Paraná
Concessionária que arrematou o Lote 1 das rodovias vai contratar 682 funcionários
Prestes a assinar contrato de concessão do lote 1 das rodovias paranaenses, a empresa Via Araucária abriu a contratação de 682 colaboradores. A concessionária vai administrar 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais entre Curitiba, Região Metropolitana, Região Centro-Sul e Campos Gerais. A previsão é de que o contrato seja assinado no fim de janeiro, com validade de 30 anos da concessão.
“A Via Araucária está comprometida em impulsionar a economia local através da criação de empregos, pois confiamos que investir nas pessoas é o caminho para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, declara o diretor-presidente da Via Araucária, Sérgio Santillan.
As vagas da Via Araucária são para as cidades de Curitiba, Araucária, Campo Largo, Guamiranga, Imbituva, Ipiranga, Irati, Lapa, Palmeira, Porto Amazonas, Prudentópolis, Relógio, São Luiz do Purunã e Teixeira Soares.
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Serão contratados tanto profissionais administrativos quanto operacionais. Todos os serviços operacionais começam a funcionar assim que a empresa iniciar efetivamente as atividades e cobrança do pedágio, o que deve ocorrer um mês após a assinatura do contrato.
Entre os técnicos a serem contratados estão agentes de tráfego, operadores das cabines de pedágio, mecânicos, motoristas, operadores de equipamentos de pintura, técnicos de eletrônica, profissionais de sinalização rodoviária, entre outros. As inscrições para as vagas de trabalho podem ser feitas por este link.
CONCESSÃO – A previsão é de que a concessionária do Lote 1 invista cerca de R$ 7,9 bilhões em obras de melhorias e manutenção em trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427. Segundo o planejamento, 75% dos investimentos serão feitos nos primeiros anos do contrato, entre 2024 e 2030.
Isso inclui a implantação de 344 quilômetros de duplicações, 215 quilômetros de faixas adicionais, 32 quilômetros de vias marginais, 27 quilômetros de ciclovia, 63 viadutos e trincheiras, além de passarelas, passagens de faunas e outras obras. A empresa também deverá arcar com aproximadamente R$ 5,2 bilhões em custos operacionais durante o período.
SEGUNDO LOTE – O segundo lote das concessões rodoviárias do Paraná também já foi a leilão, arrematado pelo Grupo EPR que fará a gestão de 605 quilômetros de estradas nas regiões de Curitiba, Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro. A previsão é de que assinatura do contrato seja feita em fevereiro.
LOTES 3 E 6 – Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (10), o ministro dos Transportes, Renan Filho, confirmou que os lotes 3 e 6 das novas concessões rodoviárias do Paraná devem ser leiloados ao longo de 2024. O lote 3 inclui trechos das BRs-369, 373, 376 e das PRs-170, 232, 445 e 090, enquanto o lote 6 engloba as BRs-163 e 277 e as PRs-158, 180, 182, 280 e 483.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.
De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.
Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.
Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.
A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.
Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.
Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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