Paraná
Ministério Público do Paraná e Município de Ponta Grossa firmam acordo para reparação ambiental por construções às margens da Represa Alagados
O Ministério Público do Paraná e o Município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, celebraram acordo judicial com vistas a solucionar questões relacionadas a edificações construídas às margens da Represa Alagados. O acordo, firmado no âmbito de ações civis públicas que tramitam há anos na comarca, estabelece diversas obrigações à Administração Municipal para compensação ambiental decorrente dos danos causados na área com as construções.
Obrigações – Entre outras providências, o acordo, homologado pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, estabelece que o Município fiscalize a situação sanitária dos imóveis do local e impeça novas construções. Além disso, o Município deverá implantar uma grande área de proteção ambiental (APA) na região da Bacia do Arroio de Olarias, conforme Estudo para Criação de Mosaico de Unidades de Conservação desenvolvido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e construir um parque linear que deverá contar com base da Guarda Municipal, estacionamento, lagos, banheiros públicos, quadras de esporte e espaços para atividades de recreação e lazer, com ciclovias e pistas de caminhada. Outra obrigação assumida pela Administração é a elevação do índice de arborização urbana na cidade, de modo que sejam atingidos percentuais compatíveis com os de localidades semelhantes.
Reparação – Inicialmente, as ações ajuizadas buscavam a demolição das residências construídas às margens da represa. O acordo recentemente firmado, entretanto, levou em consideração a situação consolidada há mais de 50 anos, em que o ecossistema local está estabilizado, e a fauna e flora já adaptadas ao ambiente. Além disso, avaliou-se que a demolição das casas e a retirada dos entulhos das margens da Represa poderia acarretar danos ambientais adicionais à área de preservação permanente. No curso da ação civil pública, que seguirá seu trâmite, os proprietários de edificações existentes na área de preservação permanente da Represa Alagados poderão também celebrar acordos com o Ministério Público de modo a sanar eventuais irregularidades ainda existentes, devendo, para tanto, se inteirar das condições já estabelecidas nos autos do processo.
Outras áreas – Na avaliação da 6ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, que assinou o acordo com o Executivo Municipal pelo MPPR, as obrigações fixadas no acordo, após cumpridas pelo Município, representarão um importante ganho ambiental para a cidade e deverão corrigir falhas de atuação de órgãos públicos incumbidos de proteger o meio ambiente. Isso porque o documento contempla atuação do Município em relação a outras áreas de preservação permanente (APP) da cidade onde também existem ocupações irregulares. Ficou estabelecido que a Prefeitura deverá juntar aos autos do processo levantamentos e relatórios para apurar a situação atual de cada uma dessas áreas, a fim de que eventualmente sejam também encontradas e adotadas soluções consensuais que estejam de acordo com a legislação ambiental e que atendam o interesse público.
Acordo judicial firmado no âmbito da ação civil número 0006265-37.2023.8.16.0019
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Reforço histórico: Estado nomeia mais 168 profissionais para a Polícia Científica
O Governo do Estado oficializou nesta semana a nomeação de 168 novos profissionais para a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), conforme os Decretos n.º e . É o mesmo número em apenas uma convocação, feita em setembro de 2025, mantendo o maior nível de recomposição do efetivo já registrado na instituição.
A iniciativa reforça o compromisso estadual com a segurança pública e com a modernização dos serviços periciais. Serão 99 peritos e 69 técnicos de perícia.
“A nova nomeação reforça o papel estratégico da Polícia Científica dentro da segurança pública do Paraná. Pelo segundo ano consecutivo, o Estado mantém o maior nível de incorporação de servidores da história da instituição, consolidando um movimento contínuo de fortalecimento da perícia oficial. Nos últimos anos, houve a ampliação das unidades em todas as regiões do Estado e, agora, esse avanço tem continuidade com o reforço no efetivo, ampliando a capacidade de resposta e o atendimento à população”, afirma o secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson.
Os novos profissionais serão distribuídos estrategicamente para atender às demandas das diferentes regiões do Estado. Com a nova nomeação, a instituição ultrapassa a marca de mil servidores em atividade, ampliando significativamente sua capacidade de atendimento e investigação técnico-científica em todo o Paraná. Em 2019, o número total de servidores era inferior a 300.
“Esse reforço no efetivo representa mais um avanço no trabalho que já vem sendo realizado. A Polícia Científica tem um papel central na produção da prova técnica, que sustenta investigações e decisões da Justiça. Com mais servidores, avançamos na capacidade de atendimento, reduzimos prazos e fortalecemos a presença da perícia em todo o Estado, com impacto direto na eficiência do sistema de segurança pública”, destaca o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
O reforço no efetivo permitirá maior agilidade na produção de laudos e no atendimento de ocorrências, beneficiando diretamente a população.
O curso de formação será dividido em duas etapas, com início no mês de junho para os peritos e em agosto para os técnicos de perícia, com duração prevista de três meses.
Fonte: Governo PR
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