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Estado conclui radiografia inédita que ajudará municípios na captação de recursos

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento, finalizou nesta quinta-feira (21) o primeiro relatório da pesquisa Diagnóstico Interlocutores Conecta399, que mapeou a realidade dos municípios em relação ao desenvolvimento de projetos e demandas para ampliar a captação de recursos.

No universo de 418 participantes que responderam à pesquisa inédita, abrangendo agentes de 263 municípios (66% do Estado), dois terços deles foram identificados como funcionários de carreira, um ponto considerado positivo pela equipe do trabalho, visto que isso reduz a chance de alternância na indicação.

Entre os que participaram do questionário, 26% dos interlocutores desempenham função de Planejamento, 19% em Gestão de Transferências e 16% em Engenharia e Arquitetura. Entre todos os municípios participantes do diagnóstico, 201 deles (76%) apontaram como uma das áreas que mais apresentam dificuldades na realização de projetos o segmento de saneamento básico, seguido de segurança (62%), saúde (52%) e agricultura (51%).

No momento, das áreas em que os municípios mais recebem transferências de recursos preponderam a saúde, com 23% do total; seguida de agricultura e educação (19%), cultura e outras áreas (11%), transporte (9%), saneamento básico (6%) e segurança (2%).   

O secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, explicou que os interlocutores do Conecta399 formam uma grande rede de conhecimento de mais de 700 agentes, que vão ajudar a trazer mais recursos para os projetos dos municípios paranaenses. “Agora temos, com muita profundidade, as prioridades e o que podemos atacar para melhorar a captação de recursos das prefeituras – esclarecendo sobre planejamento, transferência e sobre o processo. É um mapa da realidade de cada interlocutor para apoiar e melhorar o desempenho”, explica.

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O secretário ressalta que, muitas vezes, os editais – do governo federal, de entidades internacionais e mesmo do Governo do Estado –, são muito complexos e nem toda prefeitura tem um corpo técnico preparado para atender editais de diferentes áreas como saúde, educação e meio ambiente, que também têm exigências muito distintas.

“Em uma grande prefeitura, pode haver uma equipe muito consolidada em meio ambiente, em saúde e assim por diante. Mas em uma cidade pequena, é a mesma pessoa quem faz o edital de todas essas áreas, e ter todo esse conhecimento é complexo”, observa Silva. 

Isso também é apontado no diagnóstico, que mostra que entre as principais dificuldades na captação de recursos pelo município estão a falta de informação e orientação sobre diferentes fontes de financiamento disponíveis (31%), seguido da falta de conhecimento técnico dos funcionários municipais em relação a projetos (28%) e falta de apoio na articulação e intermediação do município entre as instituições responsáveis por liberar recursos (23%).

APRIMORAMENTO – Para aprimorar a captação de recursos, o Conecta399 tem o intuito de capacitar, explicar e ampliar a possibilidade de pequenos municípios e desses interlocutores acessarem recursos nas mais diferentes esferas. “O Conecta399 tem esse olhar muito focado nos pequenos municípios, mas também dando suporte às médias e grandes cidades nessa grande rede, que é uma rede de parcerias, de conhecimento com os municípios do Paraná”, diz Marcos Marini, diretor de Projetos da Secretaria do Planejamento.

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Ele explica que o objetivo do diagnóstico foi mapear a percepção municipal, principalmente em relação às demandas e necessidades dos municípios com foco tanto nos projetos quanto na captação de recursos. “Esse diagnóstico vai possibilitar que o programa Conecta 399 possa atuar tanto na capacitação como na adequação entre projeto e captação de possibilidades de fomento”, diz.

“Esse diagnóstico indica quais são as áreas em que o programa pode indicar projetos e sugestões, a disponibilidade de recursos, identificando os municípios que mais precisam, facilitando com que o Conecta399 possa atuar, orientando e apoiando as ações”, complementa a responsável técnica pela elaboração do diagnóstico do Conecta399, Elisangela Rocha.

PROGRAMA – O Conecta 399 é uma iniciativa do Governo do Estado para apoio técnico, político e gerencial aos munícipios paranaenses. Criado e conduzido pela Secretaria do Planejamento, o apoio ocorrerá no processo de obtenção de recursos federais, desde a preparação, projeto e execução até à prestação de contas. Haverá apoio também na elaboração de projetos para concorrência em editais nacionais e internacionais, visando a obtenção de recursos pelos municípios.

A capacitação inicial, que teve a duração de um mês, foi concluída reunindo 716 servidores públicos efetivos e comissionados de 362 municípios paranaenses – ou mais de 90% dos municípios do Estado. O curso via educação à distância integrou interlocutores – que ocupam posição estratégica em administrações locais – aos objetivos, princípios, eixos, limites e vedações do projeto, qualificando-os na função de dar mais capilaridade a essa iniciativa.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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