Paraná
Capacitação da Secretaria de Saúde reforça atuação de profissionais em emergências
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou, nesta quinta-feira (30), uma capacitação de profissionais para atuação em situações de emergência como acidentes, calamidades e avaliação de risco. O treinamento aconteceu em Apucarana, na região Norte do Paraná, e deu continuidade a uma série de módulos teóricos realizados na quarta (29) no município.
O evento, que tem como objetivo fortalecer a atuação de profissionais para socorro imediato, envolveu cerca de 100 trabalhadores da 16ª Regional de Saúde entre médicos, enfermeiros e bombeiros.
As simulações foram desenvolvidas com enfoque realístico para aprimorar o trabalho de equipes de resgate, simulando não somente o atendimento às vítimas terrestres como também a atuação em condições de apoio aéreo, com a utilização de helicópteros da Defesa Civil.
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“O atendimento pré-hospitalar realizado pelo Samu é vital para salvar vidas, sobretudo devido à agilidade com que conseguimos operar este serviço no Paraná. Estamos fazendo grandes esforços para ampliar os serviços de urgência. Ter profissionais que possam agir em condições adversas é fundamental neste processo”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“Este é um empenho conjunto para capacitar de forma permanente estas equipes, reforçando também a mitigação de danos em acidentes com múltiplas vítimas. Esperamos em breve expandir estes treinamentos também para outras Regionais de Saúde, garantindo um aprimoramento do serviço em todo o Estado”, destacou o diretor-geral da Sesa, César Neves.
Fonte: Governo PR
Paraná
A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário suspende Taj Diesel Fest, evento automotivo previsto para começar nesta sexta-feira (4) em Rebouças
Em Rebouças, no Sudeste do estado, o Judiciário determinou a imediata suspensão da Taj Diesel Fest, evento automotivo que estava previsto para começar nesta sexta-feira, 4 de setembro. A decisão judicial, da Vara Cível da comarca, atende a pedido feito pelo Ministério Público do Paraná por meio da Promotoria de Justiça de Rebouças, que identificou diversas irregularidades na organização do pretendido evento, com a possibilidade de graves riscos ao público. O festival estava programado para ocorrer nos dias 4 a 7 de setembro, na localidade de Barreiro, zona rural do município.
Áudio do Promotor de Justiça Antônio Cézar Quevedo Filho
Irregularidades – O pedido de suspensão decorre de vistoria realizada pela Polícia Militar, que constatou 21 irregularidades estruturais, sanitárias e documentais no local. Entre as falhas apontadas, estão a insuficiência e a inadequação dos banheiros, a ausência de comprovação da contratação de equipe de segurança suficiente para o porte do evento, a falta de manifestação do Conselho Tutelar e a deficiência no isolamento físico de diversos lagos e piscina, possibilitando risco de afogamento.
Segundo apurado, o espaço possui apenas um acesso simultâneo de entrada e saída, o que compromete a evacuação em caso de emergência, além de apresentar insuficiência de rotas de fuga e risco de inundações. A publicidade do evento também indicava que ele se estenderia durante as madrugadas, enquanto que os pedidos de autorizações encaminhados às autoridades sinalizavam que as atividades iriam das 8 às 24 horas.
Infância exposta – A gravidade da situação foi ainda acentuada pela publicidade do evento, que anunciava entrada liberada e gratuita para crianças até 12 anos e a entrada de adolescentes no local, bem como a exposição do público infantojuvenil a um ambiente com circulação de caminhonetes e tratores que realizariam manobras arriscadas, ausência de cercas nos corpos d’água e consumo de bebidas alcoólicas. As provas coletadas também apontaram que os organizadores veicularam publicidade enganosa nas redes sociais, afirmando que o evento estaria “100% regularizado”, fato desmentido pela própria Polícia Militar, que só realizou vistoria posteriormente. Além disso, o croqui do espaço do evento, utilizado para pedir autorização aos órgãos públicos, não correspondia às características reais do espaço.
O Judiciário determinou a paralisação do evento e a remoção das propagandas enganosas em 48 horas, além da interdição física e preventiva do local pela Polícia Militar. Foi fixada multa de R$ 500 mil por dia em caso de realização do festival, além de multa de R$ 10 mil a cada nova publicação em redes sociais ou rádios descumprindo a ordem judicial. A Prefeitura Municipal de Rebouças e a Polícia Civil, ao tomarem ciência das divergências entre a documentação apresentada pelos organizadores do evento e as características do local, anularam os alvarás concedidos.
Processo 0001725-57.2026.8.16.0142
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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