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Em Brasília, governador busca apoio para reforçar atendimento aos afetados pelas chuvas

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta terça-feira (17) de uma reunião com o secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder de Moura, na sede do órgão, em Brasília. Ele pediu o auxílio do governo federal para ampliar o atendimento que o Estado tem prestado às milhares de famílias em decorrência das fortes chuvas que assolam o Estado.

Dados do boletim mais recente da Defesa Civil do Paraná apontam que mais de 62 mil pessoas de 77 municípios foram de alguma forma afetadas pelas chuvas. Neste momento, 7.186 pessoas permanecem desalojadas (em casas de parentes ou conhecidos) e outras 816 continuam desabrigadas (em abrigos públicos). Com a homologação do decreto de Prudentópolis pelo Estado, o número de municípios paranaenses em situação de emergência chegou a 18.

A comitiva paranaense fez uma explanação sobre a situação de cada região, em especial dos municípios mais afetados pela situação climática atípica, com inundações causadas pelas cheias dos rios. “O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional é a pasta que cuida dessas catástrofes, como enchentes e chuvas de granizo, que têm acontecido no Brasil, e por isso apresentamos a eles a situação do Paraná, em especial dos municípios que já decretaram situação de emergência”, disse Ratinho Junior.

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“A reunião foi muito produtiva, porque pudemos apresentar aquilo que o Governo do Estado já tem feito para ajudar as famílias neste momento de dificuldade, além de solicitar o apoio da União com recursos para ampliar esse suporte à população”, acrescentou o governador.

Entre as iniciativas estaduais, Ratinho Junior citou o atendimento direto prestado pelas equipes estaduais da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para o primeiro atendimento e encaminhamento a abrigos municipais e, e em determinados casos, para hospedagens custeadas pelo Estado. “São pessoas idosas, crianças autistas e pessoas com algum tipo de deficiência física ou problema de mobilidade, que precisam de um tratamento especial, e por isso estão sendo realocadas para hotéis e pousadas das cidades mais afetadas”, explicou o governador.

O Governo do Estado também já viabilizou a doação de cerca de 3,4 mil cestas básicas, 1,9 mil kits dormitórios, 2,4 mil colchões, 1,3 mil kits de higiene, 655 kits de limpeza e quase 40 mil telhas. Cerca de 29 toneladas de alimentos também já foram distribuídas às famílias através da Ceasa-PR.

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“De imediato, o secretário nos disse que dará um rápido trâmite para que o Ministério repasse recursos e nos ajude neste momento”, disse Ratinho Junior. “O que vai amenizar de fato esse problema é a diminuição das chuvas e, infelizmente, ainda devemos ter grandes volumes acumulados nos próximos dias, em especial na região Sul, mas a Defesa Civil e os demais órgãos estaduais estão trabalhando para amenizar os problemas da população em mais de 70 cidades”, garantiu Ratinho Junior.

PRESENÇAS – Participaram da reunião o secretário estadual do Planejamento, Guto Silva; o presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; o chefe da Representação do Paraná em Brasília, Rubens Bueno II; e o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro.

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.

De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.

Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.

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Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.

A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.

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Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.

Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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