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Estado dá posse a novos membros no Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), realizou nesta terça-feira (04) a cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná (Copedh). A solenidade ocorreu no Palácio das Araucárias, em Curitiba, e contou com a participação de representantes do governo estadual, da Assembleia Legislativa, órgãos do Sistema Judiciário e de organizações da sociedade civil.

A nova presidente é Bruna Ravena, da Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu, e o vice-presidente é Santin Roveda, secretário da Justiça e Cidadania. Dezesseis entidades foram eleitas como titulares e suplentes para representar a sociedade civil na composição do Conselho de 2023 a 2025. O período eleitoral ocorreu entre abril, com a instalação da comissão eleitoral, até junho, com a nomeação dos membros eleitos. A votação foi de forma virtual durante a Assembleia do Copedh, no dia 16 de junho. Além das entidades, foram empossados membros do governo estadual, da Assembleia Legislativa e órgãos do Sistema Judiciário, que também compõem o colegiado.

O Conselho tem por finalidade auxiliar na implementação e acompanhamento das políticas públicas na área de direitos humanos, em todas as esferas da administração pública estadual, a fim de garantir a promoção e proteção de toda a população paranaense. O secretário da Justiça e Cidadania, Santin Roveda, ressaltou a importância do Copedh. “Aqueles que atuam no campo da política, da consolidação da democracia, da busca pela igualdade e justiça social, sabem que não chegamos até aqui sozinhos”, afirmou Roveda.

“É a união de esforços, o engajamento coletivo e o comprometimento de cada um de nós que nos impulsionam a avançar na defesa dos direitos humanos. São os direitos humanos que garantem que todas as pessoas sejam tratadas com respeito, igualdade e justiça, independentemente de sua origem, raça, religião, gênero, orientação sexual ou condição social.”, completou.

De acordo com a nova presidente do Copedh, Bruna Ravena, que representa a Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu (Casa de Malhú), um dos principais desafios é a ampliação do número de conselhos municipais de direitos humanos em todo o Paraná e reforçar seu papel na vida comunidade. “A sociedade tem uma visão muito distorcida do que é direitos humanos. Não são destinados apenas a pessoas que cometeram algum tipo de crime. Direitos humanos é a garantia das necessidades básicas de saúde, educação, segurança pública, moradia, acesso à cultura e acessibilidade. Garantir esse espaço para as pessoas é levar à sociedade um novo modelo e uma nova visão”, disse a nova presidente.

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COMPOSIÇÃO – Além dos representantes da sociedade civil, que compõem metade das vagas do Conselho, as demais cadeiras foram indicados por órgãos governamentais: as secretarias estaduais da Justiça e Cidadania (Seju), de Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e da Segurança Pública (Sesp), Tribunal de Justiça (TJ-PR), Ministério Público (MP-PR), Assembleia Legislativa, secção paranaense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Associação de Municípios do Paraná (AMP).

O deputado Professor Lemos, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania na Assembleia Legislativa e membro titular do Copedh, afirmou que o Legislativo pode e deve trabalhar junto com o Executivo para garantir os direitos humanos e cidadania. “A Assembleia pode contribuir aprovando leis importantes, incluindo no orçamento do Estado os recursos necessários para que os programas de proteção aos direitos humanos sejam de fato executados”, afirmou.

DIÁLOGO – A presidente da OAB Paraná, Marilena Winter, afirmou que a entidade tem foco na defesa da dignidade da pessoa humana e dos direitos fundamentais. “São posições alinhadas com o Copedh e a OAB pode trazer contribuições importantes”, disse ela. “Esse é um espaço de diálogo com toda a sociedade, é uma representação muito grande, uma gestão compartilhada, e isso é um uma diretriz muito importante no Estado democrático de direito” destacou.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes na solenidade o procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná; o defensor Antônio Barbosa, representando a Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR); Darci Frigo, ex-presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH); a defensora Karol Nascimento, ouvidora-externa da Defensoria Pública do Paraná; Toni Reis, diretor-presidente da  Aliança Nacional LGBT; o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor), Célio Martins; e representantes das Secretarias de Educação, de Cultura, da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa.

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Confira a Lista dos conselheiros do Copedh para o período 2023-205:

Presidente: Bruna Ravena – Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu.

