Paraná
Medidas para liberar rodovias são ajustadas em reunião entre MP e Sesp
O Ministério Público do Paraná participou no final da tarde desta quarta-feira, 2 de novembro, de reunião com o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, o comandante da Polícia Militar do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, Antônio Paim de Abreu Júnior, entre outras autoridades, para tratar das providências adotadas para assegurar o cumprimento das ordens judiciais que determinam o desbloqueio das rodovias em todo o estado. O MPPR foi representado no encontro pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Mauro Sérgio Rocha, que também é coordenador do comitê de crise instituído por ato do procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, para discutir as medidas a serem tomadas pela instituição.
Na reunião, o MPPR destacou que não é possível transigir em relação ao estado democrático de direito e colocou à disposição da Sesp as equipes das unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para atuarem na identificação das pessoas que estão cometendo os ilícitos no estado e para a adoção das medidas cabíveis. A proposta foi apresentada para que os esforços sejam somados, e a identificação dos manifestantes ocorra de forma efetiva e rápida.
Os representantes da Segurança Pública, por sua vez, elencaram as providências já adotadas para liberação das rodovias e os resultados obtidos nas últimas horas, com a liberação de parte das estradas interditadas. Foi detalhado também o modo pelo qual as forças policiais têm agido, sendo a primeira providência a orientação aos participantes dos movimentos sobre a ilicitude de seus atos e, depois, a identificação dos proprietários de veículos e demais envolvidos nos bloqueios para a aplicação das multas previstas. O procurador de Justiça Mauro Rocha, que estava acompanhado na reunião pelo procurador de Justiça Humberto Eduardo Puccineli, manifestou concordância com a metodologia de trabalho estabelecida, destacando que “o MPPR busca colaborar para que, o quanto antes, sejam efetivamente cumpridas as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal”.
Foi ainda destacada na reunião a necessidade de se buscar uma manifestação das Forças Armadas no sentido de que não entrará nessa investida contra o estado democrático de direito. “Nós precisamos também que os chefes dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, enfim, de todas as instituições de Estado, manifestem-se ostensivamente em defesa do estado democrático de direito”, acrescentou o procurador Mauro Rocha.
Iniciativas – Desde domingo, 30 de outubro, quando tiveram início os bloqueios nas estradas por todo o país, o MPPR vem atuando de forma articulada com os demais procuradores-gerais de Justiça do Ministério Público brasileiro para a implementação de iniciativas que garantam a preservação da ordem jurídica e do estado democrático de direito. Também tem mantido interlocução permanente com as autoridades estaduais encarregadas da Segurança Pública do Paraná para assegurar a adoção de esforços para a liberação das rodovias interditadas total ou parcialmente no estado, de modo a não prejudicar os direitos da população.
Como parte das ações desencadeadas pelo MPPR, foi enviado na terça-feira, 1° de novembro, um ofício ao governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior, requerendo que, como chefe das forças policiais, conforme previsto no artigo 49 da Constituição Estadual, promova a imediata aplicação das providências necessárias para a liberação das estradas paranaenses.
Crédito da imagem: Wallace Machado/SESPPR
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz
A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.
De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.
Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.
A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.
Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.
Processo 0001701-26.2025.8.16.0122
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Esportes6 dias agoGrêmio vence o Internacional por 3 a 1 e avança às semifinais da Copa do Brasil
-
Paraná7 dias agoMPPR e Polícia Civil cumprem mandados de busca e apreensão em apuração sobre suposto desvio de donativos para vítimas de tornado em Rio Bonito do Iguaçu
-
Política Nacional6 dias agoDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá
-
Agro6 dias agoDívida rural trava nos bancos e mais de 40 entidades cobram mudanças
-
Agro7 dias agoMinistro André de Paula participa da Agrinordeste nesta sexta-feira (4)
-
Paraná7 dias agoMinistério Público do Paraná participa de mobilização nacional pelo enfrentamento da violência contra as mulheres
-
Paraná5 dias agoMinistério Público do Paraná dá boas-vindas a 11 novos Promotores Substitutos e reforça atuação institucional
-
Entretenimento5 dias agoYudi Tamashiro exibe antes e depois de harmonização facial: ‘Muito mais jovem!’
