Paraná
Governo do Estado envia mais 850 cestas básicas para União da Vitória
O Governo do Estado enviou nesta sexta-feira (20) mais 850 cestas básicas para União da Vitória, uma das cidades mais prejudicadas pelas chuvas das últimas semanas. No início a manhã, um caminhão da Defesa Civil saiu levando 600 unidades e, em torno do meio-dia, outro seguiu com outras 250 cestas. A Ceasa-PR também destina nesta sexta mais hortifrutigranjeiros para a população afetada.
O tenente-coronel Adriano de Mello, coordenador executivo da Defesa Civil do Paraná, ressaltou que as 850 cestas enviadas hoje, além das 1.250 que já chegaram na cidade nos últimos dias, completam as 2 mil solicitadas pela Prefeitura da União da Vitória. Para todas as cidades prejudicadas já foram encaminhadas 5.781.
“Diariamente fazemos uma programação para atender os municípios que estão sendo atingidos e, com base nos laudos enviados pela prefeitura, é feita a estimativa dos itens para cada região. Temos um ponto focal nas cidades, uma pessoa da Defesa Civil estadual para receber os produtos e com a presença de um responsável da prefeitura fazemos a conferência do material recebido”, explicou.
A Ceasa Paraná já havia destinado aos atingidos pelas chuvas em diversas cidades 50 toneladas de hortifrutigranjeiros. Além de União da Vitória, São Mateus do Sul e Porto Amazonas, também foram atendidos municípios de Santa Catarina, especialmente Taió.
O Governo do Estado também está acolhendo em hotéis e pousadas pessoas desabrigadas pelas chuvas, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência ou problemas de mobilidade, gestantes ou em alguma outra situação de vulnerabilidade.
A Defesa Civil também enviou aos municípios 2.405 kits dormitório; 1.894 kits higiênico; 1.350 kits limpeza; 3.101 colchões de solteiro; e 76.700 telhas de fibrocimento.
Além das doações diretas do Governo do Estado, a Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba enviou 9 mil peças de roupas, 100 litros de água sanitária e 50 quilos de sabão em pó.
Em parceria com a iniciativa privada, também foram encaminhados 8 mil itens de higiene pelo Boticário e 8 toneladas de carne de frango serão disponibilizadas pelas cooperativas agrícolas Copacol, C.Vale, Copavel e Lar.
A Associação Paranaense de Supermercados também mobilizou a doação de 12,96 mil litros de leite e 7.200 garrafas de 1,5 litro de água. Os donativos serão destinados aos municípios de União da Vitória, São Mateus do Sul e Rio Negro.
OUTRAS AÇÕES – O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (19) o montante de R$ 1,6 milhão para reforçar o atendimento a vítimas das chuvas. O recurso será repassado a 13 municípios com decreto de situação de emergência homologado pelo Estado e que têm pessoas desabrigadas e desalojadas. Há outros 10 municípios em situação de emergência no Paraná, mas sem famílias nestas condições.
A medida amplia o suporte do Estado aos municípios que sofrem com mais intensidade os efeitos das chuvas, vendavais e alagamentos. O dinheiro deve ser aplicado pelos municípios em compra de cestas básicas, manutenção de abrigos provisórios nos municípios, contratação de rede hoteleira para acolher desabrigados em situação de vulnerabilidade, pagamento de horas extras para servidores que atuam no atendimento às famílias e auxílio-funeral (em caso de morte provocada pela chuva) ou natalidade.
ESTRADAS E CRÉDITO – Também nesta semana, para dar suporte aos municípios, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou R$ 30 milhões em créditos emergenciais para serem usados principalmente na recuperação de estradas rurais.
O Estado oferecerá, por meio do programa Paraná Recupera, empréstimos com taxa fixa abaixo das praticadas no mercado e subsidiada pelo Estado, com carência de dois a três anos para que empresas de micro, pequeno e médio porte que tenham tido suas atividades prejudicadas possam retomar os seus negócios o mais rápido possível.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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