Paraná
Câmpus da UEM de Ivaiporã recebe o 9º Festival Paralímpico do Vale do Ivaí na quarta-feira
Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro) e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22), Ivaiporã recebe o 9º Festival Paralímpico do Vale do Ivaí. O evento será na quarta-feira (24), promovido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), no câmpus regional, em parceria com a Prefeitura, Fundação Beneficente de Ivaiporã (FBI), Itaipu Binacional e Secretaria de Estado do Esporte.
Tradicional na cidade, o evento deve reunir mais de 900 atletas de 48 instituições de ensino e entidades de 44 municípios paranaenses. O objetivo é celebrar a inclusão e a acessibilidade por meio do esporte paralímpico, reunindo instituições e atletas de diversas cidades do Paraná. A abertura está marcada para as 8h30, no Estádio Manoel Fernandes Silva – Complexo Esportivo Sapecadão.
Os atletas vão participar de provas de atletismo, em diferentes categorias, divididas pelo grau de deficiência e a idade, além das modalidades de bocha e tênis de mesa.
O Festival foi idealizado pelo professor Ricardo Carminato e teve a 1ª edição em 2014, com aproximadamente 100 pessoas. Desde então, se consolidou com o apoio de parceiros e patrocinadores.
Coordenador do evento, Carminato ressalta o volume de atletas e a diversidade de municípios participantes. “Nossa expectativa é fantástica. Teremos um número recorde de municípios. O diferencial do festival é a organização pensada para pessoas com deficiência, que muitas vezes têm níveis de comprometimento que impediriam sua participação em outras competições. O evento transcendeu o Vale do Ivaí e agora reúne atletas de várias regiões”, destaca.
Atualmente, o Festival é organizado por acadêmicos e professores do curso de graduação em Educação Física da UEM de Ivaiporã. Os bastidores do evento mobilizam cerca de 100 integrantes, entre professores, servidores e estudantes. Além de Carminato, os docentes Vitor Hugo Ramos Machado, Ewerton Marques e Andréia Paula Basei fazem parte da comissão organizadora.
NOVIDADES – A bocha adaptada foi incluída na edição deste ano do Festival. A modalidade é voltada a pessoas com paralisia cerebral e cadeirantes. Todas as provas serão realizadas em espaços acessíveis, com alimentação e suporte garantidos por acadêmicos e voluntários.
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Outro destaque é a participação de delegações de sete das dez regiões do Paraná, incluindo a estreia de atletas de Alvorada do Sul, Foz do Jordão, Candói, Piraquara, Irati e General Carneiro — cidades localizadas a mais de 400 km de Ivaiporã. De acordo com a organização, a expectativa é envolver 1,4 mil pessoas, entre atletas, professores, motoristas, acompanhantes, servidores e acadêmicos.
Outras informações sobre o evento podem ser conferidas no site festivalparalimpicodmo.com.br ou no Instagram @festivalparalimpico_dmo.
Programação:
7h às 8h30min – Café da manhã
8h30 – Cerimônia de abertura
09h – Início das provas de atletismo e tênis de mesa
11h30 às 13h – Almoço
13h30 – Continuação das provas
15h30 – Cerimônia de premiação e encerramento – todos os participantes receberão medalhas, brindes e um kit lanche
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.
De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.
Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.
Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.
A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.
Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.
Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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