetária, a título de reparação da entidade lesada.
Maus-tratos – A vereadora também já foi denunciada pela 20ª Promotoria de Justiça de Londrina pelos crimes de maus-tratos a animais, poluição por lançamento irregular de resíduos sólidos (carcaças de animais) e tráfico de drogas (manutenção em depósito de substâncias entorpecentes e psicotrópicas sem indicação de uso). Esses ilícitos teriam ocorrido entre 24 de janeiro de 2019 e 13 de maio de 2025.
Coletiva de Imprensa – Para prestar mais informações sobre o oferecimento da denúncia, será feito atendimento à imprensa a partir das 10h30 desta terça-feira, 23 de junho, na sede da Promotoria de Justiça (Rua Capitão Pedro Rufino, 605. 1º andar).
Processo: 0024270-54.2025.8.16.0014
Matérias anteriores:
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Paraná6 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Agro7 dias agoBrasil amplia promoção do agronegócio durante a África Food Show 2026
-
Política Nacional7 dias agoProjeto do governo destina R$ 24 milhões para despesas administrativas de agências reguladoras
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
-
Esportes5 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Agro6 dias agoPreço da maçã segue em queda no Brasil com estoques elevados e mercado saturado
-
Educação7 dias agoPublicação debate intersetorialidade na educação integral
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova dispensa de licitação para SUS comprar hemoderivados de empresa pública
