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MPPR assina termos de cooperação com órgãos estaduais e municipais para difusão do programa Agentes da Cidadania

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O Ministério Público do Paraná firmou nesta quinta-feira, 26 de outubro, termos de cooperação técnica com órgãos públicos estaduais e municipais para a participação de servidores e agentes públicos no programa “Agentes da Cidadania” – iniciativa institucional com foco na defesa do patrimônio público e no combate à corrupção. Aderiram à proposta a Secretaria de Estado da Fazenda e o executivo dos municípios de Curitiba e Maringá.

Durante a cerimônia, o procurador-geral de Justiça Gilberto Giacoia destacou a importância da iniciativa, lembrando que ela já se projetou nacionalmente a partir do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Salientou também que, ao contrário das pessoas, as instituições ficam para sempre e que, com essa ideia, que tem raízes profundamente plantadas em valores e princípios, o MPPR pretende dar sua contribuição para que todas as prefeituras, câmaras municipais e escolas saibam separar o público do privado e para que todos possam usufruir de uma cidadania digna.

Assinatura – A solenidade de assinatura dos termos contou com as presenças da subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional Samia Saad Gallotti Bonavides; do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, José Deliberador Neto; do secretário Estadual da Fazenda, Renê de Oliveira Garcia Júnior; dos prefeitos Rafael Greca, de Curitiba e Ulisses de Jesus Maia, de Maringá; da secretária municipal de Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella Nadas e do procurador de Justiça Mateus Eduardo Siqueira Nunes Bertoncini, coordenador das Procuradorias de Justiça Cíveis e do “Agentes da Cidadania”, entre outras autoridades.

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Além do procurador-geral de Justiça, fizeram uso da palavra os prefeitos Greca e Ulisses Maia. O prefeito de Curitiba não apenas manifestou entusiasmo com a ideia do MP treinar o serviço público para a probidade administrativa, mas também colocou à disposição a estrutura do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) de Curitiba para transmitir, periodicamente, os vídeos do projeto “Agentes da Cidadania” para todas as instâncias da administração pública municipal e também para multiplicar o conteúdo, via internet, para qualquer uma das 399 cidades do Paraná, assim como para outras do Brasil inteiro.

O prefeito de Maringá, comentou que tomou conhecimento da iniciativa em maio deste ano, quando o procurador Maurício Kalache, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público e da Ordem Tributária, esteve na cidade para receber o título de Cidadão Benemérito e, já naquela oportunidade, manifestou interesse em assinar termo de cooperação com MP. Segundo ele, o Município vai oferecer o treinamento para que não ocorram irregularidades e não seja necessário que o MP tenha que atuar na punição. “Para isso, precisamos trabalhar com prevenção, informação e capacitação”, acrescentou.

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Ética e transparência – O projeto – um curso realizado integralmente no formato virtual – vai garantir a formação dos funcionários públicos dos órgãos que assinaram as cooperações, especialmente aqueles que atuam nas áreas de compras, licitações e gestão de contratos, em temas ligados às diferentes formas de corrupção praticadas por agentes públicos e privados, ética e transparência, compras públicas, nepotismo, improbidade administrativa, lei anticorrupção e demais crimes contra a administração pública.

O curso é composto por dez videoaulas e realizado integralmente em formato virtual. Aberto à participação de qualquer interessado, o projeto gera certificação (mediante testes aplicados após cada uma das dez videoaulas previstas). Além do recurso audiovisual, a formação oferece material digital de apoio e links para aprofundamento nos temas abordados. Entre os pontos de estudo propostos estão as diferentes formas de corrupção praticadas por agentes públicos e privados, ética e transparência, compras públicas, nepotismo, improbidade administrativa, lei anticorrupção e demais crimes contra a administração pública.

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Fonte: Ministério Público PR

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Tribunal do Júri de Maringá condena a 23 anos e 6 meses de prisão pai denunciado pelo Ministério Público do Paraná por morte da própria filha em Rolândia em 2019

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O Tribunal do Júri de Maringá condenou a 23 anos e 6 meses de prisão em regime inicial fechado um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pela morte da própria filha, de 11 anos de idade, em crime praticado em 2019 em Rolândia, no Norte Central do estado. Ele foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante a sessão de julgamento, que teve início na última quarta-feira, 16 de setembro, o acusado confessou a autoria do crime.

O crime – De acordo com as apurações, o pai matou a filha no dia 24 de abril de 2019 por asfixia mecânica (esganadura) e enterrou o corpo da criança na garagem de uma casa pertencente à família. Após a prática criminosa, pai e avó da vítima agiram em conjunto na tentativa de esconder o crime e dificultar as investigações sobre os fatos. Eles procuraram a autoridade policial para relatar o suposto desaparecimento da criança, forneceram informações inverídicas e conflituosas aos investigadores e mantiveram desligadas e formataram as câmeras de segurança que havia no local e que poderiam auxiliar na elucidação dos fatos.

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Ao final de dois dias de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as teses sustentadas em denúncia pelo MPPR e reconheceu as qualificadoras do crime de homicídio: o uso de meio cruel (asfixia), o recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio (na época, o feminicídio ainda não era tipificado como um crime autônomo).

O MPPR havia inicialmente denunciado a avó paterna pelos mesmos crimes, mas, na sessão de julgamento, pleiteou a absolvição da ré, pois as provas demonstraram que ela acabou sendo envolvida nos fatos por responsabilidade do acusado. Os jurados acataram o pedido, e ela foi absolvida.

Atuaram no Júri, pelo Ministério Público do Paraná, a Promotoria de Justiça de Maringá e integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri).

Desaforamento – A sessão do júri foi realizada em Maringá após uma decisão de desaforamento do caso. O desaforamento ocorre, quando necessário, para garantir que o julgamento seja imparcial e seguro, aplicando-se essa medida quando a comoção local impede a formação de um júri neutro, quando há riscos à segurança do réu ou à ordem pública ou quando há excesso de demora no fórum original.

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Processo 0003684-89.2019.8.16.0148

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11/09/2026 – Tribunal do Júri de Maringá julgará na próxima quarta-feira, 16 de setembro, pai e avó denunciados pela morte de criança em Rolândia em abril de 2019

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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