Representantes da Sociedade Civil:

Titulares:

Walter Tierling Neto – Grupo Dignidade

Elza Maria Campos – União Brasileira de Mulheres (UBM)

Daisy Carolina Tavares Ribeiro – Terra de Direitos

Antônia Vandecia de Assis – Conselho Regional de Serviço Social (CRESS)

Bruna Ravena Braga dos Santos – Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu (Casa de Malhú)

Thaís Boamorte – Associação Flor de Lis LGBT

Hamilton Serighelli – Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu

Alisson Fernando Moreira Poças – Centro de Direitos Humanos de Londrina

Suplentes:

Diego de Souza Silva – Associação Nubia Rafaela Nogueira ALGBTI+

Waleiska Emília Fernandes Figueiras – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor)

Juliana Chagas da Silva Mittelbach – Rede de Mulheres Negras do Paraná

Sandra Dolores de Paula Lima – Associação Fênix

Jussara Aparecida Ribeiro – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato)

Carolina Bulgacov Dratch – Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região

Rockmillys Basante – Ação Social Irmandade Sem Fronteiras

Júlia Maria Morais – Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR)

Representantes Governamentais:

Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju):
Titular: Santin Roveda
Suplente: Jane Cristina Lobato Vasques

Ministério Público do Paraná (MP-PR):
Titular: Rafael Osvaldo Machado Moura
Suplente: Ana Carolina Pinto Franceschi

Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep):
Titular: José Rodrigues Lemos
Suplente: Iara Sanchez Roman

Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef):
Titular: Júnior Emerson Zarur
Suplente: Aloísio Justino Nascimento

Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp):
Titular: Claudio Marques Rolin e Silva

Associação de Municípios do Paraná (AMP):
Titular: Paulo Falcade de Oliveira (prefeito de Pinhal de São Bento)
Suplente: Aurélio Munhoz

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR):
Titular: Jonathan Serpa Sá
Suplente: Samuel Pereira do Vale Neto

Secção Paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR):
Titular: Anderson Rodrigues Ferreira
Suplente: Ana Lucia Munhoz de Oliveira.

Fonte: Governo PR

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Tribunal do Júri de Maringá condena a 23 anos e 6 meses de prisão pai denunciado pelo Ministério Público do Paraná por morte da própria filha em Rolândia em 2019

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O Tribunal do Júri de Maringá condenou a 23 anos e 6 meses de prisão em regime inicial fechado um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pela morte da própria filha, de 11 anos de idade, em crime praticado em 2019 em Rolândia, no Norte Central do estado. Ele foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante a sessão de julgamento, que teve início na última quarta-feira, 16 de setembro, o acusado confessou a autoria do crime.

O crime – De acordo com as apurações, o pai matou a filha no dia 24 de abril de 2019 por asfixia mecânica (esganadura) e enterrou o corpo da criança na garagem de uma casa pertencente à família. Após a prática criminosa, pai e avó da vítima agiram em conjunto na tentativa de esconder o crime e dificultar as investigações sobre os fatos. Eles procuraram a autoridade policial para relatar o suposto desaparecimento da criança, forneceram informações inverídicas e conflituosas aos investigadores e mantiveram desligadas e formataram as câmeras de segurança que havia no local e que poderiam auxiliar na elucidação dos fatos.

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Ao final de dois dias de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as teses sustentadas em denúncia pelo MPPR e reconheceu as qualificadoras do crime de homicídio: o uso de meio cruel (asfixia), o recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio (na época, o feminicídio ainda não era tipificado como um crime autônomo).

O MPPR havia inicialmente denunciado a avó paterna pelos mesmos crimes, mas, na sessão de julgamento, pleiteou a absolvição da ré, pois as provas demonstraram que ela acabou sendo envolvida nos fatos por responsabilidade do acusado. Os jurados acataram o pedido, e ela foi absolvida.

Atuaram no Júri, pelo Ministério Público do Paraná, a Promotoria de Justiça de Maringá e integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri).

Desaforamento – A sessão do júri foi realizada em Maringá após uma decisão de desaforamento do caso. O desaforamento ocorre, quando necessário, para garantir que o julgamento seja imparcial e seguro, aplicando-se essa medida quando a comoção local impede a formação de um júri neutro, quando há riscos à segurança do réu ou à ordem pública ou quando há excesso de demora no fórum original.

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Processo 0003684-89.2019.8.16.0148

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11/09/2026 – Tribunal do Júri de Maringá julgará na próxima quarta-feira, 16 de setembro, pai e avó denunciados pela morte de criança em Rolândia em abril de 2019

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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